quarta-feira, 5 de março de 2008

O que a gente ouve...

Cada um que me aparece!
O mundo é recheado de pessoas que insitem em nos presentear com pérolas para a posteridade. E quer lugar mais propenso a isso do que a Famecos? Pois, em um semestre em que 80% das cadeiras são práticas, tem gente que se assusta com aquelas disciplinas em que "o pensar" é exigido.
Na Famecos, as disciplinas teóricas são empurradas para os primeiros semestres. Ou seja, como a grande maioria que entra no 1º semestre recém saiu do colégio e ainda não sabe o qeu quer da vida, tanto fez tanto faz ficar ouvindo um monte de coisa e pegar resumo da internet. Ou melhor, fazer resenha com a primeira e última página de um livro. Hiii, nesses quase 2 anos já vi e ouvi tanta coisa! Tem gente que passou sem nunca ter lido um livro. Ouvi isso ontem. ABSURDO.
Mas, esse enorme parênteses era pra ilustrar a pérola de hoje de manhã:
Aula de Sociologia da Comunicação. O professor (que pareceu ser um amor) perguntou esperando, é claro, um sim, se a turma queria que ele falasse o currículo dele. De extrema importância, ao meu ver, é tu saber quem é o cara que vai te passar um monte de informação e te fazer discutir em cima disso. Afinal, é pra saber se ele tem ou não capacidade, conteúdo, competência, méritos e blá, blá. blá. Isso, pra mim, e pra ti, talvez, mas não para a menina que estava ao meu lado que exclamou: "ah, não precisa, não vai fazer diferença mesmo..."
É, nada mais faz diferença. Não precisamos fazer a diferença. Vamos continuar assim, todomundosuperigual e escrevendo matérias copmo jornalistas semconceitonemconhecimento.
Isso me faz lembrar umas coisas tão engraçadas. Essas vou mandar pro Conversas Furtadas.
1) Aula com o Juremir Machado Da Silva:
- Um dia vocês até podem entrevistar o Gabriel García Márquez!
- Professor, quem é esse cara que tu tanto fala e a gente nunca ouviu falar?
- Ah, gente! a nossa colega não sabe quem é Gabriel Garcia Márquez. Vamos dizer o quê para ela?!

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2)Aula de Tecnologias Audiovisuais
- Falar de TV no Brasil, é falar de Chateaubriand...
- Esse é o que aparece na Caras?
- Caras?
- Sim, o Bruno Chateaubriand?
- Hã...

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3)
- Professora, quantas folhas eu devo deixar pra tua matéria?
(tinha que ser bixo)
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Para terminar: ontem, quando o ônibus parou na PUC:
- Alô, mãe? prepara 'umas pipoca' que tá indo uma galera da facul aí pra casa pra ver quem vai sair do Big Brother...

terça-feira, 4 de março de 2008

Dylan

Quando eu passei hoje pela Osvaldo, indo para o trabalho, vi um cataz de show falando sobre Bob Dylan em Porto Alegre. Pô, não sabem que eu tenho problemas de coração!
Demorou pra perceber a palavra cover.
Então, pra quem queria ver o show dele antes de morrer, acho que ele vai durar bem mais que 3 décadas pra eu poder ver uma nova turnê. Dinheiro, sabe. Eu não. Ou um dia eu vou pra NY!
Pois bem. Em São Paulo, ele pode tocar de graça.
Fogaaaaaaaaaça, oi!

Redescobrindo o Jornalismo

Por causa de Marques Leonam Borges da Cunha. Primeiro dia de aula com uma pessoa simplesmente fantástica. Sabe quando alguém te fala coisas que tu sabe que vai levar para o resto da tua vida? Pois são nesses momentos que a gente sabe que não está fazendo jornalismo em vão.
"O leitor do Post tem de pegar o jornal de manhã, olhar a primeira página e exclamar: puta merda!"
Ben Bradlee, ex-editor executivo do The Washington Post.

segunda-feira, 3 de março de 2008

De volta à rotina...

As aulas voltaram. Tudo voltou a ser como era antes do verão chato começar. Enfim, o ano está começando hoje.
Notas desse dia 03 de março:
- Ipiranga congestionada assim como as roletas dos ônibus com um bando de universitários tentando usar o TRI.
- Famecos mais cheia do que nunca. A cada semestre mais e mais a faculdade é invadida por adolescentes (emos) deslumbrados com o curso de Comunicação. É, mas isso é apenas o começo.

Enfim, Universitária lotada, TRI em ação e, cena pitoresca: Uma mulher entregou uma nota de 5 reais para o cobrador. Pensei: "se eu fosse ele pediria os 10 centavos pra facilitar o troco. Ok. Ele, obviamente, devolveu 90 centavos e 2 reais em moedas. "Ah, moedas?!?" exclamou a mulher pegando o troco. Em cinco segundos aquela aversão ao dinheiro em forma de metal não permitiu que eu não falasse um: "Se tu não quer, eu quero!" É, comecei o ano bem. Bem irônica. E isso é só o começo. Tô feliz por mim.
:)

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Xô

...
Sinceramente, há mais pessoas burras no mundo do que inteligentes. Ok. Isso todo mundo sabe, mas quanto mais gente idiota eu vejo no mundo, mais desânimo dá. Poxa! não existe nenhum tipo de substância injetável, comestível, mastigável ou sei lá.
Bom, o sei lá existe e é a desculpa das pessoas para não colacar seus cérebros para funcionar.
Por isso, enquanto as coisas continuarem assim, continuarei também a ser intolerante, chata, parcial e transtornada.
Tchau.


...

P.S: Feist é a coisa mais maravilhosa do mundo para se ouvir enquanto se janta e/ou almoça.
Coisa de bom gosto, sabe.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

La Revolución

Depois que o ex-líder cubano Fidel Castro anunciou que deixaria o comando de Cuba, a imprensa se adiantou em publicar nos jornais extensas matérias e reportagens sobre o ainda mito vivo das revoluções do século XX. É nessas horas que a gente realmente vê a intenção e vocação política de cada um. Tanto aqui, abaixo da linha do Equador, quanto no norte, muitos rechearam de pérolas com frases de personalidades políticas sobre o fato histórico do dia 19 de fevereiro de 2008. Falem o que quiserem, mas o homem político Fidel Castro deve ser respeitado por tudo o que fez e por tudo que ainda fará, mesmo apenas nas ideologias que seus seguidores não deixarão morrer. Cuba pode não ser lá essas mil maravilhas, afinal, a economia está debilitada quanto outros pontos cruciais para uma vida digna. Mas, o que tanto incomoda nas pessoas que sempre adoraram meter o bedelho nos poucos países que não se curvaram ao regime disseminado pelos EUA? Uma palavrinha diabólica de cinco letras que faz com que a grande maioria da população mundial beire à calamidade e a minoria, durma na “paz do senhor”: LUCRO (dicionário: tu acorda, levanta, vive e dorme pensando em se dar bem nas custas dos outros). Odeio essas ideologias capitalistas idiotas. Sim, defendo o socialismo e não tenho vergonha em admitir isso, embora a grande parte dos que defendam um regime mais igualitário ainda precisem se livrar de certos pontos totalitários predominante em seu meio.

Reconhecendo que o capitalismo promove o progresso e o caos ao mesmo tempo (Rüdiger, teu livro prestou para alguma coisa...) hoje, o progresso é vivenciado por quem? Pelos mesmos que promovem a barbárie. Como falar de inclusão digital e etc antes mesmo de falar em inclusão digital. Colocar o boi na frente da carroça, sabe? Eu sei disso. Mas, é Fidel em questão e esse tema de inclusão digital que me interessa muito, ficará para outro post.

Eu apoiava Barack Obama. Ta, simpatizava. Apoio é algo tão sem noção sabendo que eu nem voto lá. Mas, depois disso: “A saída de Fidel Castro é um primeiro passo essencial, embora tristemente insuficiente para devolver a liberdade a Cuba”.
Canalha. Que raios que o parta parece que o povo de lá é coitadinho! Coitadinhos somos nós que...enfim.
Interesses. Puro interesse. Eles querem uma Cuba livre (o livre dele é em relação ao comércio) pra quê? Pra pegar o PETRÓLEO! Sim, afinal, porque os EUA sempre ficaram com dor de cotovelo por causa da Cuba? Uma pequena ilha.....

“Não podemos fazer mais do que desejar que esse país siga pelo caminho da democracia”.
Jean-Pierre Jouyet, secretário de Estado francês para assuntos europeus.
Ok, Bush também deseja isso, mas com um olho no livre mercado.

Lula não nos decepcionou. Ainda bem, né Presidente!

E, quem diria Gordon Brown, gostei de ti heim: “...mas estes são assuntos que competem à população cubana”.
Fala isso pro Bush, ta?!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Panorama (JC)

Perdoe-me, Jornal do Comércio. Mas, "tu" é demais. A edição de hoje, mais precisamente o caderno Panorama, dedicou-se especialmente a uma pessoa que admiro muito: Fidel Castro.
A matéria foi escrita pela editora de Cultura, Maria Wagner (há um tempo atrás enviei um e-mail a ela dizendo que a considerava a melhor jornalista de Cultura do RS, por realmente saber o que significava ser jornalista de Cultura. Ela não respondeu. Não gostei, he).
É, a integridade da matéria em dar ênfase à questão histórica que isso representa e não se Cuba vai ou não ter uma "transição democrática" foi a melhor coisa que li nos jornais de hoje.

Adeus, Fidel.

Fidel Castro, o maior líder revolucionário ainda vivo, renunciou ao poder de Cuba, ontem, às 5 horas. Estava doente e já fez muito. Já lutou, governou e etc. E que o próximo líder cubano leve adiante tudo o que aprendeu com Fidel - porque realmente é necessário que, no século 21, os idéais pelos quais esse grande homem lutou ao lado de Che Guevara, ainda persistam.

Afinal,o que é rock pesado?

"My Chemical Romance, a nova geração do rock pesado"

Esse foi o título do vídeo do Estadão sobre a banda que iniciou a turnê brasileira em São Paulo, no Via Funchal. Ok, os caras tocam EMOCORE, são EMOS, influenciados pelos góticos dos anos 80 mas não são a nova cara do rock pesado.
Imagina, o máximo que eles conseguem é ser uma banda de (pop) emorock light!
Afinal, tem menininhas de 10 anos que ouvem!
Estadão, era um estagiário no show?

P.S: Falando em Estadão, como vai o Limão?

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Do jornalismo lento...

Há tempos que eu estou realmente puta da cara com o Jornal do Comércio. Tirando toda sessão de Economia (óbvio né, se não prestasse não deveria se chamar Jornal do Comércio) e a Política, o resto é uma bosta. Tá, é um bom jornal e eu não deveria estar falando isso mas, sempre tem um mas na vida. A Conferência da Cidades terminou sábado e o jornal publica hoje, exatamente 03 dias depois do término, conteúdos sobre as palestrs. Putz, vá lá que estamos no século 21 e quem não corre, voa. Então, JC, acho que tu deveria fazer uma versão online se falta espaço para as notícias na sua versão impresa e já que tu não circula no sábado nem no domingo...
sorry, mas acho que todo jornal deveria ter sua versão online com news em tempo real.
Eliane está realmente revoltada com o jornalimo comum, antigo, dos saudosistas pelas máquinas de escrever. Eliane realmente quer sentir cheiro de coisa nova, diferente. Eliane está lendo besteiras demais.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Conferência Mundial das Cidades - II

Blá Blá Blá a Conferência pelo menos trouxe seguranças nos dois lados da passarela da Ipiranga que dá acesso à PUC, sem contar no outro que fica lá em cima. Será que eles vão ficar lá o ano inteiro, ainda mais à noite? Ah não, universitários....

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Happy Valentine's Day

Às vezes, tenho a impressão que minha vida é como a do Charlie Brown. E tenho certeza que o Valentine's Day dele de hoje seria igualzinho ao meu.



Conferência das Cidades

Porto Alegre é sede, desde ontem, de um dos maiores eventos já realizados no Brasil sobre experiências democráticas em cidades. E não poderia deixar de ser, já que o evento, de renome mundial, reunirá até sábado, no Centro de Eventos da Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul (PUCRS), grandes personalidades internacionais. A Conferência Mundial sobre Desenvolvimento de Cidades (CMDC) é o resultado de um esforço conjunto entre Prefeitura de Porto Alegre e inúmeras instituições nacionais e internacionais. Organizada pela Secretaria Municipal de Coordenação Política e Governança Local, ainda sob a chefia de Cézar Busatto, a CMDC será o encontro para a discussão de critérios para práticas de governança nas cidades, mapeando experiências inovadoras de gestão e participação democrática. Nós, gaúchos, que nos orgulhamos com qualquer coisa que se diga que é daqui, deveríamos prestar mais atenção em eventos como esse. Destinada a gestores públicos, acadêmicos e especialistas, empresários e demais integrantes da sociedade civil, duvido que esses últimos se encontram em peso por lá. Motivo: alto custo da inscrição. E mais uma vez, a sociedade não pode estar presente nos momentos em que seus governantes estão discutindo soluções para as cidades e métodos de governo. Uma pena. Mas, o alto custo é explicado pela presença de “gente grande”. Tá, devem ser, mas confesso que não ouvi falar de metade deles.
Sem desmerecer o evento, fica uma pergunta: por que apenas a imprensa gaúcha está dando ouvidos ao evento? A importância dele pode ser discutível pelo motivo já comentado, mas tudo o que está em pauta não é por si só já algo muito relevante? Nada foi (nem é) comentado pela imprensa Rio-SP. Uma pena. Principalmente vendo de outro ângulo, em que Porto Alegre fez crescer o Fórum Social Mundial que hoje é realizado em outras cidades do mundo. Se nem a imprensa ta aí para manifestações dessas, não vamos então nos queixar da sociedade. Mas mesmo assim, tenho lá minhas dúvidas. Utopia à parte, imagina todos nós discutindo sobre...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Gugu salvando a Literatura

Eu sempre tive algo contra programas do tipo Gugu, Faustão, Silvio Santos aos domingos e, mais recentemente, a Eliana! Sério, não precisa ficar falando o porquê, mas Dança dos Famosos, gostosonas turbinadas e semi-nuas e o Ricardão ou A Outra azucrinando casais, não faz meu tipo de escolha para entretenimento num caótico domingo à tarde. Mas, já era quase noite ontem quando eu estava zapenado a televisão e parei num canal que exibia em tela máxima o livro "Cinco Minutos", clássico de José de Alencar, da coleção LP&M. Percebi que eu havia parado no SBT e que o apresentador do Domingo Legal relatava um breve resumo do livro. Assim que terminou, Gugu disse apoiar a leitura pois é com ela, e somente com ela, que podemos fazer algo melhor. Enfatizou também que não fazia aquilo por algum vínculo publicitário. Para a platéia, também foram entregues exemplares da obra, mesmo que algumas senhoras preferissem utilizar o material para o tradicional abano e fazer vento (é que, imagina o calor, não deve ter ar condicionado lá)
O que importa é que iniciativas como essa devem ser aplaudidas e incentivas! Achei realmente admirável da parte da produção promover a literatura brasileria e o apoio à leitura. Espero que mais vezes eu encontre isso na tão pobre televisão brasileira.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Tá aí o BBB8

É, realmente gaúcho é muito melhor em tudo e, quando exposto em rede nacional no programa mais bagaceiro da televisão brasileira, sempre faz algo pra animar seus conterrâneos. E, a imprensa gaúcha assina embaixo com o “A gaúcha se deu bem”! (sorry, não achei mais o link quando resolvi escrever aqui, mas procurem lá no Clic RBS...)
Pois é, amigos! Começou a oitava edição do Big Brother Brasil, e, mesmo que você seja como eu e odeia esses reality shows, pelo menos um dos integrantes você já sabe o nome, a da Miss RS, a tal de Natália. O Jornal do Almoço (por que eu ainda assisti ele?) fez uma reportagem enorme com ela, no caso a família, visto que ela já estava no tal CONFINAMENTO.
Enfim, só pelas bandas daqui programas desse tipo deram certo e conseguem atrair milhares de IDIOTAS em sua OITAVA edição. Desculpe, tenho vários amigos que curtem, mas não posso admitir que uma pessoa de bom censo e digamos, no mínimo culta, ainda se deixe fascinar por isso.
Há duas coisas que podem fazer o brasileiro amar esse tipo de bobagem: 1ª) o fato de uma pessoas anônima poder conseguir seus minutos de fama (sonho de 9 entre 10 brasileiros) ou 2ª) um anônimo, como o que está com a bunda no sofá, poder ganhar um milhão e ainda ser capa de revista!
Mas, desmascarada a farsa, todos nós, ao menos os que são críticos em relação a conteúdo e imprensa, sabem que é uma novela, visto que no Brasil, até cinema tem que ter reteiro de novela pra dar certo. Baudrillard, ajude-me!!!!
Siim, peloamordedeus, isso é uma farsa!
Tá, tem gente que sabe, mas não tá nem aí! Mas, alguém pode me dizer qual graça ainda tem o BBB?
Se cada povo em os políticos que merece, cada povo tem também a televisão que merece!

P.S: Eu deveria, sim, eu deveria assistir, pelo menos eu viveria bem mais feliz, teria mais amigos normais e dormiria bem tranqüila. Mas, enquanto não pagaram bem alto (aceito um milhão) pelos meus ideais políticos, religiosos, socias e etc, eu me viro com as minhas crises existencias.


Update: Link que faltava!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Falando em TV...só para atualizar

Natal e Final de Ano são duas coisas realmente deprimentes. Ao menos que você faça parte daquela mínima porcentagem de gente que tem muita grana no bolso. Ta, só isso não importa. Mas é sempre uma solução. Ainda bem que o Natal já passou. É que Natal e Fim de Ano deveriam ficar vem distante no calendário para não recebermos de uma vez um monte de programação besta. Sim, vou me restringir às programações bestas. Nada de vitrines com Papai Noel e neve e você pingando de suor (ao menos que você sinta frio por causa do ar condicionado). Bem que os pais poderiam transformar seus filhos em pessoinhas mais inteligentes fazendo-os perguntar porque o tal velhinho não sente calor....

Por que todo fim de ano tem Roberto Carlos na Globo? E os mesmos filmes natalinos, de neve e sobre Jesus de Nazaré em todas as emissoras? Pelo menos, até agora, Esqueceram de Mim I, II, III.... ainda não pintou por aí!
Mas, eis que a emissora que mais copia a Globo (só será cópia perfeita o dia que tiver também metade da população brasileira para si) resolve fazer um especial do Fábio Jr. Se não bastasse RB agora FJ na Record.
Sim, nada se cria, tudo se copia. Este motor move a Televisão Brasileira.

P.S: Falando em TV, Cristiane Finger ficaria horrorizada se visse Juremir Machado da Silva em sei programa comentando co uma camiseta verde-limão.
Sim, foi uma cena, para mim, já acostumada em saber que em TV o que vale é a aparência, ver isso.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Qualquer coisa, menos política


Especialistas em moda 'detonam' estilo Cristina

Para críticas de moda brasileiras, Cristina Kirchner é 'cafona' e 'inapropriada'.Neste domingo (28) ela foi eleita a primeira presidente mulher da história da Argentina.

Se as eleições na Argentina fossem um grande júri de moda, provavelmente Cristina Kirchner não teria sido eleita presidente. Para duas brasileiras especialistas em moda e estilo, a vaidosa primeira-dama é "cafona", "exagerada" e "inadequada".

fonte: G1


Em todo o lugar é assim, mas tinham que ser justo os brasileiros a meter o bedelho na nova presidente da Argentina? Se ela fosse gorda, feia, 'básica', se ela fosse a Bachelet, ninguém ia comentar o quarda-roupa de Cristina Kirchener. Ô povinho!!!
Até parece que para ser um bom político você tem que andar bem vestido. Nossa, Gisele Bündechen para a presidência do Brasil.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Além das Redes de Colaboração

Ontem, o ciclo de palestras Além das redes de Colaboração, etapa Porto Alegre, foi finalizado em grande estilo pelo Gerbase (adoro!!)e pelas discussões sociais sobre TV Digital do Sérgio Amadeu. Não que Luiz Fernando Soares não tenha esclarecido todas as questões técnicas, mas já havia participado de muitas palestras sobre TV Digital e a parte social era deixado de lado. Nem na minha Faculdade de Comunciação, as possíveis mudanças sociais foram debatidas, salvo as aulas do professor Biz. Enfim, fez uma excelente apresentação.

Fiquei pensando que teria causado a baixa participação de pessoas. Mesmo que a conferência era transmitida pela Internet, acredito que a presença física em eventos como esse é muito importante. Queria que o Alex Primo tivesse participado do último dia também. Pretendo, um dia quem sabe, fazer meu mestrado da UFRGS e ter aula com ele. Conheci o trabalho dele depois que me tornei uma viciada por cibercultura e com as aulas de Jornalismo Digital. Mas ainda não sei se levo jeito para isso. [crises]

Ah, sim, a falta de pessoas. Minha visão lá era de estudante de jornalismo. Eu não era uma programadora ou ativista por software livre (ta, não sou discípula da Microsoft, mas sou como a grande maioria da população que faz uso de algum SO), como a grande maioria que estava lá era. Participei de todos os dias, dormi na terça-feira. Segunda foi a melhor palestra. Às vezes acho que participar de conferências como essas valem muito mais que ficar numa sala de aula. Poderiam acontecer mais vezes eventos como esse. Alguém viu ele ser divulgado na mídia? Vi um Box no jornal do Comércio um mês atrás.

A revolução digital colocou as pessoas diante de uma nova realidade. Todos estamos na era do conectado. E esse mundo nos rodeia. Não pertence mais apenas aos técnicos dos códigos do Vale do Silício. Embora muitos debatam sobre isso, sinto, infelizmente, um grande desprezo por estudantes de Jornalismo pela área do online. Todos reclamam da cadeira de Jornalismo Digital. Nossa! É uma realidade que não tem como esconder. Sim, há muitas coisas nela que devemos mudar como discutir a inclusão digital e os problemas decorrentes da facilidade do uso da ferramenta tecnológica para fins maléficos. Mas como tem gente saudosista e que optaria pelo mundo da máquina de escrever. Oras, medo que o jornal acabe? Que ridículo! A TV não substituiu o cinema nem o rádio. Assim como a Internet não vai acabar com isso.

E eu defendo o diploma. Já discuti isso num trabalho da faculdade, e o Túlio Milmam estava presente dizendo que não era a favor do diploma. Ok. O jornalista passou de intelectual para técnico da informação. Mas uma formação profissional é fundamental. A universidade abre os olhos para conhecermos o caminho tão amplo que é a área da Comunicação. E com o mundo digital também (amplo).

Se bem que tem gente na minha turma que continua com os olhos fechados. E não sei o que aquelas gurias que SONHAM em ser apresentadoras do Tempo fazem lá. Essas sim, que acham um saco quando fala-se em Lévy, Adorno, Lasswell, ...não precisam de faculdade. Aprender a segurar um microfone na mão não precisa de 4 anos de faculdade. Por isso que tanta gente na imprensa fala merda. Faz meda. O pensar ainda é importante numa universidade. Não somos, ainda, robôs. Somos racionais para quê? Para não pensar e preferir a reprodução mecânica e contínua das mesmas coisas sempre? [a partir do meu semestre que vem ]
Nem todos pensam em enfiar tudo no lead. Ainda existem os que pensam no novo.

Mas, ultimamente, não são jornalistas que pensam nesse novo (talvez aí o Alex Primo tenha razão na questão do diploma).....

Continua outro dia.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Um novo jornal para nós!

Que o jornalismo diário está precário todos nós sabemos. Seja pela falta de vontade de mudança das editorias que se contentam com o modelo ultrapassado e conservador ou seja pelos velos jornalistas que sempre repetem o mesmo modelo. Ou porque os novos jornalistas são obrigados a enquadrarem-se no modelo do maldito lead. Todos trabalham diariamente atrás do ritmo do relógio, para dar conta da fórmula das seis perguntas. Sim, quem disse que o jornalismo não pode ser algo exato? Engana-se quem acabou de entrar numa faculdade de comunicação e acha que as fórmulas estão longe do nosso cotidiano.
Temos que nos enquadrar nas exigências do mercado, a correria cotidiana não permite mudanças. Será? Será mesmo que não poderemos colocar umas pitadinhas de bom gosto ao modelo tradicional? Por que será que o jornalismo online está ganhando tanta força ou até mesmo um jornalismo alternativo, como a Piauí? Sim, há gente que não é mais um numa massa e que quer coisas novas. Há pessoas exigentes. Que bom. Que bom que exigência + vontade de mudança ainda exista na imprensa.

Hoje, estou lendo a segunda edição do Jornal da Capital. Engana-se quem acha que seja mais uma publicação gratuita de jornalistas fora da grande mídia gaúcha. Kronica, Destak e etc não apresentam mais nada de diferente e novo.
Jornal da Capital, mesmo apresentando destaques bem bairristas (essa edição traz mais uma matéria sobre o prazer de se ter uma cidade chamada Porto Alegre), tem pautas bem interessantes. Daquelas que não veríamos num jornal diário. Tá, mas o jornal é mensal. Ok. Porém, com pequenas condições, ele consegue fazer o que nem em edições especiais de final de semana, uma Zero Hora faria.

Pautas bem interessantes. Ao mesmo tempo em que são simples, nos faz perguntar porque não foram pensadas antes. Destaques para os contos enviados por leitores (essa edição é estampada por um quindim!!!). E sem aquela frescura que quem foi aluno da Bete, na Famecos, já conhece.

Vida longa a jornalistas assim. A iniciativas assim. Ao jornalismo impresso (que muitos dizem estar morrendo).







-> 1ª edição do jornal

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

"Cumpridor de honrosas missões políticas no exterior, mensageiro do internacionalismo militante no leste do Congo e da Bolívia, ele despertou consciências na América e no mundo", disse Fidel, 81, a respeito de Che".

Folha Online