segunda-feira, 20 de agosto de 2007
Esqueçam a música
Bobagem!
Talvez nem a Secretaria pensa nisso. Aquilo era apenas uma obrigação política. Uma data no calendário da Secretaria.
Jovens não utilizam mais a música para alguma coisa, vide bobagens que aturamos diariamente na já mencionada MTV.
O que me fez chegar nessa opinião?
Oras! Gritos absurdos no show da Fresno fizeram-me crer realmente que as meninas que estavam lá sonhavam em pegar o vocalista e os meninos em utilizar as letras melodramáticas e com o mesmo conteúdo sempre em algo favorável a eles. Os meninos ultimamente estão mais emotivos. Emo.
Nada contra esse tipo de som que ultrapassou o limite musical e se tornou estilo de vida.
Todos gritavam ao final de qualquer mensagem profética a lá Paulo Coelho do Lucas (o vocalista): o não desistir deles não era o não desitir que outrora meus ídolos proclamavam. O dessa geração era: "ok, não desita se você levou um pé na bunda". ôoo saco!
Resultado: fim do show uma garota quebrou a clavícula e foi levada ao HPS. No microfone tentavam localizar amigos. Uma mãe desesperada procurava sua filha de apenas 12 anos. Sem contar outros anônimos machucados, perdidos. Mas o mais absurdo era a quaantidade de meninos e mensinas com 14, 15, no máximo 16 anos, fumando (maconha na minha frente) e bebendo.
Felizmente, Acústicos e Valvulados, banda que eu adoro, fechou a noite com chave de ouro. Era a apresentação do show acústico gravado no Theatro São Pedro.
Show mais calmo e comportado, assim como Locomotores e Otto Gomes. Bem diferente do que o da Fresno.
Rafael Malenotti, nos últimos instantes do show tocou a clássica música 'Sob um céu de blues', eternizada pelos Cascaveletes no voz do GRANDE Júpiter Maçã.
Não tem explicação. Eu, que amo o Júpiter e a música, fechei meus olhos esqueci a chuva e curti do jeito que eu sei curtir algo sem atrapalhar o espaço e a individualidade do outro (e outros ao meu lado).
Mas a música termina e não muito longe dali um garoto tentava manter em pé seu amigo que caiu assim que não encontrou mais suporto. Caiu e não vi ele se levantar.
A nova geração de jovens não vai mudar. Se queremos utilizar força ou a música (que a não ser para velhos saudosistas e amantes dos clássicos não serve para mais nada que não seja fins comerciais) devemos fazer por nós mesmos. Nós que ainda temos consciência de alguma coisa. Por mais mínima que for.
Enquanto os ídolos clássicos forem substituídos por imagens superficiais de beleza sem conteúdo, o futuro está perdido.
A música era a expressão de cultura mais forte que tinha no Brasil. O que os 'irmãos mais novos' da geração Renato Russo, filhos da geração Beatles, Mutantes, Caetano, estão ouvindo?
terça-feira, 14 de agosto de 2007
Jornalistas x Internet
Conflitos à parte, sugiro algumas leituras:
Por que os blogs de jornalistas não funcionam?
5 coisas que blogueiros ensinam aos jornalistas
Tudo isso por causa da revolta de blogueiros contra a campanha publicitária do Estadão. Não vi ainda, assim que puder assistir, comentarei o fato, já que aqui encontra-se alguém que bloga e que, obviamente, 'pertence' ao jornalismo.
Quem quiser ver, o vídeo está no Youtube.
Só acho um tanto imaturo jornais brigando com a internet...
O jornal não vai acabar assim como a intenet não vai tomar tudo. Cada um tem o seu espaço e deve ser respeitado, ao menos.
Bom, algumas matérias (em blogs) relacionadas:
Estadão contra os blogs?
Estadão contra blogs
Estadão faz campanha contra blogs
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
Sobrevivendo às loucuras do trânsito em Porto Alegre
Legal nada.
Isso foi só um exemplo da má educação no trânsito. Não sei o que acontece com as pessoas. Mas isso acontece diariamente. Em alguma avenida, em alguma rua, enfim, em algum lugar dessa cidade maluca sempre tem um motorista achando ser o Schumacher. E infelizmente, esse 'achar' resulta nos milhares de acidentes que de bandeja aumentam as estatísticas. Assim não dá. Ninguém mais preza pela vida. Essa loucura e neura de tempo e hora faz com que todos se esqueçam de bom senso.
Imprudência. O carro é uma arma em potencial.
Ninguém quer combater isso?
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
Ainda há muito para se ver....
Minhas primeiras indagações foram naquele ano em que jovens de famílias ricas de Brasília incendiaram um índio, deitado num banco. Na minha inocência, não entendia por que aquelas pessoas que digamos possuiam tudo e o principal, acesso a ESTUDOS, tinham feito aquilo. E pior, nada aconteceu com eles, por quê? oras, porque se tivesse sido o contrário as coisas 'fariam sentido' no Brasil.
Quando aquela mulher, há algumas semanas atrás, foi espancada por outros jovens da mesma classe social dos acima citados, voltei a me perguntar. O que está acontecendo? Sim, porque as pessoas só tentam explicar o envolvimetno com o crime e com a violência de quem vive em locais periféricos já pré-determinados a participar do crime. E eles?
Ninguém explica.
Ontem, assistindo ao Domingo Espetacular na Rede Record, novamente fiquei pensando nisso. O programa exibiu vídeos que estariam na Internet(provavelmente no Youtube)da socialite Narcisa (sobrenome do qual não lembro), o neto do Brizola, o famoso Boninho, diretor da Globo (BBB lembram?) e outros jovens moradores de um dos bairos mais ricos do Rio de Janeiro, Ipanema. Para eles, apenas brincadeira. Mas para quem vê esses jovens atirando ovos e etc fora de suas janelas, jovens esses que não possuem mais 10 anos de idade. Mas que cérebro eles possuem?
O que está acontecendo com os nossos jovens?
Preocupados apenas com a aparência e o about me no Orkut?
Ridicularizar os outros já virou algo banal?
By the way, falando em Orkut, nas minhas milhares de voltas pela Internet achai esse Blog. Leiam o texto sobre o Orkut. Opinem e pensem, acima de tudo.
segunda-feira, 30 de julho de 2007
Eu desisto
Dívida? Oras.....
Segue a notícia:
Mundo tem dívida com os EUA, diz premiê britânico
da BBC Brasil
O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, disse neste domingo (29) que o mundo está em débito com os Estados Unidos por causa do papel de liderança do país no esforço global contra grupos extremistas.
"Nós precisamos reconhecer a dívida que o mundo tem com os Estados Unidos por sua liderança na luta contra o terrorismo internacional", disse Brown, que está viajando a Washington para seu primeiro encontro com o presidente americano, George W. Bush, desde que assumiu o governo britânico, no mês passado.
O premiê disse que a ligação entre a Grã-Bretanha e os Estados Unidos é "a mais importante relação bilateral" do país europeu.
"É firmemente do interesse nacional britânico que nós tenhamos uma forte relação com os Estados Unidos", disse Brown. "E, como primeiro-ministro, eu quero fazer mais para fortalecer ainda mais nossa relação com os Estados Unidos."
E aí, vamos pagar?
quinta-feira, 19 de julho de 2007
Eu estou de LUTO
Depois do Pan, o que virá para abafar esse país de impunidades?
As pessoas, daqui há algum tempo, irão esquecer. Infelizmente. Só se você tatuar o nome da tragédia, você vai se lembrar.
Mas quem teve algum parente, pais, filho, irmão, ou qualquer pessoa conhecida naquele triste vôo, nunca mais irá se esquecer.
Será que todas as famíias terão que passar por isso para gritarmos basta?
Por que a gente não começa algo agora?
União é força. As ruas estão nos esperando há décadas....
domingo, 15 de julho de 2007
LIVE EARTH, PAN E O CRISTO
Não sei se a preservação do planeta foi o verdadeiro motivo que levou milhares de pessoas na praia de Copacabana ou em frente aos vários palcos que, simultaneamente, afinaram as guitarras no Live Earth. Certamente, muitos eram os classificados por curiosos, maria-vai-com-as-outras ou ‘eu vou aonde vai a galera’. Mas, felizmente, ainda restaram por lá uns verdadeiros ativistas.
Mas era um evento mundial e você já viu isso em algum lugar. Há quase 40 anos atrás, umas 3 mil pessoas tomaram posse de uma pequena propriedade rural nos EUA e deram voz, cor e corpos ao mais vivo e histórico evento de música do mundo: o Woodstock.
Hoje é muito difícil unir jovens com essa mentalidade. Ou você se interessa por política e fica nas mãos de um partido autoritário que manipula suas ações e faz dos movimentos simples fugas ou você fica com a música que, cada vez mais comercial, deixa de lado sua verdadeira origem artística. Sim, basta ver as grandes placas da Toyota e outros tantos patrocinadores. Tudo bem, você pode dizer que para um evento ocorrer é necessário patrocínio. Acredito que a boa vontade é o maior deles e se aquela quantidade de gente estava realmente interessada em garantir um futuro melhor para os seus filhos não foi isso que pareceu
A Xuxa!! Pelo amor dos céus!!! O símbolo do consumismo desde que você está na barriga da sua mãe estava lá! Nossa, e o evento acreditava que um dos males do atual estado do planeta era esse mesmo, o consumismo. Uau. Bela sacada. O gasto do evento foi outra coisa que por si só não precisava. E música pela paz ou sei lá, pela preservação, sério, isso já não cola.
Até porque no Brasil, o público foi bem inferior ao do Rolling Stones... Só para comentar...
Mas enfim, se você quer fazer algo MESMO para um futuro melhor, por favor, por que lavar a calçada depois de um dia de chuva? Diz meu vizinho de prédio, para tirar as folhas que caíram do vento.....
Tá certo ele.
Fumantes, preservem a ‘meio ambiente’ da Famecos, pelo amor de Deus. E tantas coisinhas. É foda pensar no grande, no macro, mas a gente não precisa, nós, reles mortais, que não nos chamamos Bush, Gates, Jobes, Brown..., temos que pensar no micro.
O Pan: Legal, ótimo, vamos esquecer os assaltos, as mortes, o tráfico e todo o resto em nome dos atletas brasileiros. Claro, enquanto as coisas pararam pelo Rio de Janeiro, elas aumentaram por Porto Alegre. Mas não faz mal, tem gaúcho no Pan também.
O Cristo: Realmente, lembram dessa música: “ E a cidade, que tem braços os braços abertos num cartão postal, com os punhos fechados na vida real...”
Não precisa mais nada.
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Por que as pessoas lembram o Dia Mundial do Rock com Elvis e cia anos 50? Não agüentei programas engraçadinhos da TV dando uma de moderninhos alternativos.
Estava faltando algo como AC/ DC na veia! Ah mas isso não é rock, é feio hahahaha
segunda-feira, 9 de julho de 2007
Última questão sobre as cotas
Talvez, meu pensamento tenha mudado (essa não seria a palavra, mas digamos que ele ‘desceu do muro’) depois que eu ouvi uma entrevista com o senador e ex-candidato à Presidência da República Cristóvão Buarque. Aqui não cabe transcrever suas palavras mas quem se interessar sugiro que pesquise mais a respeito desse político que admiro muito. Tanto pela coragem e por sua singular sensibilidade em relação à questão mais doente do país que é a Educação.
Hoje, comemoro o resultado favorável à instalação das cotas na UFRGS. Mesmo não sendo uma acadêmica da universidade, espero um dia, sim, possa fazer parte de um círculo de alunos que se interessam por questões políticas e sociais.
Cotas: Talvez porque isso mexeria a estabilidade da maioria: lá conviviam os (estereotipados)‘socialistas’ pró-cotas, os apolíticos porque já estavam na universidade e nada tinham a perder ou ganhar e, finalmente, os conservadores anticotas.
O que mais me chamou a atenção foi que a maioria dos estudantes contra as cotas eram de curso pré-classificados como elitistas. Medicina era o que mais reunia adeptos. Sim, é muito difícil entrar num curso como esse mas é mais difícil ainda se você sempre estudou numa escola pública e não teve acesso a um cursinho de qualidade.
Sim, a favor das cotas, mesmo achando que as cotas sociais gerarão preconceitos, as sociais, idem. Estudantes com cotas (ou bolsa) sempre são vistos com outros olhos (experiência própria). Acredito que seja pensamento de mentes provincianas que nada tenham para mudar a situação social brasileira. Estudantes que ganham uma bolsa ou entram numa universidade por cotas sentem-se mais valorizados e integrados na sociedade e fazem por merecer o que possuem, diferente de quem acha que pode tudo.
Em algum blog li algo que me chamou a atenção que ser contra as cotas é pensamento de quem sempre esteve acomodado e que quer continuar com sua posição superior. Faço dessas as minhas palavras. Enquanto o ensino público não for tão bom quanto o ensino particular, essas medidas são mais que necessárias.
Aliás, se você passou a maior parte de sua vida estudando em escola particular porque você que ir para uma universidade pública? (o estacionamento de Medina na UFRGS não possui carros ditos populares). Sim, isso foi uma ironia; já convivi com diversos tipos de gente e ouvi comentários do tipo: ‘Se eu passar na UFRGS meu pai me dá um carro/apartamento, etc’. Ouve-se muito isso com o pessoal do interior, que quer passar na federal para conquistar esses ‘mimos’.
OK. Pensamento cômodo.
Mas acredito que o fato de você ter dinheiro, não fará de você uma pessoa melhor e nem o fato de você não ter tido condições uma pessoa ‘coitadinha’. Sobre o último, não saberia falar muito sobre isso. Mas sobre o primeiro caso, ah, esse eu entendo. Olhe a Famecos. A maioria das pessoas que estão lá são verdadeiros ‘filhinhos de papai’. O nível da ó Faculdade de Comunicação da PUC está decaindo muito. Não em questões técnicas, não! Mas em alunos. Mentes em ebulição. Certo, mas em quê? Naquele pensamento manipulado? Faça o que os outros querem? Sim, seu caminho para o sucesso. Antes, as pessoas não pensavam por medo, agora, por qual motivo? Falta de vontade? Ah vide Famecos mais uma vez.
O que mais me deixa irritada é que eu estudo numa universidade particular que não tem essa ‘diversidade’ que uma federal pode ter. Alunos da PUC não vão na frente da Reitoria nem sequer para ver a bandeira ser erguida na semana da pátria. Alunos da PUC não fazem nada para reclamar das mensalidades, só comentam em aglomerados grupinhos de metidos querendo se passar por blasé deixando como único legado a sujeira dos restos de cigarro pelo saguão da, mais uma vez, Famecos. Sim, nós somos os jovens que mudarão esse mundo. Mas mudança é uma palavra esquecida por todos nesse mundo da pós-modernidade.
quarta-feira, 4 de julho de 2007
quinta-feira, 28 de junho de 2007
Florbela Espanca
A dor, a alma, os sentimento tão bem retratados naqueles versos. Eles me acertaram em cheio. Estava diante de uma das minhas grandes descobertas literárias (muito tardia).
Depois de Clarice Lispector foi a vez da poetisa portuguesa a me deixar fascinada pelos seus escritos. Sentimento, subjetividade, amor e dor contidos numa mesma palavra.
Toda esta noite o rouxinol chorou,
Gemeu, rezou, gritou perdidamente!
Alma de rouxinol, alma da gente,
Tu és, talvez, alguém que se finou!
Tu és, talvez, um sonho que passou,
Que se fundiu na Dor, suavemente…
Talvez sejas a alma, a alma doente
D’alguém que quis amar e nunca amou!
Toda a noite choraste… e eu chorei
Talvez porque, ao ouvir-te, adivinhei
Que ninguém é mais triste do que nós!
Contaste tanta coisa à noite calma,
Que eu pensei que tu eras a minh’alma
Que chorasse perdida em tua voz!…
Florbela Espanca - Livro de Mágoas
Ó castos sonhos meus! Ó mágicas visões!
Quimeras cor de sol de fúlgidos lampejos!
Dolentes devaneios! Cetíneas ilusões!
Bocas que foram minhas florescendo beijos!
Vinde beijar-me a fronte ao menos um instante,
Que eu sinta esse calor, esse perfume terno;
Vivo a chorar à porta aonde outrora o Dante
Deixou toda a esperança ao penetrar o inferno!
Vinde sorri-me ainda! Hei-de morrer contente
Cantando uma canção alegre, doidamente,
À luz desse sorriso, ó fugitivos ais!
Vinde beijar-me a boca ungir-me de saudade
Ó sonhos cor de sol da minha mocidade!
Cala-te lá destino!… Ó Nunca, nunca mais!…
Florbela Espanca - Trocando Olhares
Traço de luz… lá vai! Lá vai! Morreu.
Do nosso amor me lembra a suavidade…
Da estrela não ficou nada no céu
Do nosso sonho em ti nem a saudade!
Pra onde iria a ’strela? Flor fugida
Ao ramalhete atado no infinito…
Que ilusão seguiria entontecida
A linda estrela de fulgir bendito?…
Aonde iria, aonde iria a flor?
(Talvez, quem sabe?… ai quem soubesse, amor!)
Se tu o vires minha bendita estrela
Alguma noite… Deves conhecê-lo!
Falo-te tanto nele!… Pois ao vê-lo
Dize-lhe assim: “Por que não pensas nela?”
Florbela Espanca - O Livro D’Ele
O amor, os sentimentos mais íntimos não são mais tratados dessa forma delicada, com esse eu lírico tão tocante. Os traços da pós-modernidade nos mostram um descaso com esses mesmos sentimentos. O amor, hoje em dia, não é mais esse sentimento tão belo que, às vezes, dá até vergonha falar. Hoje nada mais faz sentido. Tudo está perdido num vácuo. Todos os sentimentos foram esquecidos quando nossos poetas morreram. O que nos restou? ódio, desilusão... antônimos do que na verdade queríamos. Ou na verdade só eu penso querer, não sei mais qual é a opinião unânime nesse mundo. Talvez eu seja apenas a única que chora pelos outros, que sofre pelos outros, com a única diferença: não virei poeta!
Seria eu a única sentimental por trás da minha cara de durona que ainda não virou poeta?
O caso cotas
Há vários pontos para serem abordados. Começamos pelo mais abrangente e o que considero o estopim para tudo isso: as cotas raciais.Já falei que acho um equívoco falar em cotas raciais. O nome em si já é um preconceito pois faz alusão a uma outra raça pensante diferenciada da única que se tem notícia no mundo: a raça humana. Raça é só uma. O que nos diferencia é a nossa etnia. E etnia não é fator para ser colocado em cotas. Ninguém deve ser desmerecido ou favorecido em razão de seu nicho antropológico, dos laços sociais que apresenta, enfim, de sua cultura. Respeitar as diferenças dos outros e compreender as várias comunidades no mundo. E as cotas não se prezam a isso. Prezam-se a calar ou colocar uma peneira sobre um problema social que é a falta de acesso de uma certa camada social ao ensino superior.
Segundo ponto: o preconceito
Sim, existe sim preconceito no Brasil e isso eu não nego. Existem preconceitos contra negros, contra mulheres, contra gordos, contra índios, contra imigrantes, interioranos (os tachados de colonos ignorantes), e contra acima de tudo POBRES. E acredito que o resultado do preconceito que existe com os negros seja porque a grande maioria dos menos favorecidos no Brasil sejam negros. Os que moram na periferia e que estão lá por um determinante histórico: porque descendem diretamente dos que sempre foram serviçais e nunca ultrapassaram o limite que lhes foi imposto na hierarquia social. Mas junto com eles há os filhos de pobres agricultores de cidadezinhas do interior que são obrigados a largar o estudo e ajudar no sustento da família, há tantos outros cidadãos nesse país que não possuem uma vida digna, independente da cor.
Terceiro ponto: vivemos num sistema econômico que não nos favorece em nada. O capitalismo é um sistema falido (desemprego, fome, etc) que em breve terá seus dias contados. Porém, diariamente ele é ressuscitado por neoliberais que justificam a situação pela maldita mão invisível do mercado. Entre outras palavras, só é pobre quem quer. Uma bobagem, por isso defendo que os ensinamentos de Marx não devem ser enterrados nem vistos como um capítulo histórico e sim como algo que pode nos ajudar a derrubar a barreira econômica fomos impostos.
Quarto ponto: Esses imbecis, outra palavra não me veio, mas é o que eles realmente são, se aproveitam de um momento delicado na discussão social do país para fazer apologia a ideais tão estúpidos quanto eles. Eles não passam de um bando de mauricinhos idiotas sem um pingo de consciência. E que ficam se vangloriando tanto por serem estudantes da UFRGS e não sabem o que significa o meio acadêmico. Simplesmente, eles ignoraram a instituição, se aproveitaram desse momento para apresentar falsos diagnósticos: quem é contra as cotas é fascista. ABSURDO, IGNORÂNCIA. Defendam a cota social, mas acima de tudo, a reformulação no estudo brasileiro pois podemos sim ter ensino de escolas públicas tão bom quanto de particulares. Acredito que inteligência e parecer crítico não há dinheiro que compre. Apenas pode comprar a possibilidade de obter maior conhecimento. Mas e se a pessoa não saber usar?
Além de tudo, que gente que não dá valor ao patrimônio público, àquilo que é de TODOS. E depois dizem que estão querendo tirar algo deles?
Bolha. Bolha. Bolha doente. Bolha Brasil.
quarta-feira, 27 de junho de 2007
A saída de Tony Blair...
Nunca simpatizei com Tony Blair, por mais que ele estivesse próximo da Rainha, figura por quem eu não tenho nada contra. Eu sempre achei que todas as críticas destinadas ao Bush deveriam ser também destinadas ao premier. Bom, agora ele deixa o parlamento inglês sob a frase lamentável de Bush.
"Tony realizou um grande mandato, e a história o julgará de forma positiva", disse Bush ao tablóide inglês "The Sun". "Eu ouvi dizer que ele é chamado de 'poodle de Bush'. Ele é muito maior do que isso", afirmou Bush.
Entrar para Hitória? Sim, mas como mais um político que financiou a Guerra e ajudou, de alguma forma, na morte de milhares de jovens no Iraque. Menos, claro, o príncipe Harry!!!
Poodle? Poodle a gente chuta!! (sim, não é para ser levado a sério, amo animais). Mas se não for poodle e, de acordo com Bush, é muito mais que isso, continua sendo um cachorro.
Fiz-me entender?
sexta-feira, 15 de junho de 2007
Música boa brasileira
É natural que cada músico queira dar vazão aos seus próprios trabalhos e seguir por um caminho novo individualmente, mesmo que isso dure anos, já que não sabemos quando o hiato voltará a se unir. O que conforta é a volta de uma das bandas mais importantes da música brasileira: Mutantes.
Sem Rita Lee, a rainha ruiva do rock brasileiro, e com a Zélia Duncan, que sempre se mostrou uma excelente cantora, ao lado de Marisa Monte e da mais recente Vanessa da Mata. No começo tudo parecia uma jogada de marketing. Havia um fundo verídico nas declarações da Rita de trata-los como velhinhos procurando dinheiro....mas as coisas vão se esclarecendo e o projeto vai ficando mais lógico.
Uma banda que tem Arnaldo Batista e Sérgio Dias pode se dar ao luxo de acabar, voltar e fazer o que quiser. Mesmo depois de décadas parados, talvez tenha sido a falta de rock and roll na vida que fez com que os mesmos voltassem a ativa. E eu concordo, apóio e torço.
Porto Alegre, 26 de maio de 2007. lá estavam eles, após a abertura das cortinas do Teatro do Sesi a banda surge para delírios da platéia. Fãs antigos que acompanharam o início dos músicos com seus apenas 17 anos, e até os mais novos, adolescentes com essa idade, que ouvem sim muita MPB e rock’n’roll.
Prova que ainda existe esperança de música boa no Brasil. E é essa música que foi apresentada em show dos Mutantes na terra da rainha Elisabeth. E que seja mostrada em mais lugares cada vez mais.
Que eles continuem na ativa por muito tempo mais, para influenciar novas bandas, novos músicos e conquistar novas gurizadas, só assim elas podem descobrir o que foi e o que é a verdadeira música brasileira.
domingo, 10 de junho de 2007
Ser de Sagitário....
P.S.: não que eu me interesse por astrologia, muito pelo contrário, mas é tão apaixonante aqueles da piauí(para quem não sabe, a única exigência para escrevê-lo é ser completamente cético, assim como para lê-lo).
segunda-feira, 4 de junho de 2007
OS INDIFERENTES
A indiferença é o peso morto da história. É a bala de chumbo para o inovador e a matéria inerte em que se afogam freqüentemente os entusiasmos mais esplendorosos, o fosso que circunda a velha cidade.
Odeio os indiferentes também, porque me provocam tédio as suas lamúrias de eternos inocentes. Peço conta a todos eles pela maneira como cumpriram a tarefa que a vida lhes impôs e impõe quotidianamente, do que fizeram e sobretudo do que não fizeram. E sinto que posso ser inexorável, que não devo desperdiçar a minha compaixão, que não posso repartir com eles as minhas lágrimas. Sou militante, estou vivo, sinto nas consciências viris dos que estão comigo pulsar a atividade da cidade futura, que estamos a construir.
Antonio Gramsci
sábado, 12 de maio de 2007
Já viu né? claro.

Antes dele ter me encantado como o Homem Aranha, ele me encantou no primeiro longa que eu o vi estrelando, Garotos Incríveis. Sim, agora me encantou mais ainda por contribuir com o meu velho vício.
Na verdade eu coloquei esse post porque eu estou muito afim de ver "Homem -Aranha 3". Juro que eu estou tentando encontrar um tempo, mas digamos que trabalho e estudos estão me deixando sem vida social. Mas prometo que até o fim da semana não desaponto meu "herói favorito". Tá, todo mundo já viu, menos eu. Droga!
*****
Mas deixando esse papo, como é caro ir ao cinema. Não sei vocês, mas ultimamenrte preciso recorrer sempre a Casa de Cultura por oferecer meia-entrada até nos finais de semana e feriados. Acredito que o cinema em si é a arte maior e não todos os adornos. Uma pena.
Os bytes
Dava até para encarar um link filosófico sobre isso, mas prefiro o lado prático das coisas, pelo menos agora que é sábado, à noite e eu estou engordando com chocolates de Gramado. Aliás, engordar é algo que só ocorre com minha cabeça sob o nome de inchaço, Sim, ela esta inchada com essa merda que eu estou digitando.
Mas, pensando bem, estou preocupada com essa falha no meu sistema. Olha, os bites já estão me sugando. Tento me refugiar lendo algo, ai, nada ultimamente me anima. prefiro ouvir música. Mas eu não vou sobreviver de leituras nem de sons, não serei escritora nem música. Eu não sirvo para ser intelectual.
Penso em dois professores meus, os que venderam a alma para o Steve Jobs. Penso em fazer o mesmo. Ser discípula da maçã? não, nem iPod tenho. Mas é algo urgente. Eu preciso me familiarizar com a tecnologia.
daí eu ouço isso agora mesmo:
Hoje o sol não é mais como era nos anos 70/Hoje parece que eu sou feito de plástico /Tenho a cor cinzenta/A única brisa que eu consigo sentir é a do ventilador/Hoje - eu detesto - já entrei naquele clima de elevador
daí eu lembro que antes de qualquer coisa eu preciso subir a serra sábado pra ouvir isso de perto!
Na volta, eu juro, vou fazer de tudo para me modernizar! Prometo.
quinta-feira, 10 de maio de 2007
O papa é Pop
Até porque não é vim a qui comover fiéis que fez Bento 16 se deslocar até nós (Abri esse parenteses para comentar uima frase de uma senhora ontem, em entrevista à rádio Gaúcha. Ela comenta: "Se nós não vamos até o Papa, o Papa tem que vim até nós, e é isso que a Igreja tem que fazer, ir ao encontro de seus fiéis."Quanta inocência, que bom que a Igreja vai ao encontro dos fiéis na África...)
O que fez Bento 16 vim é o que, coincidência ou não, Folha e Estadão estampam nas suas capas sobre a mesma foto: "Papa apóia excomungão de políticos pró-aborto". Exatamente, ele veio aqui soprar aos ouvidos do Lula e assim tentar estender seus tentáculos e os do Cristianismo ultrapassado.
Ah não vou me estender nisso porque não aguento mais essa falta de evolução na mente das pessoas, principlamente na mente dos brasileiros, sim porque brasileiro é burro e assina embaixo. Ó céus!
Ah sim, agora faz mais sentido cantar o Papa é pop!!!
terça-feira, 24 de abril de 2007
Piauí aqui
Em partes, eu concordo. Mas hoje, concordo mais ainda. Fiquei tri indignada hoje pela manhã. Detesto que tentam me enquadrar dentro de uma fórmula. Odeio rótulos, ninguém é coca-cola. O que vi numa aula de Texto em Jornalismo é o que a faculdade faz com as pessaos: formar robozinhos. Todo mundo lê os mesmos livros, todo mundo faz os mesmos trabalhos, entra dia e sai dia, todos fazem as mesmas coisas. Eu achava que faculdade era um celeiro de mentes que podiam pensar por si mesmas. Mas não. Todos pegam a fórmula dada e tentam moldar-se dentro dela. Aí o que acontece. Saí um bando de jornalistas com o mesmo pensamento, sem opinião própria, sem identidade, fazendo o que todos fazem. Tá, lá vem alguém que vai falar que é por causa do mercado e essas coisas de tendências econômicas. Mas há o que prove ao contrário. Saindo dessa aula acima citada, fui numa palestra de jornalismo literário que teve como palestrante João Moreira Salles. Salles é o idealizador da revista Piauí. Diga-se de passagem é uma grande revista. Diferentemente de todas as que estão em circulação atualmente no país, a revista surpreende em suas vendas que a cada mês cresce mais. Com pouco tempo de vida, nas grandes páginas podemos ver um jornalismo maduro e inteligente. E textos que por serem longos, não nos cansam, pelo contrário, nos inundam com tanta informação e conteúdo presente. A falta que havia nas bancas de jornais parece que foi muito bem preenchida. O que eu tomo como questão importante é o fato que ele, João Moreira Salles não é nenhum jornalista. Seu passado com jornalismo se resume no cinema. Foi cineasta, tendo apreendido o ofício por convite de seu irmão. Ele, formado em Economia, percebeu a grande falta de uma revista com conteúdo [e a diferença não foi proposital]. Aí eu retomo o que eu falei antes. Será que não há robozinhos saindo das faculdades, com mentes vazias, sem um conteúdo, que fazem o que os outros mandam e querem? Tempos atrás li que o termo que se aplica a esses é Yuppie.
Porém, fechando o parênteses, isso é uma questão que merece ser pensada e analisada. O que está sendo feito com o jornalismo hoje em dia? Não que todo jornal deva eleger Capote como guia nas suas reportagens mas também não se deve tornar tudo tão mínimo a tal ponto de ser superficial. É o minimalismo da vida.
Sou apaixonada pelo jornalismo e acho que muita coisa BOA ainda pode ser feita. A revista é apenas um exemplo. Eu poderia ficar babando por ela já que sou apaixonada por revistas e quero ter uma de caráter cultural Encerrando a seção 'sonho' uma realidade. Detesto gente que gosta de contribuir com a mesmice. Essas deveriam ser banidas. Ou eu deveria sair né, já que são os encomodados que devem se retiram. Ainda achando que essa tese só teria lógica se fosse ao contrário.
E não serei um cordeirinho da Zero Hora.
domingo, 22 de abril de 2007
On the road
Outra: chegar em casa com o fantástico acabando me dá uma tristeza inexplicável. Só pode ser mal de domingo à noite. Não é possível. Domingo aós as 21h deveria acabar. Me agonia. Fora que minha insônia me faz percorrer todos os canais e ficar sempre com o pior. Taí outra coisa que tenho certeza: alguém fez algo pra que não exista algo decente para se ver num domingo a noite. Óoooo
Mas nem acabou o domingo e eu já estou colocando em prática minhas teses pessimistas. Adiando a hora de pegar o ônibus. Já falei né? odeio viajar de ônibus. Podiam encurtar a distância até Porto....
Bom, lá vou eu me abastecer de cafeína e Neosaldina pra passar 'bem' o resto desse dia chato!
Viva o Alemão!
O acústico do Alemão Ronaldo é algo magnífico. Até porque foi no Theatro São Pedro, um lugar perfeito!
O show todo valeu pelos minutos finais, a hora do 'Campo Minado'! Ah, na minha memória radiofônica lembro eu aumentando o volume do meu rádio na época da Bandaliera.
Bá, tri bom.
Aos que contribuem com o meu mau-humor
Tirando a parte do calor e do meu árduo trablaho de aumentar o índice de gordura do meu corpo (óo como se eu tivesse muito) estava filosofando ouvindo o aústico do Engenheiros. Na real, só repetindo umas frases feitas aqui ou acolá.Na hora em que eles dizem samba eu também não soube o que dizer!
Aí eu paro e fico olhando para os lados rindo da idiotice dos seres que me cercam. É que hoje eu acordei um pouco totalitária. Queria escolher as pessoas para povoar o mundo. Tirar esse bando de gente frívola que habita, principlamente, o mundo a minha volta. Tudo bem, um pouco de paciência é bom, mas eu estou explodindo. E quer saber, sinto pena, sério, muita pena de todos esses seres que parecem abutres.
A solução são consultas impagáveis com o psiquiatra, já dizia algo parecido o Raulzito. são horas intermináveis de conversas com amigos imaginários, já que os reais estão cada vez mais distantes, podres e corrompidos pelo mal da pós-modernidade. E isso me irrita. Aprecio a solidão. Muito melhor do que tentar compreendê-los. Deixo-os como são, felizes na sua imbecilidade.
Encontrei também a resposta nãs comidas com muito sal e produtos de fast-food. O microondas é o melhor amigo do homem. Ainda não sei como criar um cão num apartamento.
É, talvez tanta descrença venha dos hábitos que eu cultivo. Minha querida vida sedentária que me faz envelhecer tão cedo.
Todas as causas foram perdidas. Então eu escolhi o pessimismo. Coisas sem nexo e sem lógico. Como esse texto.
Bom, vou pro analista.
sábado, 21 de abril de 2007
!
roubei a frase da Fran, mas é porque eu precisava.
Te adoro nega.
Jethro em POA!

Aiaia
Porto Alegre Onde: Teatro do Sesi, av. Assis Brasil, 8787, tel. (51) 3347-8636 Quando: dia 23 de abril (segunda), às 21h Quanto: R$ 100 (mezanino) / R$ 150 (platéia alta) / R$ 200 (platéia baixa)
Sentimentalismo exagerado
Eu sei agora que eu posso andar descalça e não me importar com meus pés sujos. Eu sei que agora eu não preciso me preocupar contigo. Já que as evidências mostraram que você nunca se preocupou comigo. E não precisei de palavras. Os teus atos mostraram mais que qualquer palavra. Foi difícil, eu confesso. Mas mesmo assim procurei descansar. E hoje acordei melhor. Sem as marcas, sem a dor. Cresci cinco anos em 5 horas. Não é exagero. Eu só espero que continues a me ignorar quando cruzares por mim. Vou achar tão ótimo. Porque você vai ser apenas um estranho
Eu descobri que sou suficiente e que a minha única carência é a de livros. Preciso lê-los. Muitos. Devora-los. Eles me acompanham até debaixo da chuva, pelo centro, pelos prédios antigos da Andradas. Porque assim como nos outros, em ti o que eu mais lamento é a tua ignorância.
Qualquer pessoa evolui se quiser.
Nesse caso eu preferi ficar no mesmo por isso quis quebrar esse computador ouvindo Big Girl don1t cry.
terça-feira, 17 de abril de 2007
Descobertas
descobri que eu não passo de uma impulsiva por comprar jeans
descobri que posso muito bem ficar sozinha um final de semana todo sozinha que ir ao cinema é a melhor coisa
descobri que eu odeio gente bitolada
mais ainda, detesto saudosistas!
na real tenho pavor por gente anti-tudo
descobri que eu não gosto de comer e que meu estômago fica feliz vazio
descobri que dormir todo domindo é perda de tempo quando se tem a redenção pela frente e muitos livros para ler embaixo de uma árvore
descobri que eu amo cosméticos e que não vivo sem cremes pro cabelo
descobri que é tão bom retocar a maquiagem depois do almoço como se arrumar para uma festa
Descobri que eu tenho pavor de gente fútil e seria tão bom se eu pudesse matá-las
descobri que o amor é algo superficial
e que a pessoa que eu mais precisei do meu lado me deixou coma chave na mão esperando um táxi
e que bo que eu tinha meu apartamento seguro pra voltar, tomar um banho quente e não fazer nada a respeito.
continua.
quinta-feira, 12 de abril de 2007
Vaidade ou interesse?
Antes de falar sobre isso, alguns comentários:
No Correio do Povo, Yeda publicou um texto de sua autoria comentando sobre o balanço dos 100 dias de seu governo. Em especial, destaco o que ela comenta sobre a segurança: “Na área da segurança, ampliamos a ação ostensiva.” Leia-se bem, ampliamos, ou seja, terceira pessoa do plural. Ela não fez isso sozinha, até porque não faria isso com mais ninguém. O pedetista mostrou competência para administrar a segurança do estado. E no mesmo dia que leio isso no jornal, leio e ouço em todoas as mídias que Enio Bacci foi exonerado ontem à noite. Muito bem dona Yeda, parabéns pelo seu novo jeito de governar, é esse? É esse seu jeito de governar? Assim, tão confuso?
Saudades do PT no estado.
E além do mais, a senhora governadora recebe da Academia Litarária Feminina do RS, um troféu de mulher destaque de 2007! Destaque? Que destaque? Os telejornais mostraram a quem quisesse ver faixas com dizeres: o povo vai se lembrar disso na próxima eleição!
Pena que ela está longe.
Eu gostava da forma como ele (o ex-secretário) estava dirigindo a segurança. Poucos dias e muita coisa ele fez. Chorou na frente da imprensa por mostrar que ele tinha sim um objetivo, de tratar bandido como bandido, como ele bem mesmo falou, bem diferente da forma que a senhora Governadora vai tratar.
E em que bases ela se sustentou? Em boatos de um delegado?
Fontes me falam que ele fechava locais de caça-níqueis para depois fazer chantagem com os donos por baixo dos lençóis.
Mulher destque? Nós reforçamos a ostensiva na segurança?
Parabéns para quem votou nessa mulher, grande mulher, olha o governo que nós teremos pela frente.
quarta-feira, 11 de abril de 2007
Oh vida!
que pode, pode? não, quem pode nesse país, abusa. Ha eu também quero trabalhar assim!
mentira!
http://nonsense.nominimo.com.br/
A fronteira é o passaporte!
Parece que esses círculos de intelectuais e pensadores é só feito para 1% de intelectuais e pensadores daqui. E como fica paro os estudantes, para a população em geral? para quem mais quiser ter conhecimento e ouvir uma palestra de um inglês em português (como a do Peter Burke)? Ha, não é pra nós isso! o conhecimento e as formas de acesso a ele estão cada vez mais restritas. há uma barreira nessa FRONTEIRA que deve ser quebrada. Só isso.
Alguém aí me avisa se em dezembro eu vou poder ver o frio, insensível, mas tão fascinante Houellebecq?
segunda-feira, 9 de abril de 2007
Metalinguagem
eunquanto a Yeda tá falando em todas as rádios sobre o seu plano eu to aqui lendo uns lances sobre blog no G1, ao mesmo tempo que descobri o orkut no trabalho. Bah, vocês viram que já são 10 anos de bloguéee???
Pois é, achei bem legal falar sobre isso. Sim, logo no início, aquela febre dos "diários na internet", quem destinava tempo a uma página assim na web era taxado de "o deprimido"! ahah não lembram? bah, tem umas séries americanas que largam essas pérolas.
bom, mas o que quero comentar é que o Blog se tornou um grande aliado do Jornalismo. eu por exemplo, sou leitora assídua no blog do Ricardo Noblat, que por sinal é muito, mas muito lido. enquanto o meu, segue no anonimato, tadinho! hahaha
muitos sites de notícias possuem também jornalistas que escrevem em blogs.
além do mais vários blogs hoje estão virando livros. depois dos 10 anos da revolução causada pelos blogs, eles estão cada vez crescendo mais. e o melhor, o serviço é gratuito!!! sim, imagina se eu ia pagar pra ficar escrevendo essas besteiras!!! isso que é bom!!
bom também é a diversidade de tipos de blogs que existem: noticiosos, jornalísticos, de besteiras, dde músicas...
ver sobre isso: arcadupyrata.blogspot.com
e vem aí o blog para celular...sim, mas no meu caso que a única tecnologia que meu celular faz é enviar torpedo não posso falar nada!
A Yeda continua falando do Rio Grande Energia.
o melhor de tudo é que eu vou me dar de presente de páscoa atrasada, um Ipod!
ohh blz!!!
que consumo exagerado!
but I need!
sexta-feira, 6 de abril de 2007
Páscoa boa
eu mereço isso! sério, nunca tive uma páscoa tão cheia dessa coisa maravilhosa chamada CHOCOLATE! não me critique em nada, eu mereço isso e muito mais. meu teclado nem tá reclamando dos meus dedos. até tem aquelas pesquisas loucas sobre os benefícios do chocolate...sabe que eles deveriam dar ao controladores de vôo, quem sabe muda o ânimo!
Grande Irmão?
bom, eu acho. Mnha opinião e deu. Às vezes eu ficava ouvindo as pessoas, no ônibus, faculdade (o que me decepcionava ou irritava mais ainda), enfim, em todos cantos falando sobre essa merda desse BBB. Eu não sou discípula de Freud mas a única explicação que encontro para isso é que é tudo culpa da Pós -Modernidade. Só pode ser. As pessoas devem achar tão fútil e vazia as suas próprias vidas que necessitam ficar por dentro da vida dos outros para encontrar algum sentindo. Ano que vêm, há essa altur, serão outros que ocuparão suas mentes, outros personagens meticulosamente escolhidos pela salve mãe manipuladora Globo, e esses novos ex-anônimos brasileiros, serão os novos assuntos. Só aqui o BBB dá tanto Ibope. Só aqui ele causa tanto frisson. É de decepcionante pro Brasil. sabe. tem aquela questão das pessoas se identificarem com um ou outro de lá. Já ouvi pessoas comentanto, Bah aquela lá me lembrava tanto você!
Sério, eu não sei que graça as pessoas vêem nisso! Poh, se ainda fosse um Orlando Bloon da vida de boxer branca acordando pela manhã passando na frente de uma câmara vá lá, mas um Alemão! Bah, que saco. Sim né, fábrica de novos modelos, novas musas, novas bundas para a playboy, novos peitos para serem siliconados...é isso que é o BBB. POr que certas pessoas torcem tanto pelas outras? e ainda mais desconhecidas! eu torço pra mim, não sei vocês! Estou pouco me lixando se a tal Carol não pegou o argentino gostoso ou se a Siri vai ou não se casar com o grande vencedor. Ate porque pra mim ele é uma breguice ambulante. Ela e aquelas flores ridículas na cabeça que pelo amor de deus, virou febre neo hippie agora sair de flores na cabeça?
E depois, o que que as pessoas que votaram naquele Alemão estão fazendo agora? certamente trabalhando, pois elas que não vão ter um milhão no fim do mês na poupança! e sabe o que mais? garanto que se fosse para elas ganharem todo essa grana elas nem levantariam a bunda do sofá, prefeririam ver os outros fazendo isso! tem que ser Brasil né! mas ele acabou e agora ficaremos felizes em ver a programação da Globo bombando suas qualidades!
aiaiai.
segunda-feira, 2 de abril de 2007
Alejandro González-Iñárritu !!!
saí da casa Mário quintana satisfeita: com muito tempo de atraso eu tinha visto um filme marailhoso do também maravilhoso Alejandro González-Iñárritu. quero ver Amores Brutos, o outro filme dele. que bom saber que tem gente que ainda faz cinema com a alma. e não com um único fim comercial.
P.S: caramba. o lindo mas super talentoso Gael García Bernal também estava excelente! Ahhhh....
quinta-feira, 29 de março de 2007
A questão do racismo no Brasil
Então olha o comentário:
" A reação de um negro de não querer conviver com um branco, ou não gostar de um branco, eu acho uma reação natural, embora eu não esteja incitando isso. Não acho que seja uma coisa boa. Mas é natural que aconteça, porque quem foi açoitado a vida inteira não tem obrigação de gostar de quem o açoitou."
Eu nem vou comentar o que ela falou. Mas olha só, quanto tempo faz que não tem mais escravidão no mundo? Várias gerações já mudaram e passaram. então, nós vamos ficar em cima da mesma tecla? viver de passado?
Que absurdo, só posso falar isso. e se alguém me chamar de "gringa polentera" eu não posso acusar de raacismo por eu ser descendente de italianos?
hahahah mais um NONSENSE!!!!!
Sobre racismo: achei bárbara a matéria de capa da Revista Aplauso de dezembro de 2006. Os dois lados da moeda. Se bem que minha posição é certa. Chega desse lance de cotas e etc, isso gera mais racismo, de ambas as partes.
NONSENSE
OK, sei de gentes super Ecologicamente corretos que resolveram tirar a carne vermelha de seus pratos quando souberam que os gases dos animaizinhos são responsáveis por uma grane quantidade de emissões de gás carbônico para a atmosfera. Poius bem, podem voltar a ir ao açougue hehehe e pedir uma baita costelão!!! hahaha
Comentário: a pílula serve para certo "animais" humanos?
quarta-feira, 28 de março de 2007
O Chico Buarque vai tocar em POA e eu não vou!
Bopm, legal, sem ingresso. E quer saber, além do mais eu ia ter que desembolsar um "valorzinho" razoável para ficar numa platéia arrodiada de intelectuais. sim, prque a bem da verdade que público se espera no show do grande Chico Buarque?
terça-feira, 27 de março de 2007
Carta ao Zézim
Caio Fernando Abreu
Porto, 22 de dezembro de 1979Zézim,cheguei hoje de tardezinha da praia, fiquei lá uns cinco dias, completamente só (ótimo!), e encontrei tUa carta. Esses dias que tô aqui, dez, e já parece um mês, não paro de pensar em você. Tou preocupado, Zézim, e quero te falar disso. Fica quietO e ouve, ou lê, você deve estar cheio de vibrações adeliopradianas e, portantO, todo atento aos pequenos mistérios. É carta longa, vai te preparando, porque eu já me preparei por aqui com uma xícara de chá Mu, almofada sob a bunda e um maço de Galaxy, a decisão pseudo-inteligente.Seguinte, das poucas linhas da tua carta, 12 frases terminam com ponto de interrogação. São, portanto, perguntas. Respondo a algumas. A solução, concordo, não está na temperança. Nunca esteve nem vai estar. Sempre achei que os dois tipos mais fascinantes de pessoas são as putas e os santos, e ambos são inteiramente destemperados, certo? Não há que abster-se: há que comer desse banquete. Zézim, ninguém te ensinará os caminhos. Ninguém me ensinará os caminhos. Ninguém nunca me ensinou caminho nenhum, nem a você, suspeito. Avanço às cegas. Não há caminhos a serem ensinados, nem aprendidos. Na verdade, não há caminhos. E lembrei duns versos dum poeta peruano (será Vallejo? não estou certo): “Caminante, no hay camino. Pero el camino se hace ai anda”.Mais: já pensei, sim, se Deus pifar. E pifará, pifará porque você diz ”Deus é minha última esperança". Zézim, eu te quero tanto, não me ache insuportavelmente pretensioso dizendo essas coisas, mas ocê parece cabeça-dura demais. Zézim, não há última esperança, a não ser a morte. Quem procura não acha. É preciso estar distraído e não esperando absolutamente nada. Não há nada a ser esperado. Nem desesperado. Tudo é maya / ilusão. Ou samsara / círculo vicioso.Certo, eu li demais zen-budismo, eu fiz ioga demais, eu tenho essa coisa de ficar mexendo com a magia, eu li demais Krishnamurti, sabia? E também Allan Watts, e D. T. Suzuki, e isso freqüentem ente parece um pouco ridículo às pessoas. Mas, dessas coisas, acho que tirei pra meu gasto pessoal pelo menos uma certa tranqüilidade.Você me pergunta: que que eu faço? Não faça, eu digo. Não faça nada, fazendo tUdo, acordando todo dia, passando café, arrumando a cama, dando uma volta na quadra, ouvindo um som, alimentando a Pobre. Você tá ansioso e isso é muito pouco religioso. Pasme: acho que você é muito pouco religioso. Mesmo. Você deixou de queimar fumo e foi procurar Deus. Que é isso? Tá substituindo a maconha por Jesusinho? Zézim, vou te falar um lugar-comum desprezível, agora, lá vai: você não vai encontrar caminho nenhum fora de você. E você sabe disso. O caminho é in, não off. Você não vai encontrá-lo em Deus nem na maconha, nem mudando para Nova York, nem.Você quer escrever. Certo, mas você quer escrever? Ou todo mundo te cobra e você acha que tem que escrever? Sei que não é simplório assim, e tem mil coisas outras envolvidas nisso. Mas de repente você pode estar confuso porque fica todo mundo te cobrando, como é que é, e a sua obra? Cadê o romance, quedê a novela, quedê a peça teatral? DANEM-SE, demônios. Zézim, você só tem que escrever se isso vier de dentro pra fora, caso contrário não vai prestar, eu tenho certeza, você poderá enganar a alguns, mas não enganaria a si e, portanto, não preencheria esse oco. Não tem demônio nenhum se interpondo entre você e a máquina. O que tem é uma questão de honestidade básica. Essa perguntinha: você quer mesmo escrever? Isolando as cobranças, você continua querendo? Então vai, remexe fundo, como diz um poeta gaúcho, Gabriel de Britto Velho, "apaga o cigarro no peito / diz pra ti o que não gostas de ouvir / diz tudo". Isso é escrever. Tira sangue com as unhas. E não importa a forma, não importa a "função social", nem nada, não importa que, a princípio, seja apenas uma espécie de auto-exorcismo. Mas tem que sangrar a-bun-dan-te-men-te. Você não está com medo dessa entrega? Porque dói, dói, dói. É de uma solidão assustadora. A única recompensa é aquilo que Laing diz que é a única coisa que pode nos salvar da loucura, do suicídio, da auto-anulação: um sentimento de glória interior. Essa expressão é fundamental na minha vida.Eu conheci razoavelmente bem Clarice Lispector. Ela era infelicíssima, Zézim. A primeira vez que conversamos eu chorei depois a noite inteira, porque ela inteirinha me doía, porque parecia se doer também, de tanta compreensão sangrada de tudo. Te falo nela porque Clarice, pra mim, é o que mais conheço de GRANDIOSO, literariamente falando. E morreu sozinha, sacaneada, desamada, incompreendida, com fama de "meio doida”. Porque se entregou completamente ao seu trabalho de criar. Mergulhou na sua própria trip e foi inventando caminhos, na maior solidão. Como Joyce. Como Kafka, louco e só lá em Praga. Como Van Gogh. Como Artaud. Ou Rimbaud.É esse tipo de criador que você quer ser? Então entregue-se e pague o preço do pato. Que, freqüentemente, é muito caro. Ou você quer fazer uma coisa bem-feitinha pra ser lançada com salgadinhos e uísque suspeito numa tarde amena na CultUra, com todo mundo conhecido fazendo a maior festa? Eu acho que não. Eu conheci / conheço muita gente assim. E não dou um tostão por eles todos. A você eu amo. Raramente me engano.Zézim, remexa na memória, na infância, nos sonhos, nas tesões, nos fracassos, nas mágoas, nos delírios mais alucinados, nas esperanças mais descabidas, na fantasia mais desgalopada, nas vontades mais homicidas, no mais aparentemente inconfessável, nas culpas mais terríveis, nos lirismos mais idiotas, na confusão mais generalizada, no fundo do poço sem fundo do inconsciente: é lá que está o seu texto. Sobretudo, não se angustie procurando-o: ele vem até você, quando você e ele estiverem prontos. Cada um tem seus processos, você precisa entender os seus. De repente, isso que parece ser uma dificuldade enorme pode estar sendo simplesmente o processo de gestação do sub ou do inconsciente.E ler, ler é alimento de quem escreve. Várias vezes você me disse que não conseguia mais ler. Que não gostava mais de ler. Se não gostar de ler, como vai gostar de escrever? Ou escreva então para destruir o texto, mas alimente-se. Fartamente. Depois vomite. Pra mim, e isso pode ser muito pessoal, escrever é enfiar um dedo na garganta. Depois, claro, você peneira essa gosma, amolda-a, transforma. Pode sair até uma flor. Mas o momento decisivo é o dedo na garganta. E eu acho — e posso estar enganado — que é isso que você não tá conseguindo fazer. Como é que é? Vai ficar com essa náusea seca a vida toda? E não fique esperando que alguém faça isso por você. Ocê sabe, na hora do porre brabo, não há nenhum dedo alheio disposto a entrar na garganta da gente.Ou então vá fazer análise. Falo sério. Ou natação. Ou dança moderna. Ou macrobiótica radical. Qualquer coisa que te cuide da cabeça ou/ e do corpo e, ao mesmo tempo, te distraia dessa obsessão. Até que ela se resolva, no braço ou por si mesma, não importa. Só não quero te ver assim engasgado, meu amigo querido.Pausa.Quanto a mim, te falava desses dias na praia. Pois olha, acordava às seis, sete da manhã, ia pra praia, corria uns quatro quilômetros, fazia exercícios, lá pelas dez voltava, ia cozinhar meu arroz. Comia, descansava um pouco, depois sentava e escrevia. Ficava exausto. Fiquei exausto. Passei os dias falando sozinho, mergulhado num texto, consegui arrancá-lo. Era um farrapo que tinha me nascido em setembro, em Sampa. Aí nasceu, sem que eu planejasse. Estava pronto na minha cabeça. Chama-se Morangos mofados, vai levar uma epígrafe de Lennon & McCartney, tô aqui com a letra de Strawberry fields forever pra traduzir. Zézim, eu acho que tá tão bom. Fiquei completamente cego enquanto escrevia, a personagem (um publicitário, ex-hippie, que cisma que tem câncer na alma, ou uma lesão no cérebro provocada por excessos de drogas, em velhos carnavais, e o sintoma — real — é um persistente gosto de morangos mofados na boca) tomou o freio nos dentes e se recusou a morrer ou a enlouquecer no fim. Tem um fim lindo, positivo, alegre. Eu fiquei besta. O fim se meteu no texto e não admitiu que eu interferisse. Tão estranho. Às vezes penso que, quando escrevo, sou apenas um canal transmissor, digamos assim, entre duas coisas totalmente alheias a mim, não sei se você entende. Um canal transmissor com um certo poder, ou capacidade, seletivo, sei lá. Hoje pela manhã não fui à praia e dei o conto por concluído, já acho que na quarta versão. Mas vou deixá-lo dormir pelo menos um mês, aí releio — porque sempre posso estar enganado, e os meus olhos de agora serem incapazes de verem certas coisas.Aí tomei notas, muitas notas, pra outras coisas. A cabeça ferve. Que bom, Zézim, que bom, a coisa não morreu, e é só isso que eu quero, vou pedir demissão de todos os empregos pela vida afora quando sentir que isso, a literatura, que é só o que tenho, estiver sendo ameaçada como estava, na Nova.E li. Descobri que ADORO DALTON TREVISAN. Menino, fiquei dando gritos enquanto lia A faca no coração, tem uns contos incríveis, e tão absolutamente lapidados, reduzidos ao essencial cintilante, sobretudo um, chamado "Mulher em chamas". Li quase todo o Ivan Ângelo, também gosto muito, principalmente de O verdadeiro filho da puta, mas aí o conto-título começou a me dar sono e parei. Mas ele tem um texto, ah se tem. E como. Mas o melhor que li nesses dias não foi ficção. Foi um pequeno artigo de Nirlando Beirão na última IstoÉ (do dia 19 de dezembro, please, leia), chamado "O recomeço do sonho". Li várias vezes. Na primeira, chorei de pura emoção - porque ele reabilita todas as vivências que eu tive nesta década. Claro que ele fala de uma geração inteira, mas daí saquei, meu Deus, como sou típico, como sou estereótipo da minha geração. Termina com uma alegria total: reinstaurando o sonho. É lindo demais. É atrevido demais. É novo, sadio. Deu uma luz na minha cabeça, sabe quando a coisa te ilumina? Assim como se ele formulasse o que eu, confusamente, estava apenas tateando. Leia, me digao que acha. Eu não me segurei e escrevi uma carta a ele dizendo isso. Não sou amigo dele, só conhecido, mas acho que a gente deve dizer. Escrevendo, eu falo pra caralho, não é?Aqui em casa tá bom. É sempre um grande astral, não adianta eu criticar. O astral ótimo deles independe da opinião que eu possa ter a respeito, não é fantástico? A casa tá meio em obras, Nair mandou construir uma espécie de jardim de inverno nos fundos, vai ligar com a sala. Hoje estava pUta porque o Felipe não vai mais fazer vestibular: foi reprovado novamente no 3º colegial. Minha irmã Cláudia ganhou uma Caloi 10 de Natal do noivo (Jorge, lembra?), e eu me apossei dela e hoje mesmo dei voltas incríveis pelo Menino Deus(?). Márcia tá bonita, mais adultinha, assim com um ar meio da Mila. Zaél cozinhando, hoje faz arroz com passas para o jantar.Povos outros, nem vi. Soube que A comunidade está em cartaz ainda e tenho granas pra receber. Amanhã acho que vou lá.Tô tão só, Zézim. Tão eu-eu-comigo, porque o meu eu com a família é meio de raspão. Tá bom assim, não tenho mais medo nenhum de nenhuma emoção ou fantasia minha, sabe como? Os dias de solidão total na praia foram principalmente sadios.Ocê viu a Nova? Tá lá o seu Chico, tartamudeante, e uma foto muito engraçada de toda a redação — eu com cara de "não me comprometam, não tenho nada a ver com isso". Dê uma olhada. Falar nisso, Juan passou por aqui, eu tava na praia, falou com Nair por telefone, estava descendo de um ônibus e subindo noUtro. Deixou dito que volta dia três de janeiro ou fevereiro, Nair não lembra, pra ficar uns dias. Ficará? E nada acontecerá. Uma vez me disseram que eu jamais amaria dum jeito que "desse certo", caso contrário deixaria de escrever. Pode ser. Pequenas magias. Quando terminei Morangos mofados, escrevi embaixo, sem querer, "criação é coisa sagrada”. É mais ou menos o que diz o Chico no fim daquela matéria. É misterioso, sagrado, maravilhosoZézim, me dê notícias, muitas, e rápido. Eu não pensei que ia sentir tanta falta docê. Não sei quanto tempo ainda fico, mas vou ficando. Quero escrever mais, voltar à praia, fazer os documentos todos. Até pensei: mais adiante, quando já estivesse chegando a hora de eu voltar, você não queria vir? A gente faria o mesmo esquema de novo, voltaríamos juntos. A família te ama perdidamente, hoje pintaram até uns salseirinhos rápidos porque todo mundo queria ler a matéria do Chico ao mesmo tempo.Let me take you downcause I’m going to strawberry fieldsnothing is real, and nothing to get hung aboutstrawberry fields forever strawberry fields forever strawberry fields foreverIsso é o que te desejo na nova década. Zézim, vamos lá. Sem últimas esperanças. Temos esperanças novinhas em folha, todos os dias. E nenhuma, fora de viver cada vez mais plenamente, mais confortáveis dentro do que a gente, sem culpa, é. Let me take you: I’m going to strawberry fields.Me conta da Adélia.E te cuida, por favor, te cuida bem. Qualquer poço mais escuro, disque 0512-33-41-97. Eu posso pelo menos ouvir. Não leve a mal alguma dureza dita. É porque te quero claro. Citando Arantes, pra terminar: "Eu quero te ver com saúde I sempre de bom humor I e de boa vontade".Um beijo doCaioPS — Abraço pro Nello. Pra Ana Matos, e Nino também.
Morangos Mofados, porque eu começaria assim?
Gabriel Garcia Márquez, o próprio caio Fernando Abreu, ler biografias, ahh coisa que eu amo literalmente são as biografias. Quer me agradar? Me de uma biografia de páscoa, eu agradeça. Se bem que ultimamente ninguém quer me agradar. Fico com os chocolates então.
P.S: caramba, como esse livro da Carol Teixeira é tri bom. Tinha que ser gaúcha a guria!
domingo, 25 de fevereiro de 2007
sábado, 10 de fevereiro de 2007
Só uma coisa a dizer...
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007
Fena....
"No suor que conduz a lavra está o verdadeiro vinho."
[Clóvis da Rolt]
e agradeço por ele ter uma opinião tão sensata que condiz com a realidade do município de Bento Gonçalves. Talvez falte espaço para ouvirmos o que muita gente tem a dizer, chega de ouvir sempre os mesmos que não possuem mais nada a dizer.
Lembra Renato Russo: "...falam de mais por não terem nada a dizer."

MÚSICA DO DIA
Sempre esqueço de citar uma loja de Cd’s como sendo meus lugares prediletos. Na verdade eu queria uma só minha. Nela, eu encontraria meus clássicos em vinil e meus novos deleites. Apenas me contento com minha simplória “biblioteca de mídia” do meu velho PC. Ouvi muito Jefferson Airplane hoje, Janis Joplin e Jimi Hendrix.
Mas eu sempre ouço, no mínimo, três vezes esta música com a linda e suava voz da Grace Slick.
White Rabbit
Mais uma da Fenavinho
“(...) a fenavinho está distante de ser uma festa voltada para o público local (...)”
“(...) é uma festa que tem os seus donos. É uma festa com nomes, sobrenomes e CPFs. Usando o apelo emocional dos velhos símbolos ligados ao processo imigratório de nossa região, a fenavinho manipula subjetividades e conteúdos emocionais alojados no imaginário local para disseminar seus interesses”
“ A Fenavinho só quer a presença do ‘povo’ para garantir que as estatísticas inflem o número de visitantes e justifiquem os investimentos financeiros (...)”
“ Os veículos da mídia de outras cidades gaúchas, especialmente os da capital, mencionam a Fenavinho através de seu viés econômico (...) na mídia local, a Festa ganha o perfil de entidade mítica , como se a origem do universo fosse um grão de uva e tivéssemos sido amamentados com vinho (...)
Enquanto isso, no Planalto Central, os novos deputados aprontam poucas e boas:
Vocês viram o Clodovil xingando o presidente da Câmera?
A deputada federal gaúcha Manuela dispensou o motorista que tinha direito, disse que preferia andar de táxi, além de pagá-lo com o próprio dinheiro! Até eu faria isso se ganhasse o que ela vai ganhar a partir de agora!
P.S: é, lá por aquelas bandas, entra ano e sai ano, sempre os mesmos planos! Porque já disse o poeta!
terça-feira, 6 de fevereiro de 2007
Mordendo a própria língua
Brasil X Portugal
Eu não sou uma fanática por futebol, mas fiquei sabendo que hoje a seleção brasileira jogava um amistoso com Portugal por causa da minha mania de ficar zapeando a televisão, procurando algo de bom para se assistir. O fato engraçado é que no mesmo instante que parei o controle para ver a atuação da equipe do Felipão, fiquei com uma expressão confusa quando vi o placar do jogo: 1 x 0 para Portugal. E eis que o chato e mala-sem-alça, Galvão Bueno solta a célebre frase: “(...)mas sem dúvida a seleção brasileira também sai vitoriosa pois foi um jogo de igual para igual...” Pá! Cinco segundos depois, Portugal fecha o jogo com 2 x 0. Ri tanto que fiquei com pena no final do Dunga, só por ele ser gaúcho!
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007
Caso " O prefeito de São Paulo"
Na inauguração de um posto de saúde, um empresário do ramo de fabricação de placas para publicidade espera será atendido quando, durante o discurso do prefeito resolveu reivindicar pelos seus direitos de cidadão brasileiro. A frase não continha mais que 5 palavras, porém o prefeito da maior cidade brasileira revidou com agressões verbais chamando-o de vagabundo centenas de vezes. Em entrevista aos jornalistas, disse que se necessário faria novamente. E que ele[o cidadão] não tinha o direito de fazer aquilo[reivindicar] num lugar em que havia pessoas doentes.
Não tinha o direito?
Mas nós não moramos num país que se diz DEMOCRÁTICO?
Era pra ser. Mas assim, parece que essa tal democracia não existe no dicionário particular dos políticos. É um direito dos brasileiros reivindicarem e exigir mais dos governantes. Aquele simples cidadão estava lá para pedir explicações, aliás, algo que ninguém fez, sobre uma lei que estaria prejudicando seu trabalho e de muitos pais de família. E vem esse tal governante de São Paulo, que tinha que ser do PFL, partido que não me causa simpatia nenhuma, e que infelizmente é do nosso (RS) vice-governador, dizer que ele NÃO TINHA DIREITO.
Então, que direitos nós temos? De se calar? De não opinar? De fazer com a cabeça baixa tudo o que eles querem?
Talvez, para esses mesmos ‘eles’ seja isso mesmo.
E vai ocorrer um processo em cima do pobre cidadão.
Ah! Então ele também não pode fazer o mesmo por ter sido ofendido e ter sido chamado de vagabundo? Sim, um trabalhador que teve seu trabalho prejudicado por uma lei estúpida é chamado de vagabundo.
Quanta falta de bom senso! Senhores políticos, o que vocês pensam de nós? O que nós representamos pra vocês? NADA.
Resposta dada todos os dias através do que eles fazem: NADA
Conclusão: só a autoridade pode, o NADA não pode, oras, porque é um nada!
Que indignação! O Brasil não tem mais conclusão. Infelizmente.
Corja de filhos da puta! Vagabundo é tu que não faz nada para melhorar a maior metrópole do Brasil.
Fenavinho
Gostaria que ela fosse mais organizada. Não no quesito exposições de uva e vinho ou em suas respectivas histórias. O que notei, é que dentro dos pavilhões não há muita segurança. Além do mais quero agradecer pela pontualidade na hora dos eventos à parte. Afinal uma hora de atraso não é nada né? Ou é?
FENAVINHO: segunda parte
Vocês não acham que toda aquela história apresentada nos primeiros stands da feira, como por exemplo, a história do vinho, da uva e da colonização na região poderiam estar a disposição da população o não todo? Não apenas da sociedade Bento-Gonçalvense, mas dos turistas que vêm para a região?
Sim né? Vocês não acham que poderia existir um Centro de cultura aqui na cidade em que nele estivessem todas essas informações?
Será que o prefeito nunca teve essa idéia? Nem os grande empresários da região?
Não é só filantropia que faz uma empresa ser bem vista heim!
Pensem nisso. Nós agradecemos.
sábado, 3 de fevereiro de 2007
O caso Clodovil
Esse é um caso à parte. Mas voltando ao assunto Clodovil, destacam-se algumas declarações do agora deputado:
“PAC? O que é isto? Para mim essa sigla não diz nada meu bem”
Ai Deus, o Brasil não tem jeito e sabe o que mais? Merece explodir. Sabe porquê? Pela tamanha ignorância do povo brasileiro, sim, burros nós somos mesmo! BURROS! Que só vemos graça no carnaval e no futebol enquanto os políticos fazem gato –e- sapato em Brasília! E alguém percebendo isso se aproveitou da Santa Ignorância da legião de brasileiros alienados por causa da televisão e optou por uma grana extra. É, para a maioria dos políticos, essa profissão é grana extra, você embolsa seu insignificante salário de 12 mil reais para não fazer nada, ou sim até, no casão dele decorar sua sala com rosa e desfilar ternos italianos.
Ele até dormiu na sessão de posse dos novos deputados. Coitadinho, não estava acostumado com tantos homens assim? Eheheheheh
Caso Ronaldo Esper:
Depois de roubar vasos em um cemitério (e isso foi um flagra!) o tal estilista diz ter dado a volta por cima. Aparece no programa da insuperável apresentadora Luciana Gimenez e diz que não foi nada. Oras, imagine alguém como eu, um nada na sociedade ser flagrada praticando um ato destes? Vândala eu não sou!
Preso por um dia, lá vai o fissurado pelo prêt-a-porter dar suas agulhadas no quadro que ele participa, já mencionado. Mataria ele a agulhadas pois odeio esse tipo de gente que considera uma mulher chique e elegante só porque veste o melhor do Prada e Georgio Armani.
MULHER pra mim é aquela que batalha o dia todo, que cuida da casa, filhos, trabalho e seja lá mais o que, e que nem assim perde a compostura. Até de Havainas uma mulher é chique, não precisa usar Prada. E esses escrotos personagens da sociedade brasileira defendem o salto alto e scarpins da vida e esquecem que não vivem nas calçadas de Milão, e sim nos solos brasileiros. Mulher elegante pra mim é aquela que troca uma Caras por um livro num horário em que todos afortunados($) esperam pelo TV Fama e a bosta da RedeTV!
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007
Fernando Pessoa
Queria ler Chico Buarque. Não sei porque encasquetei que queria ler tudo que o cara mais interessante do Brasil escreveu. Seu último livro estava lá, me chamando, pedindo por mim.
Mas sozinho num canto, silencioso como o autor, estava O Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa. Passei a mão pelas suas mais de 500 páginas e larguei o Benjamim do Chico sobre a mesa (embora tenha levado este também). Pessoa sempre me encantou. Muito. O melhor poeta, o que me faz chorar assim como Quintana. O homem descrente daquela sociedade pós-moderna que emergia para sua geração. A sociedade do Relativismo e do significado relativo do Relativismo.
“Pasmo sempre quando acabo qualquer coisa. Pasmo e desolo-me. O meu instinto de perfeição deverias inibir-me de acabar;deveria inibir-me até de dar começo. Mas distraio-me e faço. O que consigo é um produto, em mim, não de uma aplicação de vontade, mas de uma cedência dela. Começo porque não tenho força para pensar;acabo porque não tenho alma para suspender. Este livro é a minha cobardia.”
E explica os mistérios dos gênios sem números, os gênios das palavras:
“A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida.”
Dos gênios que viveram à parte da realidade e aproveitaram a vida pela imaginação e sonhos:
“Se vos sonhais sonhar, o sonho que sonhais é menos real acaso do que o sonho que vos sonheis sonhando.”
E entendemos, afinal, o porque do recluso e da abstinência da vida real, da vida londe do pó, dos livros, do escuro e do quarto dos papéis:
“Tanto me exteriorizei dentro de mim que dentro de mim não existe senão exteriormente. Sou a cena viva onde passam vários atores representando peças.”
Recomendo certamente esse livro. Mesmo não ter sonhado ainda com a metade, já sonhos com as folhas passadas, com as frases que dentro de mim representam uma trilha literária e não sonora feita de silêncios e sufocos, como a obra de Fernando Pessoa. O poeta mais complexo, mais eterno.
BLACKBIRDS
Fui no show de 10 anos da Blackbirds e foi uma das melhores noites da minha vida! Sério, essa banda é muito afudêeeee. Talvez esta seja a única palavra (não presente no Aurélio) que descreva realmente a banda.
Mas nem parece que já se passaram 10 anos de banda. E eu, desde que conheci a banda, se não me engano uns 8 anos atrás, colecionava recortes de jornal sobre os shows deles.
Dos três discos eu curto mais o primeiro. Apesar de que a cada CD a banda evolua mais e agora está com um som mais cru. E isso me agrada muito, tanto quanto o cover de Jet!
Procurem por Blackbirds no Tramavirtual, vale a pena. Cara, eu amo essa banda e não percam eles domingo dia 4 de Fevereiro na Fenavinho!
Vai lá no Orkut:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=87728
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
Sem Título
Sim, eu te vejo em meus sonhos
Eu me iludo com bobagens
Eu te espero há anos
E te esperaria eternamente
Se não fosse o medo que me provocas
Que culpa eu tenho de te querer intensamente
A mesma culpa que não há neste sentimento ingênuo
Noites a fio
Aqui, eu ao relento
Esperando o que não vem
Esperando talvez que um dia uma melodia será minha
Alguma palavra será doce
Tua boca calando a minha
Anjo maldito que habitas o paraíso
Cabelos negros tirados do vento
Sinta-se como ouro
Em seu belo altar selado com sons de antigas canções
Admirado por quem a mim provocas iras inconstantes
Atormenta-me esse vazio impertinente
Essa dúvida cruelmente sustentada
Incertezas jamais confirmadas
Respostas não encontradas
Um gelo que corta, que me rasga
Sim, talvez a cada dia eu me iluda mais
A cada novo fragmento e estrofe eu me apaixone mais
Simples gestos e toques eu me reserve mais
Porque o medo me invade e a coragem esconde as armas
Os teus olhos cravam cada vez mais esse espinho que não sai
É sempre uma espera solitária
Uma flor num campo com seu perfume esperando ser aspirada
Algum dia ser amada
Esperando ser tocada pelas mãos que me despertam de sonhos atrapalhados
Situações mal explicadas
Que confundem minha mente atordoada
Guardo comigo apenas lembranças
Pois eram apenas tristes coincidências
Fatos que não se repetirão
Vontades que nunca se saciarão
Calo-me na dor da perda
Perda que nunca havia ganho
Outras mãos o tocam com tanta leveza
Como mereces ser tratado
Por ter sido feito à mão
Tão especialmente imaculado és
Que a ti lhe reservo poemas feito canções
Canção por mim concebida
Escute a suave canção
Algum dia ao pé do teu ouvido
Minhas palavras se tornarão um simples repetir de versos
Mas com toda a emoção que me serás permitida
Pela alegria da vida por ter vivido sempre de sonhos
Meus contos infantis
Que me acompanham com esperança
Fazem de mim alguém que espera desde a partida
Por favor
Sei que és tão elevado para mim
Mas não me empeças de sonhar com tuas belas feições
Deixe-me ser feliz ao menos dessa forma absurda
Dessa forma incompreendida
Insana e surrealista
Desprendo-te de mim
Mas deixo a lembrança do teu sorriso
Leve-a também contigo
Mas o meu quando disseste adeus
Agora o frio que arrepia a pele sabe que os ventos estão longe demais
Para realizar um pedido meu
Querer ao menos uma vez
Saborear um beijo teu
Mulher Moderna - A Crônica!
Voltei para casa, ônibus lotado. Uma tempestade se aproximava e o vento que entrava pela janela bagunçava todo meu cabelo. Chuviscos sempre causam desconforto para cabelos femininos.
Amanhã volta a mesma rotina. Amanhã? Feriado! Ótimo!!!!
Alguém aí ensina uma solteira passar um feriado sem reclamar?
OK. Desisto. A gente sabe fingir muito bem. Por que eu queria ser tanto uma mulher, ainda garota, independente?
Pelo menos agora eu estou livre. Mas de quê? Até de um torpedo piscando no celular de madrugada, de um interfone tocando, de uma companhia no cinema ou no sofá.
Como se volta atrás? Queria tentar de novo. Busco resposta. Se bem eu nunca conheci uma “ex-mulher independente desencalhada” Isso existe? Nossa olhem como está minha imaginação...
O Super-Poderoso das Américas!
Embora esse também, pois até Deus ele desafia.
" Nada nem ninguém poderá nos desviar do caminho para o socialismo bolivariano, o socialismo venezuelano."
Hugo Chávez, presidente da Venezuela
Se vocês estão por dentro das últimas notícias, certamente já estão cientes do que o ‘fabuloso’ Senhor Presidente da Venezuela está aprontando por lá. Sim, agora ele está causando inveja ao Super-Homem. Ele é o presidente Super-Poderoso da América Latina! Não compreendeu a ironia? Pois bem. Esse tal Hugo Chávez, vai governar seu país por decreto, isso mesmo por decreto durante 18 meses. Recebeu ontem esse poder. A partir de agora ele poderá fazer o que bem entender. Ops..mas ele já faz isso.
Seus projetos incluem nacionalizar importantes empresas dos setores de energia e telecomunicações, como a empresa de telefonia CANTV .
O que Chavéz está fazendo, não só ele, mas como os demais presidentes que seguem sua louca forma de governar uma nação [NOSSO PRESIDENTE OS APÓIA] , querem implantar o chamado Socialismo do Século XXI. Isso é a maior cláusula para separar de vez os países latinos e deixa-los como sempre, em fase de desenvolvimento. Prejudica Brasil, Argentina e o Chile, hoje, talvez seja o país Latino-Americano que mais se aproxima dos padrões europeus. Não é de se admirar que aos poucos o foco da atenção para investimentos estrangeiros não seja mais Brasil e cia, mas sim Índia, Tailândia ,China (principalmente). Uma pena.
União Européia: o nome já diz. O que os países da EU conseguiram foi com a união dos seus governos. A América Latina tem tudo para dar certo. Pelo jeito, se depender de alguns nunca se ouvirá esta frase; Latinos, uni-vos!
Alguns comentários:
"Estamos diante de uma nova era na Venezuela, baseada na ideologia e em uma maior intervenção do Estado na economia, mas, por ora, está restrita aos setores estratégicos", disse à BBC a especialista em Venezuela da revista britânica The Economist, Fiona Mackie.
Mackie prevê que o chavismo se "radicalizará" ainda mais no futuro.
“A mudança de ministério e sua iniciativa de criar um partido único refletem que Chávez quer se livrar de possíveis traidores e que nomeou ministros que não questionarão suas idéias", disse. "Os duros tomaram o poder."
