quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Eu só queria um local para deixar escrito isso, sei lá, para um dia me arrepender de não fazer nada caso o pivô de uma guerra seja a água e quem sabe, do Iraque ao Brasil.



Mundo Estranho: agosto 2007

Qual o país mais falido do mundo?



Sudão. IRAQUE é o segundo colocado.



JC: 29/08/07



Bush diz que que vitória no Iraque afetará todo o Oriente Médio



"A região seria dramaticamente transformada de forma que colocaria em risco o mundo civilizado."



(...) defendeu ainda que a guerra é a única solução para o Oriente entrar na democracia.

O que um país fodido pode fazer?

Só sei que numa lista de 177 países o Brasil ocupou a 117º posição.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Uma banda chamada Pink Floyd


Acabei de ler o primeiro capítulo de um livro que, diga-se de passagem, é uma obra prima como o disco de nome homônimo. O livro The Dark Side of The Moon - Os Bastidores da Obra-Prima do Pink Floyd foi escrito por John Harris e lançado no Reino Unido em 2005. No ano passado, ele chegou ao Brasil traduzio por Roberto Mugiatti. O disco se tornou, antes de virar uma referência da música, um mito.

Nas 244 páginas, o autor de "The Last Party: Britpop, Blair and the Demise of English Rock", e jornalista do "The Guardian" ,"Mojo" e "Q" revela detalhes dos músicos em estúdio, do relacionamento entre eles e curiosidades relacionadas ao disco que, na Inglaterra, país de origem, consta na coleção de 3 a cada 5 ingleses.

Pink Floyd ficou um tempo adormecido na minha discografia básica. Diga-se de passagem sempre foi uma das minhas bandas preferidas. Syd Barret, falecido recentemente, foi um dos primeiros artistas no rock experimental que eu tive contato. E David Gilmor sempre foi melhor que Roger Waters na minha visão.

Uma vez, um amigo meu me emprestou o disco (The Dark Side of The Moon) e eu 'pirei' na banda. Naquela época, Pink Floyd pra mim se resumia em "Wish you where here" e " Another Brick in the Wall".

De lá pra cá, e isso já faz uns bons anos, Pink Floyd passou a signifiar muito pra mim. Do psicodelismo ao progressiso, tão criticado depois na década de 70, a banda se tornou ímpar. Nenuma banda conseguir fazer o mesmo tipo de som, com a mesma intensidade e emoção que David Gilmor, Roger Waters, Nick Manson e Richard Wright (outrora Barret) conseguiram fazer.
Não é apenas uma viagem que você faz deitado no cama. Não é apenas uma banda que soube aplicar as melhores técnicas de som para a época. Não é apenas uma banda que soube ir do experimentalismo ao progressivo tão bem. Não é apenas uma banda que conta com integrantes tão singulares e um egocêntrico chamado Roger Waters. Não é apenas uma banda que entrou para a história do rock. Não é apenas uma banda que entrou para a história do pop. Não é apenas uma banda que nunca vai deixar de ser esquecida ao lado de gigantes. Não é apenas uma banda cheia de qualidades e alguns defeitos. Não é uma banda qualquer. É por todos esses motivos que a banda é tão misteriosa e tão importante para mim.



Mas é uma banda que faz você ir além. É uma banda que faz você pensar. Você pensa? Você existe. Vive? Da crítica pura social ao vazio do cosmos passando pela loucura interna você certamente vai descobrir um imenso vazio nisso tudo que chamamos vida. Vazio se você não souber preencher. E se não souber, outros aplicarão em você fios de silício e aí sim, você pode diz ok para a expressão pós-humano. Mas enquanto, somos apenas humanos, isso basta.
A história continua.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Políticos

Esse blog não é sério. Eu não sou séria. Eu sou uma piada. E lógico que se o assunto fosse política iria ser da mesma forma. Tá, eu sou séria e nem contar piada sei. Visto que vulgarmente sou chamada de nerd. hahahah


Mas o foco era políticos. Ah! essa gente faz cada coisa. Para começar:

Viram o presidente recém eleito da França Nicolas Sarkozy depois do Photoshop? As fotos retocadas obviamente saíram na revista Paris Match. A L'Express mandou bem nos originais.


Fonte: A Nova Corja

Outra, mais interessante ainda, é do nosso Ministro da Justiça Tarso Genro 'fumando um cachimbo da paz'.

Mazáaaa

Fonte: Bem Paraná

Mas prefiro as fotos das férias do presidente da Rússia Vladimir Putin nas montanhas da Sibéria.
A pose do cinqüentão hiem!

ôo físico!

Fonte: Folha de S.Paulo

ZH mente ou a Opinião enrola?




White Stripes era o show que ia salvar Porto Alegre do isolamento dos bons shows que há tempos não aconteciam por aqui.
A Zero Hora, com sua credibilidade incontentável, estampou na capa do Segundo Caderno a seguinte matéria:




"É promessa da Opinião Produtora: o duo americano White Stripes, um dos principais nomes do rock contemporâneo, virá a Porto Alegre este ano.O show está anunciado para 27 de novembro, no Bar Opinião".


Ok. O 'deve' da manchete não condiz com o 'é promessa'.


De conteúdo mínimo, só a grande foto dos irmãos Jack e Meg fizeram fãs como eu se derreter em cima do jornal imaginado a noite do dia 27 de novembro. Um dia depois do meu aniversário. Em ia ficar velha beeeem mais feliz.

Porém, a blogosfera se puxou e muitos blogs começaram a discutir o assunto. Procurando sobre a veracidade dos fatos, o Grande Abóbora comenta o seguinte:


"A Opinião Produtora já havia prometido um show dos Guns ‘n’ Roses no Olímpico em maio. Não deu certo, não sei se por causa da banda ou do própria produtora.
O Opinião é pequeno. Isso deve deixar elevado o preço dos ingressos".


Tá. Adiante.


O que me deixou confusa foi a declaração da assessoria de imprensa da Opinião Produtora publicada no blog O Vale das Bonecas: "Opinião Produtora vem por meio desta notificar que não houve repasse de informações oficiais acerca de eventos internacionais realizados pela mesma. Nesta conjuntura, a empresa não assume qualquer responsabilidade pelos dados divulgados".


Meu amigo mandou um e-mail para o mesmo cara que respondeu o e-mail acima. Olha a resposta:


"O show não tem previsão para ocorrer. Att,

Vicente MedeirosAssessoria de Imprensa - Opinião Produtora ".


Nessa altura eu já nem sei quem está falando sério.
O talvez definitivamente me irrita.


Uma pena, porque vamos combinar, o que está ocorrendo de bom no quesito shows internacionais nessa cidade que se gaba por ser a capital da efervescência cultural e por ter seu rock alternativo que a difere das outras?

Desculpem, isso é um desabafo. Sabe quando você é criança e vê um monte de shows ocorrendo e tu só pode ver aquilo que a TV te passa? Pois é, foi assim que eu vi Eric Clapton fechando um RBS Notícias há muito tempo atrás. E pensava que quando eu crescesse, ahh sim, daí eu ia poder ver algo bom.

Só vi Pearl Jam. Em 2005. 28 de novembro de 2005. Pensei que dois anos depois eu ia ficar feliz novamente na semana do meu aniversário. Mas como eu sou brasileira e não desisto nunca. Ok, veremos.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Esqueçam a música

Há tempos eu não dedicava a meu domingo um pesseio pela Redenção para tomar um chima. Aproveitando que ontem alguns shows bacanas aconteceriam em razão do encerramento da Semana da Juventude (promoção da Secretaria Municipal da Juventude), e entre eles estava Locomotores, uma banda beeeem bacana que conta com integrantes ilustres do cenário musical porto-alegrense como o Bocudo (ex- Cachorro Grande) e Márcio Petracco. Antes que o céu desse os primeiros sinais de que viria chuva, uma quantidade enorme de adolescentes quase iguais esteticamente se reuniam em grupinhos. Roupas pretas, com listras, maquiagem preta borrada e etc, tudo para montar o estereótipo Emo. Claro, a terceira banda a se apresentar era uma das mais bem sucedidas do cenário emocore da cidade que alcançou grande projeção no Brasil através da MTV, a Fresno. Otto Gomes, Locomotores, Fresno e Acústicos e Valvulados era a ordem dos shows. Infelizmente, não era para curtir a música, para mostrar que a juventude é uniade e pode, com essa união, fazer protesto (familiares da Cristiana Cupini, morta em um assalto a banco na Assis Brasil, estavam lá recolhendo assinaturas para um abaixo-assinado pedindo que um projeto que determina horários de circulação de carros-forte vire lei). Aqueles gritos de justiça, aquela empolgação geral, mesmo com chuva, pareciam sinais de que a juventude (resumida numa maioria esmagadora a adolescentes com faixa etária de 16 anos) estava mesmo interessada em utilizar a música como protesto.

Bobagem!
Talvez nem a Secretaria pensa nisso. Aquilo era apenas uma obrigação política. Uma data no calendário da Secretaria.
Jovens não utilizam mais a música para alguma coisa, vide bobagens que aturamos diariamente na já mencionada MTV.

O que me fez chegar nessa opinião?
Oras! Gritos absurdos no show da Fresno fizeram-me crer realmente que as meninas que estavam lá sonhavam em pegar o vocalista e os meninos em utilizar as letras melodramáticas e com o mesmo conteúdo sempre em algo favorável a eles. Os meninos ultimamente estão mais emotivos. Emo.
Nada contra esse tipo de som que ultrapassou o limite musical e se tornou estilo de vida.
Todos gritavam ao final de qualquer mensagem profética a lá Paulo Coelho do Lucas (o vocalista): o não desistir deles não era o não desitir que outrora meus ídolos proclamavam. O dessa geração era: "ok, não desita se você levou um pé na bunda". ôoo saco!


Resultado: fim do show uma garota quebrou a clavícula e foi levada ao HPS. No microfone tentavam localizar amigos. Uma mãe desesperada procurava sua filha de apenas 12 anos. Sem contar outros anônimos machucados, perdidos. Mas o mais absurdo era a quaantidade de meninos e mensinas com 14, 15, no máximo 16 anos, fumando (maconha na minha frente) e bebendo.

Felizmente, Acústicos e Valvulados, banda que eu adoro, fechou a noite com chave de ouro. Era a apresentação do show acústico gravado no Theatro São Pedro.
Show mais calmo e comportado, assim como Locomotores e Otto Gomes. Bem diferente do que o da Fresno.

Rafael Malenotti, nos últimos instantes do show tocou a clássica música 'Sob um céu de blues', eternizada pelos Cascaveletes no voz do GRANDE Júpiter Maçã.

Não tem explicação. Eu, que amo o Júpiter e a música, fechei meus olhos esqueci a chuva e curti do jeito que eu sei curtir algo sem atrapalhar o espaço e a individualidade do outro (e outros ao meu lado).
Mas a música termina e não muito longe dali um garoto tentava manter em pé seu amigo que caiu assim que não encontrou mais suporto. Caiu e não vi ele se levantar.


A nova geração de jovens não vai mudar. Se queremos utilizar força ou a música (que a não ser para velhos saudosistas e amantes dos clássicos não serve para mais nada que não seja fins comerciais) devemos fazer por nós mesmos. Nós que ainda temos consciência de alguma coisa. Por mais mínima que for.

Enquanto os ídolos clássicos forem substituídos por imagens superficiais de beleza sem conteúdo, o futuro está perdido.
A música era a expressão de cultura mais forte que tinha no Brasil. O que os 'irmãos mais novos' da geração Renato Russo, filhos da geração Beatles, Mutantes, Caetano, estão ouvindo?

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Jornalistas x Internet

Jornalistas não entendem mesmo sobre Internet? Não sabem blogar???

Conflitos à parte, sugiro algumas leituras:

Por que os blogs de jornalistas não funcionam?


5 coisas que blogueiros ensinam aos jornalistas


Tudo isso por causa da revolta de blogueiros contra a campanha publicitária do Estadão. Não vi ainda, assim que puder assistir, comentarei o fato, já que aqui encontra-se alguém que bloga e que, obviamente, 'pertence' ao jornalismo.

Quem quiser ver, o vídeo está no Youtube.

Só acho um tanto imaturo jornais brigando com a internet...
O jornal não vai acabar assim como a intenet não vai tomar tudo. Cada um tem o seu espaço e deve ser respeitado, ao menos.

Bom, algumas matérias (em blogs) relacionadas:

Estadão contra os blogs?

Estadão contra blogs

Estadão faz campanha contra blogs

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Sobrevivendo às loucuras do trânsito em Porto Alegre

Andar de ônibus em Porto Alegre é uma loucura. Na verdade, não sei se são mesmo motoristas que dirigem os ônibus. Da Carris eu tenho certeza que não são, principalmente os que dirigem a linha D-43. Mas hoje tive a certeza de que a maioria dos motoristas de ônibus sãoaloprados. O ônibus que eu peguei na Osvaldo Aranha entrou no túnel da Conceição como se estivesse numa pista de Fórmula1. Eu, que estava no ônibus me segurando nos tais pega-mãos, senti a 1ª lei de Newton à vista. Eu desejava permanecer parada. Mas esse não era o objetivo do motorista quando quase me fez conhecer o chão do ônibus. Ele estava fazendo uma competição com vários outros motoristas e esqueceu de me avisar. Só pode ser isso. Depois de entrar buzinado na Mauá, chegou no terminal no Centro. Legal.
Legal nada.

Isso foi só um exemplo da má educação no trânsito. Não sei o que acontece com as pessoas. Mas isso acontece diariamente. Em alguma avenida, em alguma rua, enfim, em algum lugar dessa cidade maluca sempre tem um motorista achando ser o Schumacher. E infelizmente, esse 'achar' resulta nos milhares de acidentes que de bandeja aumentam as estatísticas. Assim não dá. Ninguém mais preza pela vida. Essa loucura e neura de tempo e hora faz com que todos se esqueçam de bom senso.
Imprudência. O carro é uma arma em potencial.
Ninguém quer combater isso?

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Ainda há muito para se ver....

Eu nunca entendi nada do universo de jovens de famílias de classe alta ou até dos que apenas atendem pelo nome de socialites, que pra mim, é tudo igual. Mas deve ser mesmo.
Minhas primeiras indagações foram naquele ano em que jovens de famílias ricas de Brasília incendiaram um índio, deitado num banco. Na minha inocência, não entendia por que aquelas pessoas que digamos possuiam tudo e o principal, acesso a ESTUDOS, tinham feito aquilo. E pior, nada aconteceu com eles, por quê? oras, porque se tivesse sido o contrário as coisas 'fariam sentido' no Brasil.

Quando aquela mulher, há algumas semanas atrás, foi espancada por outros jovens da mesma classe social dos acima citados, voltei a me perguntar. O que está acontecendo? Sim, porque as pessoas só tentam explicar o envolvimetno com o crime e com a violência de quem vive em locais periféricos já pré-determinados a participar do crime. E eles?
Ninguém explica.

Ontem, assistindo ao Domingo Espetacular na Rede Record, novamente fiquei pensando nisso. O programa exibiu vídeos que estariam na Internet(provavelmente no Youtube)da socialite Narcisa (sobrenome do qual não lembro), o neto do Brizola, o famoso Boninho, diretor da Globo (BBB lembram?) e outros jovens moradores de um dos bairos mais ricos do Rio de Janeiro, Ipanema. Para eles, apenas brincadeira. Mas para quem vê esses jovens atirando ovos e etc fora de suas janelas, jovens esses que não possuem mais 10 anos de idade. Mas que cérebro eles possuem?

O que está acontecendo com os nossos jovens?
Preocupados apenas com a aparência e o about me no Orkut?
Ridicularizar os outros já virou algo banal?

By the way, falando em Orkut, nas minhas milhares de voltas pela Internet achai esse Blog. Leiam o texto sobre o Orkut. Opinem e pensem, acima de tudo.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Eu desisto

Essa reportagem eu li hoje no site da Folha de São Paulo. Não consigo acreditar. E todos acham que a culpa é única e exclusiva do Bush. E quem apóia não? Acho que falei algo parecido antes, mas essa era a parte que faltava. Acho que o mundo tem dois grandes aliados agora. Não para o bem, lógico. E para onde vamos nós e o restante dos países subdesenvolvidos?
Dívida? Oras.....

Segue a notícia:

Mundo tem dívida com os EUA, diz premiê britânico
da BBC Brasil

O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, disse neste domingo (29) que o mundo está em débito com os Estados Unidos por causa do papel de liderança do país no esforço global contra grupos extremistas.

"Nós precisamos reconhecer a dívida que o mundo tem com os Estados Unidos por sua liderança na luta contra o terrorismo internacional", disse Brown, que está viajando a Washington para seu primeiro encontro com o presidente americano, George W. Bush, desde que assumiu o governo britânico, no mês passado.

O premiê disse que a ligação entre a Grã-Bretanha e os Estados Unidos é "a mais importante relação bilateral" do país europeu.

"É firmemente do interesse nacional britânico que nós tenhamos uma forte relação com os Estados Unidos", disse Brown. "E, como primeiro-ministro, eu quero fazer mais para fortalecer ainda mais nossa relação com os Estados Unidos."

E aí, vamos pagar?

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Eu estou de LUTO

Infelizmente eu estou de LUTO. Assim como milhares de brasileiros. Mas até quando? Até quando Brasil?
Depois do Pan, o que virá para abafar esse país de impunidades?
As pessoas, daqui há algum tempo, irão esquecer. Infelizmente. Só se você tatuar o nome da tragédia, você vai se lembrar.
Mas quem teve algum parente, pais, filho, irmão, ou qualquer pessoa conhecida naquele triste vôo, nunca mais irá se esquecer.
Será que todas as famíias terão que passar por isso para gritarmos basta?
Por que a gente não começa algo agora?
União é força. As ruas estão nos esperando há décadas....

domingo, 15 de julho de 2007

LIVE EARTH, PAN E O CRISTO

Coloque tudo no mesmo saco. Não importa se em um teve o Al Gore, se nos outros, todos os brasileiros estão envolvidos; é tudo igual, ou seja, um porre.

Não sei se a preservação do planeta foi o verdadeiro motivo que levou milhares de pessoas na praia de Copacabana ou em frente aos vários palcos que, simultaneamente, afinaram as guitarras no Live Earth. Certamente, muitos eram os classificados por curiosos, maria-vai-com-as-outras ou ‘eu vou aonde vai a galera’. Mas, felizmente, ainda restaram por lá uns verdadeiros ativistas.
Mas era um evento mundial e você já viu isso em algum lugar. Há quase 40 anos atrás, umas 3 mil pessoas tomaram posse de uma pequena propriedade rural nos EUA e deram voz, cor e corpos ao mais vivo e histórico evento de música do mundo: o Woodstock.

Hoje é muito difícil unir jovens com essa mentalidade. Ou você se interessa por política e fica nas mãos de um partido autoritário que manipula suas ações e faz dos movimentos simples fugas ou você fica com a música que, cada vez mais comercial, deixa de lado sua verdadeira origem artística. Sim, basta ver as grandes placas da Toyota e outros tantos patrocinadores. Tudo bem, você pode dizer que para um evento ocorrer é necessário patrocínio. Acredito que a boa vontade é o maior deles e se aquela quantidade de gente estava realmente interessada em garantir um futuro melhor para os seus filhos não foi isso que pareceu
A Xuxa!! Pelo amor dos céus!!! O símbolo do consumismo desde que você está na barriga da sua mãe estava lá! Nossa, e o evento acreditava que um dos males do atual estado do planeta era esse mesmo, o consumismo. Uau. Bela sacada. O gasto do evento foi outra coisa que por si só não precisava. E música pela paz ou sei lá, pela preservação, sério, isso já não cola.
Até porque no Brasil, o público foi bem inferior ao do Rolling Stones... Só para comentar...
Mas enfim, se você quer fazer algo MESMO para um futuro melhor, por favor, por que lavar a calçada depois de um dia de chuva? Diz meu vizinho de prédio, para tirar as folhas que caíram do vento.....
Tá certo ele.
Fumantes, preservem a ‘meio ambiente’ da Famecos, pelo amor de Deus. E tantas coisinhas. É foda pensar no grande, no macro, mas a gente não precisa, nós, reles mortais, que não nos chamamos Bush, Gates, Jobes, Brown..., temos que pensar no micro.

O Pan: Legal, ótimo, vamos esquecer os assaltos, as mortes, o tráfico e todo o resto em nome dos atletas brasileiros. Claro, enquanto as coisas pararam pelo Rio de Janeiro, elas aumentaram por Porto Alegre. Mas não faz mal, tem gaúcho no Pan também.

O Cristo: Realmente, lembram dessa música: “ E a cidade, que tem braços os braços abertos num cartão postal, com os punhos fechados na vida real...”
Não precisa mais nada.



____________________________________

Por que as pessoas lembram o Dia Mundial do Rock com Elvis e cia anos 50? Não agüentei programas engraçadinhos da TV dando uma de moderninhos alternativos.
Estava faltando algo como AC/ DC na veia! Ah mas isso não é rock, é feio hahahaha

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Última questão sobre as cotas

A questão das cotas raciais e sociais na Universidade Federal do Rio Grande do Sul já deu muito pano para a manga. Talvez, daqui a um tempo, na chegada do próximo vestibular, as acirradas discussões voltem à tona. Minha posição, no princípio, era completamente contra, com exceção das cotas sociais. Porém, depois de tantos comentários e debates com várias pessoas, de diferentes níveis sociais, culturais e intelectuais acabei reformulando meu pensamento.

Talvez, meu pensamento tenha mudado (essa não seria a palavra, mas digamos que ele ‘desceu do muro’) depois que eu ouvi uma entrevista com o senador e ex-candidato à Presidência da República Cristóvão Buarque. Aqui não cabe transcrever suas palavras mas quem se interessar sugiro que pesquise mais a respeito desse político que admiro muito. Tanto pela coragem e por sua singular sensibilidade em relação à questão mais doente do país que é a Educação.

Hoje, comemoro o resultado favorável à instalação das cotas na UFRGS. Mesmo não sendo uma acadêmica da universidade, espero um dia, sim, possa fazer parte de um círculo de alunos que se interessam por questões políticas e sociais.

Cotas: Talvez porque isso mexeria a estabilidade da maioria: lá conviviam os (estereotipados)‘socialistas’ pró-cotas, os apolíticos porque já estavam na universidade e nada tinham a perder ou ganhar e, finalmente, os conservadores anticotas.
O que mais me chamou a atenção foi que a maioria dos estudantes contra as cotas eram de curso pré-classificados como elitistas. Medicina era o que mais reunia adeptos. Sim, é muito difícil entrar num curso como esse mas é mais difícil ainda se você sempre estudou numa escola pública e não teve acesso a um cursinho de qualidade.

Sim, a favor das cotas, mesmo achando que as cotas sociais gerarão preconceitos, as sociais, idem. Estudantes com cotas (ou bolsa) sempre são vistos com outros olhos (experiência própria). Acredito que seja pensamento de mentes provincianas que nada tenham para mudar a situação social brasileira. Estudantes que ganham uma bolsa ou entram numa universidade por cotas sentem-se mais valorizados e integrados na sociedade e fazem por merecer o que possuem, diferente de quem acha que pode tudo.

Em algum blog li algo que me chamou a atenção que ser contra as cotas é pensamento de quem sempre esteve acomodado e que quer continuar com sua posição superior. Faço dessas as minhas palavras. Enquanto o ensino público não for tão bom quanto o ensino particular, essas medidas são mais que necessárias.
Aliás, se você passou a maior parte de sua vida estudando em escola particular porque você que ir para uma universidade pública? (o estacionamento de Medina na UFRGS não possui carros ditos populares). Sim, isso foi uma ironia; já convivi com diversos tipos de gente e ouvi comentários do tipo: ‘Se eu passar na UFRGS meu pai me dá um carro/apartamento, etc’. Ouve-se muito isso com o pessoal do interior, que quer passar na federal para conquistar esses ‘mimos’.
OK. Pensamento cômodo.
Mas acredito que o fato de você ter dinheiro, não fará de você uma pessoa melhor e nem o fato de você não ter tido condições uma pessoa ‘coitadinha’. Sobre o último, não saberia falar muito sobre isso. Mas sobre o primeiro caso, ah, esse eu entendo. Olhe a Famecos. A maioria das pessoas que estão lá são verdadeiros ‘filhinhos de papai’. O nível da ó Faculdade de Comunicação da PUC está decaindo muito. Não em questões técnicas, não! Mas em alunos. Mentes em ebulição. Certo, mas em quê? Naquele pensamento manipulado? Faça o que os outros querem? Sim, seu caminho para o sucesso. Antes, as pessoas não pensavam por medo, agora, por qual motivo? Falta de vontade? Ah vide Famecos mais uma vez.

O que mais me deixa irritada é que eu estudo numa universidade particular que não tem essa ‘diversidade’ que uma federal pode ter. Alunos da PUC não vão na frente da Reitoria nem sequer para ver a bandeira ser erguida na semana da pátria. Alunos da PUC não fazem nada para reclamar das mensalidades, só comentam em aglomerados grupinhos de metidos querendo se passar por blasé deixando como único legado a sujeira dos restos de cigarro pelo saguão da, mais uma vez, Famecos. Sim, nós somos os jovens que mudarão esse mundo. Mas mudança é uma palavra esquecida por todos nesse mundo da pós-modernidade.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Florbela Espanca

Há algum tempo atrás, li um poema no perfil do Orkut de uma amiga minha e amei aquelas frases que agora não lembro. Achei que ela estava dando vazão ao seu lado poético mas não, ela me apresentou, sem querer, Florbela Espanca.
A dor, a alma, os sentimento tão bem retratados naqueles versos. Eles me acertaram em cheio. Estava diante de uma das minhas grandes descobertas literárias (muito tardia).
Depois de Clarice Lispector foi a vez da poetisa portuguesa a me deixar fascinada pelos seus escritos. Sentimento, subjetividade, amor e dor contidos numa mesma palavra.

Toda esta noite o rouxinol chorou,
Gemeu, rezou, gritou perdidamente!
Alma de rouxinol, alma da gente,
Tu és, talvez, alguém que se finou!

Tu és, talvez, um sonho que passou,
Que se fundiu na Dor, suavemente…
Talvez sejas a alma, a alma doente
D’alguém que quis amar e nunca amou!

Toda a noite choraste… e eu chorei
Talvez porque, ao ouvir-te, adivinhei
Que ninguém é mais triste do que nós!

Contaste tanta coisa à noite calma,
Que eu pensei que tu eras a minh’alma
Que chorasse perdida em tua voz!…

Florbela Espanca - Livro de Mágoas

Ó castos sonhos meus! Ó mágicas visões!
Quimeras cor de sol de fúlgidos lampejos!
Dolentes devaneios! Cetíneas ilusões!
Bocas que foram minhas florescendo beijos!

Vinde beijar-me a fronte ao menos um instante,
Que eu sinta esse calor, esse perfume terno;
Vivo a chorar à porta aonde outrora o Dante
Deixou toda a esperança ao penetrar o inferno!

Vinde sorri-me ainda! Hei-de morrer contente
Cantando uma canção alegre, doidamente,
À luz desse sorriso, ó fugitivos ais!

Vinde beijar-me a boca ungir-me de saudade
Ó sonhos cor de sol da minha mocidade!
Cala-te lá destino!… Ó Nunca, nunca mais!…

Florbela Espanca - Trocando Olhares

Traço de luz… lá vai! Lá vai! Morreu.
Do nosso amor me lembra a suavidade…
Da estrela não ficou nada no céu
Do nosso sonho em ti nem a saudade!

Pra onde iria a ’strela? Flor fugida
Ao ramalhete atado no infinito…
Que ilusão seguiria entontecida
A linda estrela de fulgir bendito?…

Aonde iria, aonde iria a flor?
(Talvez, quem sabe?… ai quem soubesse, amor!)
Se tu o vires minha bendita estrela

Alguma noite… Deves conhecê-lo!
Falo-te tanto nele!… Pois ao vê-lo
Dize-lhe assim: “Por que não pensas nela?”
Florbela Espanca - O Livro D’Ele



O amor, os sentimentos mais íntimos não são mais tratados dessa forma delicada, com esse eu lírico tão tocante. Os traços da pós-modernidade nos mostram um descaso com esses mesmos sentimentos. O amor, hoje em dia, não é mais esse sentimento tão belo que, às vezes, dá até vergonha falar. Hoje nada mais faz sentido. Tudo está perdido num vácuo. Todos os sentimentos foram esquecidos quando nossos poetas morreram. O que nos restou? ódio, desilusão... antônimos do que na verdade queríamos. Ou na verdade só eu penso querer, não sei mais qual é a opinião unânime nesse mundo. Talvez eu seja apenas a única que chora pelos outros, que sofre pelos outros, com a única diferença: não virei poeta!

Seria eu a única sentimental por trás da minha cara de durona que ainda não virou poeta?

O caso cotas

A primeira palavra que me veio à mente foi absurdo. E tantas outras expressões referentes à indignação que eu estava (e estou sentindo) foram surgindo na minha mente. Confesso que só entendi minha desilusão com a sociedade quando eu vi com meus próprios olhos as imagens de pichações nos muros da UFRGS.
Há vários pontos para serem abordados. Começamos pelo mais abrangente e o que considero o estopim para tudo isso: as cotas raciais.Já falei que acho um equívoco falar em cotas raciais. O nome em si já é um preconceito pois faz alusão a uma outra raça pensante diferenciada da única que se tem notícia no mundo: a raça humana. Raça é só uma. O que nos diferencia é a nossa etnia. E etnia não é fator para ser colocado em cotas. Ninguém deve ser desmerecido ou favorecido em razão de seu nicho antropológico, dos laços sociais que apresenta, enfim, de sua cultura. Respeitar as diferenças dos outros e compreender as várias comunidades no mundo. E as cotas não se prezam a isso. Prezam-se a calar ou colocar uma peneira sobre um problema social que é a falta de acesso de uma certa camada social ao ensino superior.

Segundo ponto: o preconceito
Sim, existe sim preconceito no Brasil e isso eu não nego. Existem preconceitos contra negros, contra mulheres, contra gordos, contra índios, contra imigrantes, interioranos (os tachados de colonos ignorantes), e contra acima de tudo POBRES. E acredito que o resultado do preconceito que existe com os negros seja porque a grande maioria dos menos favorecidos no Brasil sejam negros. Os que moram na periferia e que estão lá por um determinante histórico: porque descendem diretamente dos que sempre foram serviçais e nunca ultrapassaram o limite que lhes foi imposto na hierarquia social. Mas junto com eles há os filhos de pobres agricultores de cidadezinhas do interior que são obrigados a largar o estudo e ajudar no sustento da família, há tantos outros cidadãos nesse país que não possuem uma vida digna, independente da cor.

Terceiro ponto: vivemos num sistema econômico que não nos favorece em nada. O capitalismo é um sistema falido (desemprego, fome, etc) que em breve terá seus dias contados. Porém, diariamente ele é ressuscitado por neoliberais que justificam a situação pela maldita mão invisível do mercado. Entre outras palavras, só é pobre quem quer. Uma bobagem, por isso defendo que os ensinamentos de Marx não devem ser enterrados nem vistos como um capítulo histórico e sim como algo que pode nos ajudar a derrubar a barreira econômica fomos impostos.

Quarto ponto: Esses imbecis, outra palavra não me veio, mas é o que eles realmente são, se aproveitam de um momento delicado na discussão social do país para fazer apologia a ideais tão estúpidos quanto eles. Eles não passam de um bando de mauricinhos idiotas sem um pingo de consciência. E que ficam se vangloriando tanto por serem estudantes da UFRGS e não sabem o que significa o meio acadêmico. Simplesmente, eles ignoraram a instituição, se aproveitaram desse momento para apresentar falsos diagnósticos: quem é contra as cotas é fascista. ABSURDO, IGNORÂNCIA. Defendam a cota social, mas acima de tudo, a reformulação no estudo brasileiro pois podemos sim ter ensino de escolas públicas tão bom quanto de particulares. Acredito que inteligência e parecer crítico não há dinheiro que compre. Apenas pode comprar a possibilidade de obter maior conhecimento. Mas e se a pessoa não saber usar?

Além de tudo, que gente que não dá valor ao patrimônio público, àquilo que é de TODOS. E depois dizem que estão querendo tirar algo deles?
Bolha. Bolha. Bolha doente. Bolha Brasil.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

A saída de Tony Blair...

e a entrada para a História? Apenas na opinião de Bush.

Nunca simpatizei com Tony Blair, por mais que ele estivesse próximo da Rainha, figura por quem eu não tenho nada contra. Eu sempre achei que todas as críticas destinadas ao Bush deveriam ser também destinadas ao premier. Bom, agora ele deixa o parlamento inglês sob a frase lamentável de Bush.

"Tony realizou um grande mandato, e a história o julgará de forma positiva", disse Bush ao tablóide inglês "The Sun". "Eu ouvi dizer que ele é chamado de 'poodle de Bush'. Ele é muito maior do que isso", afirmou Bush.

Entrar para Hitória? Sim, mas como mais um político que financiou a Guerra e ajudou, de alguma forma, na morte de milhares de jovens no Iraque. Menos, claro, o príncipe Harry!!!

Poodle? Poodle a gente chuta!! (sim, não é para ser levado a sério, amo animais). Mas se não for poodle e, de acordo com Bush, é muito mais que isso, continua sendo um cachorro.
Fiz-me entender?

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Música boa brasileira

Depois que Los Hermanos anunciaram seu fim (por tempo indeterminado) fica cada vez mais difícil acreditar em música boa e com qualidade no Brasil, sem o tradicional apelo excessivo ao comercial. Salvo, logicamente, os veteranos invictos e algumas bandas que se contentam com o underground e pouco a pouco atingem o mainstream (ou quase isso), como a banda Mombojó e a gaúcha Superguidis que surpreendeu com seu roquinho inteligente e divertido.
É natural que cada músico queira dar vazão aos seus próprios trabalhos e seguir por um caminho novo individualmente, mesmo que isso dure anos, já que não sabemos quando o hiato voltará a se unir. O que conforta é a volta de uma das bandas mais importantes da música brasileira: Mutantes.
Sem Rita Lee, a rainha ruiva do rock brasileiro, e com a Zélia Duncan, que sempre se mostrou uma excelente cantora, ao lado de Marisa Monte e da mais recente Vanessa da Mata. No começo tudo parecia uma jogada de marketing. Havia um fundo verídico nas declarações da Rita de trata-los como velhinhos procurando dinheiro....mas as coisas vão se esclarecendo e o projeto vai ficando mais lógico.
Uma banda que tem Arnaldo Batista e Sérgio Dias pode se dar ao luxo de acabar, voltar e fazer o que quiser. Mesmo depois de décadas parados, talvez tenha sido a falta de rock and roll na vida que fez com que os mesmos voltassem a ativa. E eu concordo, apóio e torço.
Porto Alegre, 26 de maio de 2007. lá estavam eles, após a abertura das cortinas do Teatro do Sesi a banda surge para delírios da platéia. Fãs antigos que acompanharam o início dos músicos com seus apenas 17 anos, e até os mais novos, adolescentes com essa idade, que ouvem sim muita MPB e rock’n’roll.
Prova que ainda existe esperança de música boa no Brasil. E é essa música que foi apresentada em show dos Mutantes na terra da rainha Elisabeth. E que seja mostrada em mais lugares cada vez mais.
Que eles continuem na ativa por muito tempo mais, para influenciar novas bandas, novos músicos e conquistar novas gurizadas, só assim elas podem descobrir o que foi e o que é a verdadeira música brasileira.

domingo, 10 de junho de 2007

Ser de Sagitário....

''Orgulhosos, francos e independentes, estão sujeitos a levar porrada. Em geral, os agressores são do mesmo signo, orgulhosos, francos e independentes. Não são confiáveis para grandes empreendimentos, pois não têm perseverança. Na épocadas caravelas, jamais chegaram aos Açores, quanto mais a contornar o Cabo das Tormentas. Não por medo, m,as porque se entediavam logo após deixar o primeiro porto. É fundamental que os sagitarianos não trajem apenas calcinha ou cueca em dias de tempestade, com vento sudoeste. É gripe na certa."

P.S.: não que eu me interesse por astrologia, muito pelo contrário, mas é tão apaixonante aqueles da piauí(para quem não sabe, a única exigência para escrevê-lo é ser completamente cético, assim como para lê-lo).

segunda-feira, 4 de junho de 2007

OS INDIFERENTES

Odeio os indiferentes. Como Friederich Hebbel, acredito que “viver significa tomar partido”. Não podem existir os apenas homens, estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes.
A indiferença é o peso morto da história. É a bala de chumbo para o inovador e a matéria inerte em que se afogam freqüentemente os entusiasmos mais esplendorosos, o fosso que circunda a velha cidade.
Odeio os indiferentes também, porque me provocam tédio as suas lamúrias de eternos inocentes. Peço conta a todos eles pela maneira como cumpriram a tarefa que a vida lhes impôs e impõe quotidianamente, do que fizeram e sobretudo do que não fizeram. E sinto que posso ser inexorável, que não devo desperdiçar a minha compaixão, que não posso repartir com eles as minhas lágrimas. Sou militante, estou vivo, sinto nas consciências viris dos que estão comigo pulsar a atividade da cidade futura, que estamos a construir.

Antonio Gramsci

sábado, 12 de maio de 2007

Já viu né? claro.



Antes dele ter me encantado como o Homem Aranha, ele me encantou no primeiro longa que eu o vi estrelando, Garotos Incríveis. Sim, agora me encantou mais ainda por contribuir com o meu velho vício.

Na verdade eu coloquei esse post porque eu estou muito afim de ver "Homem -Aranha 3". Juro que eu estou tentando encontrar um tempo, mas digamos que trabalho e estudos estão me deixando sem vida social. Mas prometo que até o fim da semana não desaponto meu "herói favorito". Tá, todo mundo já viu, menos eu. Droga!

*****

Mas deixando esse papo, como é caro ir ao cinema. Não sei vocês, mas ultimamenrte preciso recorrer sempre a Casa de Cultura por oferecer meia-entrada até nos finais de semana e feriados. Acredito que o cinema em si é a arte maior e não todos os adornos. Uma pena.