quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Falando em TV...só para atualizar

Natal e Final de Ano são duas coisas realmente deprimentes. Ao menos que você faça parte daquela mínima porcentagem de gente que tem muita grana no bolso. Ta, só isso não importa. Mas é sempre uma solução. Ainda bem que o Natal já passou. É que Natal e Fim de Ano deveriam ficar vem distante no calendário para não recebermos de uma vez um monte de programação besta. Sim, vou me restringir às programações bestas. Nada de vitrines com Papai Noel e neve e você pingando de suor (ao menos que você sinta frio por causa do ar condicionado). Bem que os pais poderiam transformar seus filhos em pessoinhas mais inteligentes fazendo-os perguntar porque o tal velhinho não sente calor....

Por que todo fim de ano tem Roberto Carlos na Globo? E os mesmos filmes natalinos, de neve e sobre Jesus de Nazaré em todas as emissoras? Pelo menos, até agora, Esqueceram de Mim I, II, III.... ainda não pintou por aí!
Mas, eis que a emissora que mais copia a Globo (só será cópia perfeita o dia que tiver também metade da população brasileira para si) resolve fazer um especial do Fábio Jr. Se não bastasse RB agora FJ na Record.
Sim, nada se cria, tudo se copia. Este motor move a Televisão Brasileira.

P.S: Falando em TV, Cristiane Finger ficaria horrorizada se visse Juremir Machado da Silva em sei programa comentando co uma camiseta verde-limão.
Sim, foi uma cena, para mim, já acostumada em saber que em TV o que vale é a aparência, ver isso.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Qualquer coisa, menos política


Especialistas em moda 'detonam' estilo Cristina

Para críticas de moda brasileiras, Cristina Kirchner é 'cafona' e 'inapropriada'.Neste domingo (28) ela foi eleita a primeira presidente mulher da história da Argentina.

Se as eleições na Argentina fossem um grande júri de moda, provavelmente Cristina Kirchner não teria sido eleita presidente. Para duas brasileiras especialistas em moda e estilo, a vaidosa primeira-dama é "cafona", "exagerada" e "inadequada".

fonte: G1


Em todo o lugar é assim, mas tinham que ser justo os brasileiros a meter o bedelho na nova presidente da Argentina? Se ela fosse gorda, feia, 'básica', se ela fosse a Bachelet, ninguém ia comentar o quarda-roupa de Cristina Kirchener. Ô povinho!!!
Até parece que para ser um bom político você tem que andar bem vestido. Nossa, Gisele Bündechen para a presidência do Brasil.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Além das Redes de Colaboração

Ontem, o ciclo de palestras Além das redes de Colaboração, etapa Porto Alegre, foi finalizado em grande estilo pelo Gerbase (adoro!!)e pelas discussões sociais sobre TV Digital do Sérgio Amadeu. Não que Luiz Fernando Soares não tenha esclarecido todas as questões técnicas, mas já havia participado de muitas palestras sobre TV Digital e a parte social era deixado de lado. Nem na minha Faculdade de Comunciação, as possíveis mudanças sociais foram debatidas, salvo as aulas do professor Biz. Enfim, fez uma excelente apresentação.

Fiquei pensando que teria causado a baixa participação de pessoas. Mesmo que a conferência era transmitida pela Internet, acredito que a presença física em eventos como esse é muito importante. Queria que o Alex Primo tivesse participado do último dia também. Pretendo, um dia quem sabe, fazer meu mestrado da UFRGS e ter aula com ele. Conheci o trabalho dele depois que me tornei uma viciada por cibercultura e com as aulas de Jornalismo Digital. Mas ainda não sei se levo jeito para isso. [crises]

Ah, sim, a falta de pessoas. Minha visão lá era de estudante de jornalismo. Eu não era uma programadora ou ativista por software livre (ta, não sou discípula da Microsoft, mas sou como a grande maioria da população que faz uso de algum SO), como a grande maioria que estava lá era. Participei de todos os dias, dormi na terça-feira. Segunda foi a melhor palestra. Às vezes acho que participar de conferências como essas valem muito mais que ficar numa sala de aula. Poderiam acontecer mais vezes eventos como esse. Alguém viu ele ser divulgado na mídia? Vi um Box no jornal do Comércio um mês atrás.

A revolução digital colocou as pessoas diante de uma nova realidade. Todos estamos na era do conectado. E esse mundo nos rodeia. Não pertence mais apenas aos técnicos dos códigos do Vale do Silício. Embora muitos debatam sobre isso, sinto, infelizmente, um grande desprezo por estudantes de Jornalismo pela área do online. Todos reclamam da cadeira de Jornalismo Digital. Nossa! É uma realidade que não tem como esconder. Sim, há muitas coisas nela que devemos mudar como discutir a inclusão digital e os problemas decorrentes da facilidade do uso da ferramenta tecnológica para fins maléficos. Mas como tem gente saudosista e que optaria pelo mundo da máquina de escrever. Oras, medo que o jornal acabe? Que ridículo! A TV não substituiu o cinema nem o rádio. Assim como a Internet não vai acabar com isso.

E eu defendo o diploma. Já discuti isso num trabalho da faculdade, e o Túlio Milmam estava presente dizendo que não era a favor do diploma. Ok. O jornalista passou de intelectual para técnico da informação. Mas uma formação profissional é fundamental. A universidade abre os olhos para conhecermos o caminho tão amplo que é a área da Comunicação. E com o mundo digital também (amplo).

Se bem que tem gente na minha turma que continua com os olhos fechados. E não sei o que aquelas gurias que SONHAM em ser apresentadoras do Tempo fazem lá. Essas sim, que acham um saco quando fala-se em Lévy, Adorno, Lasswell, ...não precisam de faculdade. Aprender a segurar um microfone na mão não precisa de 4 anos de faculdade. Por isso que tanta gente na imprensa fala merda. Faz meda. O pensar ainda é importante numa universidade. Não somos, ainda, robôs. Somos racionais para quê? Para não pensar e preferir a reprodução mecânica e contínua das mesmas coisas sempre? [a partir do meu semestre que vem ]
Nem todos pensam em enfiar tudo no lead. Ainda existem os que pensam no novo.

Mas, ultimamente, não são jornalistas que pensam nesse novo (talvez aí o Alex Primo tenha razão na questão do diploma).....

Continua outro dia.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Um novo jornal para nós!

Que o jornalismo diário está precário todos nós sabemos. Seja pela falta de vontade de mudança das editorias que se contentam com o modelo ultrapassado e conservador ou seja pelos velos jornalistas que sempre repetem o mesmo modelo. Ou porque os novos jornalistas são obrigados a enquadrarem-se no modelo do maldito lead. Todos trabalham diariamente atrás do ritmo do relógio, para dar conta da fórmula das seis perguntas. Sim, quem disse que o jornalismo não pode ser algo exato? Engana-se quem acabou de entrar numa faculdade de comunicação e acha que as fórmulas estão longe do nosso cotidiano.
Temos que nos enquadrar nas exigências do mercado, a correria cotidiana não permite mudanças. Será? Será mesmo que não poderemos colocar umas pitadinhas de bom gosto ao modelo tradicional? Por que será que o jornalismo online está ganhando tanta força ou até mesmo um jornalismo alternativo, como a Piauí? Sim, há gente que não é mais um numa massa e que quer coisas novas. Há pessoas exigentes. Que bom. Que bom que exigência + vontade de mudança ainda exista na imprensa.

Hoje, estou lendo a segunda edição do Jornal da Capital. Engana-se quem acha que seja mais uma publicação gratuita de jornalistas fora da grande mídia gaúcha. Kronica, Destak e etc não apresentam mais nada de diferente e novo.
Jornal da Capital, mesmo apresentando destaques bem bairristas (essa edição traz mais uma matéria sobre o prazer de se ter uma cidade chamada Porto Alegre), tem pautas bem interessantes. Daquelas que não veríamos num jornal diário. Tá, mas o jornal é mensal. Ok. Porém, com pequenas condições, ele consegue fazer o que nem em edições especiais de final de semana, uma Zero Hora faria.

Pautas bem interessantes. Ao mesmo tempo em que são simples, nos faz perguntar porque não foram pensadas antes. Destaques para os contos enviados por leitores (essa edição é estampada por um quindim!!!). E sem aquela frescura que quem foi aluno da Bete, na Famecos, já conhece.

Vida longa a jornalistas assim. A iniciativas assim. Ao jornalismo impresso (que muitos dizem estar morrendo).







-> 1ª edição do jornal

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

"Cumpridor de honrosas missões políticas no exterior, mensageiro do internacionalismo militante no leste do Congo e da Bolívia, ele despertou consciências na América e no mundo", disse Fidel, 81, a respeito de Che".

Folha Online


sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Quem matou a noção?

Estou realmente pensativa hoje. Ou estou durante a semana inteira. Passei um mês quase sem pensar coerentemente. E hoje de manhã comecei o dia bem. Fiquei chocada com a falta de educação de certas pessoas que usam o transporte público de Porto Alegre e não possuem consideração pelos outros que também estão usando esse mesmo transporte. Por que ninguém abre a janela? Disse uma vez uma mulher loira fatal: “Não quero estragar meu cabelo”; e eu lá, quase desmaiando, claustrofóbica que sou. E ainda os que passaram o tempo todo sentados querem ser os primeiros a descer, e te empurram se tu não der as licença pedida. Fora as questões de faculdade: pessoas que ainda vou descobrir quando eu me formar, qual o motivo que as fez ficar quatro anos numa universidade olhando besteiras numa aula de Jornalismo Digital. Tá, pode ser que ficar olhando um blog com histórias de ninfetas não seja, mas naquela aula, não era relevante.

By the way, há uma semana, se intensificando hoje, todo mundo nesse país tropical está comentando e se perguntando, afinal, quem matou Taís? É que, bom, se tem alguém que não saiba, feliz dessas pessoas, mas o Brasil inteiro está se reunindo e tentando discutir quem matou a tal. Volta e meia, ouvia alguém comentando isso ao meu redor.Tudo bem, tem gente que até ficava falando pra tirar sarro, mas na minhas aula de ontem, alguém teve a feliz idéia de largar um “quem vocês acham que matou a Taís?” O engraçado que foi num momento de silêncio, e que a pessoa estava falando sério. Hoje, na mesma aula de Jornalismo Digital, enquanto meu professor ficava indicando endereços de sites beeem legais, tinha alguém, na minha frente, olhando as notícias do G1 sobre quem matou a Taís. No Jornal do Almoço da RBS, a ‘menina do tempo’ estava na Redenção e entrevistou alguns perdidos pelo parque em busca da resposta para a pergunta mais filosófica do ano. E até um cara, se não me engano era corretor de imóveis, foi localizado como sendo o sósia do Olavo (personagem do Wagner Moura na novela). Diz ele que, depois da novela, as pessoas passaram a comentar e muito sobre sua semelhança com o ator. Se não me falha a memória, o Wagner Moura não é de TV, lógico que público de novela e do tubo de raios catódicos não sabia quem ele era: excelente ator de cinema e que estava no recém Saneamento Básico - o filme (do Jorge Furtado). Ou melhor, no mais último ainda Tropa de Elite. De quem é a culpa ? não sei. Outra pergunta como matou a Taís. Pelo menos essa todo mundo vai ficar sabendo hoje à noite. Milhares de pessoas se reúnem para saber-discutir-procurar-etc quem matou a parte má da Alessandra Negrini, como se isso fosse um fato realmente relevante para a realidade da população. O Renan? Ah, não interessa mais. E a resposta da minha pergunta ficará no vácuo por mais algum tempo.
Não critico novelas. Muito pelo contrário. Acredito no potencial artístico que algumas delas carregam, como a Vidas Opostas, da Record. Excelente roteiro e atores. Uma proposta diferente para quem se acostumou com a mesma fórmula de sempre. Se bem que o lance do ‘quem matou quem’ estava demorando para reaparecer. O último foi ‘quem matou Lineu?’.

Mas até a (ó) tão conceituada RBS - parte jornalismo - entrou no saco da novela. A já citada menina do tempo e o Lasier papel Martins encerando seu comentário político (que aliás, ele e o Paulo Santana não fazem mais comentários né) perguntou a Ranzolin a mesma pergunta que eu vejo todo mundo fazendo.
Ok, em tempos de escolha de O Ano Em Que Meus Pais Saíram De Férias ter sido escolhido para representar o país no Oscar, o troféu nonsense vai para?

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Renan Calheiros e sua definição de Voto Aberto


Imagine um homem como esse aí da foto. Só podia ser político pela pose. E na situação da política nacional só poderia ser pose de Renan Calheiros. Essa é a melhor foto que um fotógrafo conseguiu fazer dele. Deve ser atual. Está no Estadão de hoje. Mas, pelo peito estufado, não me admira ter proferido a seguinte frase: "Então, o voto secreto é uma conquista da democracia"
Ok. Nós também achamos que é democracia votar em alguém para ser Senador, representando nosso estado para não saber, num caso como esse, no que eles votaram: absolvição ou cassação.
Nem queremos saber mesmo. Afinal, não interessa nem um pouco. Não muda nossa rotina.




terça-feira, 25 de setembro de 2007

O que é liberdade?


Assim que eu terminar de ler um dos livros mais interessantes escritos por um jornalista que eu já tenha lido (Deus é Inocente, a Imprensa Não - Carlos Dornelles), explico meus motivos anti-Bush e anti-política americana.
Fonte: Folha Online

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Eu, egocêntrica

Resolvi dar um tempo nas minhas indignações políticas. Parei para analisar tudo isso. Toda essa merda que me rodeia.

Então, estou fazendo umas análises freudianas das pessoas. Acredito que os valores da sociedade estão todos perdidos ou eu sou bem velha. Na verdade, assim como o Juremir, eu já nasci velha. De criança, a única coisa além da estatura e cara que me faziam ser criança mesmo, era a minha paixão pela Barbie. Hoje eu acho que eu era meio egocêntrica, mas não, hoje sei que a minha maior qualidade são os pensamentos que meu cérebro sustentam. E desde criança. O primeiro livro que eu li foi Mário Quintana e com 12 anos já tinha fascínio por Machado de Assis. Depois claro por Marx. E, não sei porque, mas todas as pessoas que simpatizam por Marx antes do Adam Smith recebem estereótipo de bicho-grilo. Ainda mais de um dia tu fizer Ciências Sociais, nem que por um semestre. Mas ainda tem pessoas ignorantes que acham que olhar para a história e admirar velhos lutadores, a grande maioria com tendências socialistas, é anacronismo. Que o diga um jornalista aí que escreve num blog de política gaúcha. Pena que estudantes de humanas são estereotipados assim. E ele manda: “alguém avise a eles que o Muro de Berlim já caiu”. Parabéns. Cegos em meio a essa sociedade, quem levanta a voz é socialista, marxista e etc. Lutar e exercer a cidadania é coisa de socialista que ainda não foi avisado. Só o Che virou pop.

Não vi a palestra do Mainardi na PUC, mas em tempos de Internet, o Youtube me contenta. Triste ver um cara estimado como ele falar certas asneiras como a de que o diploma universitário não é importante. Mais triste ainda é ver estudantes de jornalismo batendo palmas considerando belas as palavras do ‘ícone do jornalismo brasileiro’. Ocorreria o mesmo da UFRGS? Ou só na PUC, em que os alunos se orgulham de serem mais uns robozinhos prontos para serem abraçados pela RBS, acontece isso?

Sinto saudades do meu tempo nas humanas em que o pensamento era bem-vindo. Mas, ainda acredito num outro jornalismo. Ok computer.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Vergonha Nacional = Senado

Nesses últimos dias, com a falta de vergonha na cara de certos políticos, nós assistimos incrédulos a esses julgamentos que não dão em nada. Nada ocorreu com os mensaleiros. Nada ocorreu com o Renan.

Isso mostra a mais nova casa-problema do país. Não é o BBB, é a casa da Vergonha Nacional.

Quanto mais links para o Senado com o nome Vergonha Nacional, o Google indexará o termo como primeira referência.

Tinha que fazer isso. Há vários blogs que estão postanto vergonha nacional lincando com o Senado. Vi no Nova Corja, no Grande Abóbora e no Enfim. Parece que a campanha começou com o Rodrigo Stulzer.

Verifique buscando no Google.

Vamos lá, pelo menos a blogosfera se une e mostra alguma coisa.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

O Congresso morreu

Ou o Congresso morre ou morre o Renan.
O Congresso morreu.
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Muda. Foi essa a minha reação quando fiquei sabendo da absolvição de Renan Calheiros ontem à tarde. Não acreditei. Fui conferir no site da Folha o que meu chefe tinha me falado. Que vergonha. O URGENTE estava lá, piscando em vermelho com a manchete confirmando o que eu não imaginava que aconteceria. Mas no fundo, tratando-se de Brasil, estava quase (quase porque eu não falo, mas sou esperançosa) certo que isso terminaria assim. Como sempre foi antes. Que pena. Infelizmente, depois disso confirmei o que há tempos eu tentava achar motivos para negar. Não vai mais dar certo. Não sou pessimista. Virei realista. Não vou falar ‘que absurdo’ pois todo mundo está falando, todo mundo fala isso e depois vira a cara. Sim, digamos que o Congresso não é nada. Sim, claro, devem pensar que é muito longe e não afeta ninguém. Mas disse Ricardo Berzoini “o Senado vem contribuindo de forma decisiva para o país”. Ah, tá! Por isso o Renan foi absolvido.

Aham.

Foi absolvido porque há uma história bem conhecida. Ele talvez conheça muito bem e se encaixa num protagonista muito bem adaptado. Renan Calheiros e os 40 ladrões.

Os senadores gaúchos afirmam que votaram pela cassação.
Pedro Simon – PMBD: mesmo partido que Renan. Siiiiim, ele ia fazer isso.
Sérgio Zambiasi – PTB: acredito que ele não votou pela absolvição. Mas foi um dos que se calou. Um daqueles 6.
Paulo Paim – PT: Se o Lula não fez nada e se manteve neutro, o que esperar de um senador petista?

Em tempos de comemoração do 20 de setembro, maior dia do orgulho gaúcho, eu gaúcha, não tenho nenhum orgulho desse estado e de seus eleitores que nada fazem. Aliás, não fazemos muito coisa há muito tempo.

Depois disso ficou claro para quem quisesse ver e entrou para a história que não existe mais esquerda no Brasil. Na verdade, desde que o PT tomou o poder maior, desde que Lula deixou de ser o homem que lutava pelo povo, desde esses tempos não existe mais esquerda. Talvez a esquerda nunca existiu na política. Alguns intelectuais teimaram em dizer o contrário ou eles mesmos se posicionar a frente de ideais socialistas.
Tanto é mentira que o lema “Ordem e Progresso” nunca foi discutido como um ideal positivista e burguês.

A imprensa seguiu na ‘imparcialidade’.
Que pena.


Outra coisa. Achei o maior fim o que fizeram com os deputados que tinham permissão para entrar. Muito mais com a Luciana Genro. Não que eu simpatize com ela, mas ceixe ela lá. Filha do PT ela ainda conserva o o que eu achava que o PT tinha.

E sábado eu tenho aula de Ética. Engraçado, todos alunos da PUCRS tem essa cadeira. E daí, a gente lê aqueles textos pobres sobre ética e enxerga um absurdo desses na mídia. Se o que aconteceu não é Ética, eu sou uma pessoa muito boa. Mesmo que durante minha aula hoje de manhã tenha compactuado com minha colega de que 'fuzilaríamos' meio mundo.
O meu totalitarismo é bem benéfico. As pessoas que minha cabeça explodiria são pessoas bem......procurando palavra......inúteis numa faculdade de jornalismo.

Tá, às vezes nem eu sei porque eu faço jornalismo.
Por favor, se algum estudante/jornalista ou qualquer um ser social pensante ler esse simles e modesto blog que não tem outra função para sua existência a não ser representar mais um domínio para a Internet e um usuário para o Google gerar mais cifras (ufaa, frase longa não pode haha) leiam esse livro: " O beijo de Laumorette " do escritor Robert Darnton. Preciso de alguéwm para comentar visto que eu sou a única pessoa que tenho notícia que leu esse livro. Um dos melhores livros que já li em toda minha vida.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

O PT de ontem, de hoje e de amanhã

O PT é um partido que nunca deveria ter ganhado uma eleição para presidente do Brasil. Muito menos, reeleição. Poderia ter ficado no governo dos estados, nas capitais e cidades país a fora, mas Presidente da República, jamais.
Por que? Oras, o PT nasceu com o intuito de ser o Partido dos Trabalhadores. Dãaa, vide sigla. Tá, mas deveria ser dos trabalhadores, do povo, para o povo. Hoje em dia, ele pode ser para qualquer coisa, menos para quem trabalha, porque nem eles (petistas) trabalham.

Recapitulando. Quando o PT surgiu, com a figura de um humilde trabalhador barbudo de nome Luiz Inácio da Silva, vulgo Lula, mais vulgo ainda Lulla, ele era aclamado em debates, em comícios, em qualquer palanquinho político. Os utópicos socialistas sonhavam que aquele homem de idéias fortes e honestas pudesse governar a nação. O país nas mãos dele daria certo. Iria para frente. A corrupção não teria vez. Os trabalhadores iriam ser honrados. O povo ganharia uma chance nunca oferecida. Mas, aquele homem analfabeto teve vários inimigos e obstáculos em seu caminho. Da Globo até um certo intelectual conhecido como príncipe dos sociólogos. Mas, em 2002, o povo cansou de vários estereótipos de presidente e elegeu ele, sim, o 'Marx dos novos tempos'. Marx a essa hora se revirou na tumba e jamais me perdoará pelo sarcasmo, até porque, de Marx o homenzinho só sabia uma frase e a colocou fora do contexto.
Lula, o metalúrgico analfabeto que tinha fome de luta, remou anos até andar no seu próprio jatinho. O barbudo ganhou as eleições numa época em que o povo estava desiludido e via naquele homem a última esperança. Todos sabem que o Brasil é um país de nomes. Então, o único nome na cabeça das pessoas, que martelava há décadas, era Lula. Ainda não era Lulla. Contra ele, só os fiéis tucanos, conservadores, os de direita. Os que não gostavam de revolução. Os positivistas que acreditavam na Ordem e no Progresso.
Mas a grande maioria foi de vermelho. E de lá pra cá, todos sabem o que vem acontecendo. Infelizmente.

Infelizmente porque o PT nunca deveria ter ganho nada. Assim, ainda restaria uma pontinha de esperança. Ainda teríamos exemplos de luta, de vontade, de revolução, ou pelo menos, de vontade de lutar. O PT podia saber tudo de teoria política, mas quando entrou em contato com o PODER, esqueceu da cartilha da ética.
Mas e agora? Que líder político temos? Em quem confiar? Em quem se espelhar?

Todos nós, deixando de lado nossos posicionamentos políticos e fazendo uma análise weberiana dos fatos, nem que seja inconsciente, sabemos que no Brasil, a esquerda não existe mais, a direita é burguesa e enfeitada, e os novos socialistas são o PT de antigamente.

Recém iniciado o novo mandato, Lulla assiste de camarote as indicações para o sua sucessão. Quem, em sã consciência, elegeria Marta Suplicy? Que ela não utilize do fato de ser mulher para iludir uma nação. Até porque, brasileiro tem uma memória muuuuito curta. Ela até pode utilizar em sua campanha um slogam do tipo: "Vote Marta, assim você relaxa e goza".

Outros nomes estão nessa reportagem da Folha.

Então, quando é que os proletários do mundo inteiro vão se unir para exigirem que a verdadeira ideologia entre em cena?
É o que eu sempre digo: não é só porque as idéias de Marx deram errado que as de Adam Smith estejam totalmente corretas.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Eu só queria um local para deixar escrito isso, sei lá, para um dia me arrepender de não fazer nada caso o pivô de uma guerra seja a água e quem sabe, do Iraque ao Brasil.



Mundo Estranho: agosto 2007

Qual o país mais falido do mundo?



Sudão. IRAQUE é o segundo colocado.



JC: 29/08/07



Bush diz que que vitória no Iraque afetará todo o Oriente Médio



"A região seria dramaticamente transformada de forma que colocaria em risco o mundo civilizado."



(...) defendeu ainda que a guerra é a única solução para o Oriente entrar na democracia.

O que um país fodido pode fazer?

Só sei que numa lista de 177 países o Brasil ocupou a 117º posição.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Uma banda chamada Pink Floyd


Acabei de ler o primeiro capítulo de um livro que, diga-se de passagem, é uma obra prima como o disco de nome homônimo. O livro The Dark Side of The Moon - Os Bastidores da Obra-Prima do Pink Floyd foi escrito por John Harris e lançado no Reino Unido em 2005. No ano passado, ele chegou ao Brasil traduzio por Roberto Mugiatti. O disco se tornou, antes de virar uma referência da música, um mito.

Nas 244 páginas, o autor de "The Last Party: Britpop, Blair and the Demise of English Rock", e jornalista do "The Guardian" ,"Mojo" e "Q" revela detalhes dos músicos em estúdio, do relacionamento entre eles e curiosidades relacionadas ao disco que, na Inglaterra, país de origem, consta na coleção de 3 a cada 5 ingleses.

Pink Floyd ficou um tempo adormecido na minha discografia básica. Diga-se de passagem sempre foi uma das minhas bandas preferidas. Syd Barret, falecido recentemente, foi um dos primeiros artistas no rock experimental que eu tive contato. E David Gilmor sempre foi melhor que Roger Waters na minha visão.

Uma vez, um amigo meu me emprestou o disco (The Dark Side of The Moon) e eu 'pirei' na banda. Naquela época, Pink Floyd pra mim se resumia em "Wish you where here" e " Another Brick in the Wall".

De lá pra cá, e isso já faz uns bons anos, Pink Floyd passou a signifiar muito pra mim. Do psicodelismo ao progressiso, tão criticado depois na década de 70, a banda se tornou ímpar. Nenuma banda conseguir fazer o mesmo tipo de som, com a mesma intensidade e emoção que David Gilmor, Roger Waters, Nick Manson e Richard Wright (outrora Barret) conseguiram fazer.
Não é apenas uma viagem que você faz deitado no cama. Não é apenas uma banda que soube aplicar as melhores técnicas de som para a época. Não é apenas uma banda que soube ir do experimentalismo ao progressivo tão bem. Não é apenas uma banda que conta com integrantes tão singulares e um egocêntrico chamado Roger Waters. Não é apenas uma banda que entrou para a história do rock. Não é apenas uma banda que entrou para a história do pop. Não é apenas uma banda que nunca vai deixar de ser esquecida ao lado de gigantes. Não é apenas uma banda cheia de qualidades e alguns defeitos. Não é uma banda qualquer. É por todos esses motivos que a banda é tão misteriosa e tão importante para mim.



Mas é uma banda que faz você ir além. É uma banda que faz você pensar. Você pensa? Você existe. Vive? Da crítica pura social ao vazio do cosmos passando pela loucura interna você certamente vai descobrir um imenso vazio nisso tudo que chamamos vida. Vazio se você não souber preencher. E se não souber, outros aplicarão em você fios de silício e aí sim, você pode diz ok para a expressão pós-humano. Mas enquanto, somos apenas humanos, isso basta.
A história continua.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Políticos

Esse blog não é sério. Eu não sou séria. Eu sou uma piada. E lógico que se o assunto fosse política iria ser da mesma forma. Tá, eu sou séria e nem contar piada sei. Visto que vulgarmente sou chamada de nerd. hahahah


Mas o foco era políticos. Ah! essa gente faz cada coisa. Para começar:

Viram o presidente recém eleito da França Nicolas Sarkozy depois do Photoshop? As fotos retocadas obviamente saíram na revista Paris Match. A L'Express mandou bem nos originais.


Fonte: A Nova Corja

Outra, mais interessante ainda, é do nosso Ministro da Justiça Tarso Genro 'fumando um cachimbo da paz'.

Mazáaaa

Fonte: Bem Paraná

Mas prefiro as fotos das férias do presidente da Rússia Vladimir Putin nas montanhas da Sibéria.
A pose do cinqüentão hiem!

ôo físico!

Fonte: Folha de S.Paulo

ZH mente ou a Opinião enrola?




White Stripes era o show que ia salvar Porto Alegre do isolamento dos bons shows que há tempos não aconteciam por aqui.
A Zero Hora, com sua credibilidade incontentável, estampou na capa do Segundo Caderno a seguinte matéria:




"É promessa da Opinião Produtora: o duo americano White Stripes, um dos principais nomes do rock contemporâneo, virá a Porto Alegre este ano.O show está anunciado para 27 de novembro, no Bar Opinião".


Ok. O 'deve' da manchete não condiz com o 'é promessa'.


De conteúdo mínimo, só a grande foto dos irmãos Jack e Meg fizeram fãs como eu se derreter em cima do jornal imaginado a noite do dia 27 de novembro. Um dia depois do meu aniversário. Em ia ficar velha beeeem mais feliz.

Porém, a blogosfera se puxou e muitos blogs começaram a discutir o assunto. Procurando sobre a veracidade dos fatos, o Grande Abóbora comenta o seguinte:


"A Opinião Produtora já havia prometido um show dos Guns ‘n’ Roses no Olímpico em maio. Não deu certo, não sei se por causa da banda ou do própria produtora.
O Opinião é pequeno. Isso deve deixar elevado o preço dos ingressos".


Tá. Adiante.


O que me deixou confusa foi a declaração da assessoria de imprensa da Opinião Produtora publicada no blog O Vale das Bonecas: "Opinião Produtora vem por meio desta notificar que não houve repasse de informações oficiais acerca de eventos internacionais realizados pela mesma. Nesta conjuntura, a empresa não assume qualquer responsabilidade pelos dados divulgados".


Meu amigo mandou um e-mail para o mesmo cara que respondeu o e-mail acima. Olha a resposta:


"O show não tem previsão para ocorrer. Att,

Vicente MedeirosAssessoria de Imprensa - Opinião Produtora ".


Nessa altura eu já nem sei quem está falando sério.
O talvez definitivamente me irrita.


Uma pena, porque vamos combinar, o que está ocorrendo de bom no quesito shows internacionais nessa cidade que se gaba por ser a capital da efervescência cultural e por ter seu rock alternativo que a difere das outras?

Desculpem, isso é um desabafo. Sabe quando você é criança e vê um monte de shows ocorrendo e tu só pode ver aquilo que a TV te passa? Pois é, foi assim que eu vi Eric Clapton fechando um RBS Notícias há muito tempo atrás. E pensava que quando eu crescesse, ahh sim, daí eu ia poder ver algo bom.

Só vi Pearl Jam. Em 2005. 28 de novembro de 2005. Pensei que dois anos depois eu ia ficar feliz novamente na semana do meu aniversário. Mas como eu sou brasileira e não desisto nunca. Ok, veremos.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Esqueçam a música

Há tempos eu não dedicava a meu domingo um pesseio pela Redenção para tomar um chima. Aproveitando que ontem alguns shows bacanas aconteceriam em razão do encerramento da Semana da Juventude (promoção da Secretaria Municipal da Juventude), e entre eles estava Locomotores, uma banda beeeem bacana que conta com integrantes ilustres do cenário musical porto-alegrense como o Bocudo (ex- Cachorro Grande) e Márcio Petracco. Antes que o céu desse os primeiros sinais de que viria chuva, uma quantidade enorme de adolescentes quase iguais esteticamente se reuniam em grupinhos. Roupas pretas, com listras, maquiagem preta borrada e etc, tudo para montar o estereótipo Emo. Claro, a terceira banda a se apresentar era uma das mais bem sucedidas do cenário emocore da cidade que alcançou grande projeção no Brasil através da MTV, a Fresno. Otto Gomes, Locomotores, Fresno e Acústicos e Valvulados era a ordem dos shows. Infelizmente, não era para curtir a música, para mostrar que a juventude é uniade e pode, com essa união, fazer protesto (familiares da Cristiana Cupini, morta em um assalto a banco na Assis Brasil, estavam lá recolhendo assinaturas para um abaixo-assinado pedindo que um projeto que determina horários de circulação de carros-forte vire lei). Aqueles gritos de justiça, aquela empolgação geral, mesmo com chuva, pareciam sinais de que a juventude (resumida numa maioria esmagadora a adolescentes com faixa etária de 16 anos) estava mesmo interessada em utilizar a música como protesto.

Bobagem!
Talvez nem a Secretaria pensa nisso. Aquilo era apenas uma obrigação política. Uma data no calendário da Secretaria.
Jovens não utilizam mais a música para alguma coisa, vide bobagens que aturamos diariamente na já mencionada MTV.

O que me fez chegar nessa opinião?
Oras! Gritos absurdos no show da Fresno fizeram-me crer realmente que as meninas que estavam lá sonhavam em pegar o vocalista e os meninos em utilizar as letras melodramáticas e com o mesmo conteúdo sempre em algo favorável a eles. Os meninos ultimamente estão mais emotivos. Emo.
Nada contra esse tipo de som que ultrapassou o limite musical e se tornou estilo de vida.
Todos gritavam ao final de qualquer mensagem profética a lá Paulo Coelho do Lucas (o vocalista): o não desistir deles não era o não desitir que outrora meus ídolos proclamavam. O dessa geração era: "ok, não desita se você levou um pé na bunda". ôoo saco!


Resultado: fim do show uma garota quebrou a clavícula e foi levada ao HPS. No microfone tentavam localizar amigos. Uma mãe desesperada procurava sua filha de apenas 12 anos. Sem contar outros anônimos machucados, perdidos. Mas o mais absurdo era a quaantidade de meninos e mensinas com 14, 15, no máximo 16 anos, fumando (maconha na minha frente) e bebendo.

Felizmente, Acústicos e Valvulados, banda que eu adoro, fechou a noite com chave de ouro. Era a apresentação do show acústico gravado no Theatro São Pedro.
Show mais calmo e comportado, assim como Locomotores e Otto Gomes. Bem diferente do que o da Fresno.

Rafael Malenotti, nos últimos instantes do show tocou a clássica música 'Sob um céu de blues', eternizada pelos Cascaveletes no voz do GRANDE Júpiter Maçã.

Não tem explicação. Eu, que amo o Júpiter e a música, fechei meus olhos esqueci a chuva e curti do jeito que eu sei curtir algo sem atrapalhar o espaço e a individualidade do outro (e outros ao meu lado).
Mas a música termina e não muito longe dali um garoto tentava manter em pé seu amigo que caiu assim que não encontrou mais suporto. Caiu e não vi ele se levantar.


A nova geração de jovens não vai mudar. Se queremos utilizar força ou a música (que a não ser para velhos saudosistas e amantes dos clássicos não serve para mais nada que não seja fins comerciais) devemos fazer por nós mesmos. Nós que ainda temos consciência de alguma coisa. Por mais mínima que for.

Enquanto os ídolos clássicos forem substituídos por imagens superficiais de beleza sem conteúdo, o futuro está perdido.
A música era a expressão de cultura mais forte que tinha no Brasil. O que os 'irmãos mais novos' da geração Renato Russo, filhos da geração Beatles, Mutantes, Caetano, estão ouvindo?

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Jornalistas x Internet

Jornalistas não entendem mesmo sobre Internet? Não sabem blogar???

Conflitos à parte, sugiro algumas leituras:

Por que os blogs de jornalistas não funcionam?


5 coisas que blogueiros ensinam aos jornalistas


Tudo isso por causa da revolta de blogueiros contra a campanha publicitária do Estadão. Não vi ainda, assim que puder assistir, comentarei o fato, já que aqui encontra-se alguém que bloga e que, obviamente, 'pertence' ao jornalismo.

Quem quiser ver, o vídeo está no Youtube.

Só acho um tanto imaturo jornais brigando com a internet...
O jornal não vai acabar assim como a intenet não vai tomar tudo. Cada um tem o seu espaço e deve ser respeitado, ao menos.

Bom, algumas matérias (em blogs) relacionadas:

Estadão contra os blogs?

Estadão contra blogs

Estadão faz campanha contra blogs

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Sobrevivendo às loucuras do trânsito em Porto Alegre

Andar de ônibus em Porto Alegre é uma loucura. Na verdade, não sei se são mesmo motoristas que dirigem os ônibus. Da Carris eu tenho certeza que não são, principalmente os que dirigem a linha D-43. Mas hoje tive a certeza de que a maioria dos motoristas de ônibus sãoaloprados. O ônibus que eu peguei na Osvaldo Aranha entrou no túnel da Conceição como se estivesse numa pista de Fórmula1. Eu, que estava no ônibus me segurando nos tais pega-mãos, senti a 1ª lei de Newton à vista. Eu desejava permanecer parada. Mas esse não era o objetivo do motorista quando quase me fez conhecer o chão do ônibus. Ele estava fazendo uma competição com vários outros motoristas e esqueceu de me avisar. Só pode ser isso. Depois de entrar buzinado na Mauá, chegou no terminal no Centro. Legal.
Legal nada.

Isso foi só um exemplo da má educação no trânsito. Não sei o que acontece com as pessoas. Mas isso acontece diariamente. Em alguma avenida, em alguma rua, enfim, em algum lugar dessa cidade maluca sempre tem um motorista achando ser o Schumacher. E infelizmente, esse 'achar' resulta nos milhares de acidentes que de bandeja aumentam as estatísticas. Assim não dá. Ninguém mais preza pela vida. Essa loucura e neura de tempo e hora faz com que todos se esqueçam de bom senso.
Imprudência. O carro é uma arma em potencial.
Ninguém quer combater isso?

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Ainda há muito para se ver....

Eu nunca entendi nada do universo de jovens de famílias de classe alta ou até dos que apenas atendem pelo nome de socialites, que pra mim, é tudo igual. Mas deve ser mesmo.
Minhas primeiras indagações foram naquele ano em que jovens de famílias ricas de Brasília incendiaram um índio, deitado num banco. Na minha inocência, não entendia por que aquelas pessoas que digamos possuiam tudo e o principal, acesso a ESTUDOS, tinham feito aquilo. E pior, nada aconteceu com eles, por quê? oras, porque se tivesse sido o contrário as coisas 'fariam sentido' no Brasil.

Quando aquela mulher, há algumas semanas atrás, foi espancada por outros jovens da mesma classe social dos acima citados, voltei a me perguntar. O que está acontecendo? Sim, porque as pessoas só tentam explicar o envolvimetno com o crime e com a violência de quem vive em locais periféricos já pré-determinados a participar do crime. E eles?
Ninguém explica.

Ontem, assistindo ao Domingo Espetacular na Rede Record, novamente fiquei pensando nisso. O programa exibiu vídeos que estariam na Internet(provavelmente no Youtube)da socialite Narcisa (sobrenome do qual não lembro), o neto do Brizola, o famoso Boninho, diretor da Globo (BBB lembram?) e outros jovens moradores de um dos bairos mais ricos do Rio de Janeiro, Ipanema. Para eles, apenas brincadeira. Mas para quem vê esses jovens atirando ovos e etc fora de suas janelas, jovens esses que não possuem mais 10 anos de idade. Mas que cérebro eles possuem?

O que está acontecendo com os nossos jovens?
Preocupados apenas com a aparência e o about me no Orkut?
Ridicularizar os outros já virou algo banal?

By the way, falando em Orkut, nas minhas milhares de voltas pela Internet achai esse Blog. Leiam o texto sobre o Orkut. Opinem e pensem, acima de tudo.