sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Bolo de idéias

Depois de 49 dias sem um post, do clássico stress de final de semestre, das noites mal dormidas e dos trabalhos entregues pela metade por motivos insólitos, cá estou, quase gritando féeerias pela janela, feliz da vida mesmo com um ano mais velha acrescido nos últimos dias.
Não que envelhecer seja algo que não me agrade (meu Deus, que papo é esse?) mas tenho experiências de pessoas que ao avançarem a casa dos 20 chegaram aos 30 com um pensamento conservador e burocrata. Aí está a questão:o avanço dos anos me faz ter pavor de um dia ter que deparar que me transformei em alguém assim. E o pior, tem gente que se reconhece. Enfim, ficarei desse lado pra abraçar os malditos no inferno. Entre eles, o Thompson que não me permite sucesso e a vaga garantida do Wolfe (fase) New Journalism. Esse último, caramba, fechou com chave de ouro meu semestre. É tão lindo o deslumbre, por mais que seja anti-acadêmico/científico, como certamente afirmaria um professor meu, mas por que não se deslumbrar? Com o belo e o maldito, com toda forma (re)inventada, (re) criada, com tudo que seja imprevisível e que dê um tapa na cara (ou um chute na bunda) no velho conservadorismo acadêmico e nos que que adoram uma forma fechada (não, não é uma exaltação pós-moderna, muito pelo contrário). O toque niilista é só a cereja maldita do bolo.
Deve ter um nome, mas não me vem nada em mente agora além de experimentação. Experimentar a vida, em todos os sentidos para que os resquícios sejam encontrados em todas as manifestações do eu.
Descobrir (a fundo) o novo jornalismo:


"Que se dane... Que reine o caos ... aumentem a música, mais vinho... Que se danem as posições... O degrau de cima é de quem pegar primeiro. Todas as velhas tradições estão exauridas, e nenhuma nova foi estabelecida. As apostas estão suspensas! as vantagens canceladas! o jogo não é de ninguém!... os cavalos estão todos dopados!... a pista é de vidro!... e de um caos assim glorioso poderá surgir, da mais inesperada fonte, da mais inesperada forma, alguma bela, nova e gorda Explosão de Estrelas de Fogos de Artifício que incendiará o céu".

(Wolfe)

Tão perfeito e demais quanto:

Eu vos digo: é preciso ter ainda caos dentro de si, para poder dar à luz uma estrela dançarina. Eu vos digo: ainda há caos dentro de vós.

(do bigodudo Nietzsche)

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O que seria do mundo se todos sofressem da tal doença da seriedade? Um brinde. E, parafraseando Nietzsche numa carta a Wagner: "...desta vez, no entanto, eu venho como o vitorioso Dionísio, que transformará o mundo numa festa...não que eu tenha muito tempo...




Nota: ao lado do meu prédio tem uma casa de dois andares muito antiga. Eu moro no segundo andar e meu apartamento fica nos fundos. Da minha sala, dou de cara com os fundos da casa e com uma despedida de solteiro de um dos moradores. Bom, tem zilhões de moradores de todas as faixas etárias, mas para a minha surpresa, o que é óbvio também, tem um bando de homem esperando um bolo enorme chegar com uma loira peituda dentro. Como o calor está insuportável e minha janela precisa ficar aberta, estou brincando de conversas furtadas. Seriam muitos comentários para um dia só. Fica aqui porque vou sair de casa antes que o bolo chegue.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Fale alguma coisa, Adam Smith

O capitalismo se rendeu ao estado e sua lógica essencial foi quebrada. O “mais mercado, menos estado”, deixado de lado recentemente pela crise da economia norte-america (e junto, levando a economia mundial), parece mostrar que o tão poderoso lado neo-liberal da vida está ruindo. Há quem afirme que o capitalismo se tornou um sistema tão forte que vai sair dessa, assim como em 1929 os EUA se reergueram. Será?
O pacote de 700 bilhões de dólares represanta o quê, na verdade?*

1) permite eliminar a dívida externa de 49 países mais pobres (375 bilhões) e ainda sobraria outro tanto;
(2) representa quase seis vezes o total de ajuda externa para se atingir todas (sim, todas) as chamadas "Metas do milênio" em pobreza, educação e saúde (gasto estimado em 150 bilhões);
(3) representa oito vezes o total da ajuda externa atualmente oferecida (que é de 104 bilhões anuais);
(4) é suficiente para erradicar toda a pobreza do mundo em dois anos (o PNUD calcula em 300 bilhões de dólares o necessário para tirar da pobreza toda a população mais pobre que sobrevive com até um dólar por dia);

* observações feitas pelo professor e sociólogo Zander Navarro

Talvez seja esse o momento do surgimento de uma nova ordem. E isso não é filosofia utópica.

“Se todos tivermos direito a uma vida digna, quem se preocupará em acumular dinheiro?"

Fomos obrigados a acreditar que essa lógica é natural. Fomos obrigados a aceitarmos o fato de diariamente sermos lapidados para nos tornarmos peças do mercado de trabalho. Mercadorias. Parece natural que tenhamos que ser alienados em relação à vida que temos. É o momento para pensarmos a vida (material) que temos. E querem nos tirar essa oportunidade de nós mesmos construirmos, com o direito que realmente temos no mundo.

Leitura imprescindível


Thanks, Anna, pelo link!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Declaração utópico-pirata sem apêndices

O twitter vai matar meu blog. E tenho dito.

Essa era de micro-blogging te faz postar pequenos comentários ao longo do dia, somando sei lá quantos updates em uma hora, deixando de lado o maior espaço do blog. Os 140 caracteres me vencem.

Óbvio que isso só pode ser constatado empiricamente comigo.


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Há duas coisas que me irritam, no momento*, em Porto Alegre. O trânsito (entenda-se linha D43 da Carris, melhor empresa do mondo) e as eleições. Maldito último dia em que não fui atendida para a transferência do meu título de eleitor. Quem mandou ser brasileira e deixar para a última hora, ser a última da fila e não ser atendida? Pois é. Não poderei dar meu troco.


1) Gostaria que, em algum dia, o secretário de Gestão da prefeitura de Porto Alegre fizesse um tour entre Mercado Público e Campus do Vale utilizando como meio de transporte aqueles que ele afirma rodarem com apenas 30 por cento da capacidade. Pegar um D43 entre 07:30 e 08:30 da manhã, ser feliz se o motorista não falar "mais um passinho para fechar a porta" e ter 'boa viagem'. Não sei se isso o ajudaria a mudar de idéia em relação ao programa Portais da Cidade. Programa por sinal que não beneficiaria a quem deveria: quem utiliza o transporte coletivo. Eu só espero, um dia, poder me mandar daqui porque se agora o trânsito já está caótico e se pegar ônibus é viver uma experiência diária de enlatados com um Tri na mão, pela lógica do sistema, as coisas tendem a piorar. E daqui uns meses, quando a passagem aumentar, já que Fogaça será reeleito, creio que o bolso de quem é estudante também vai piorar. E isso me dá muita raiva nesse exato momento. Não que Manuela, Maria, Luciana ou Vera (tô feminista, não citarei os candidatOs) fossem resolver algo. Mas...


2) O que os marketeiros políticos fizeram demais com a Manuela, essa gente fez menos com a Maria do Rosário. Aquele carro de som com um “chega de José, agora é Maria” é de uma inteligência absurda.

E a Juliana Brizola pretende ser vereadora com um slogan: “Vote na neta de Brizola”.

Continuo olhando e não entendendo. Na verdade, não digerindo.


* Beco, revista do Beco, Carol Teixeira filósofa e pessoas com lenço palestino também me irritam, no momento.


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Mais do que nunca, nesses momentos da vida entre eleições, Wall Street e Obama X McCain e uma observação básica nas conversas inúteis das pessoas que serão jornalistas em menos de dois anos no saguão da Famecos, a solução, mesmo que temporária, é desligar o computador, ler o T.A.Z em 90 minutos e dedicar os momentos seguintes para ver “O que fazer em caso de incêndio”. Opções mais agradáveis – e em mão. Não que a Zona Autônoma possa surgir, mas fico feliz em saber que eu posso escolher as pessoas para estarem dentro da minha T.A.Z.


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“Eu vos digo: é preciso ter caos ainda dentro de si, para poder dar à luz uma estrela dançarina. Eu vos digo: ainda há caos dentro de vós.”


Não foi dessa vez que meu blog morreu.


domingo, 14 de setembro de 2008

extraordinário desafio

NÃO reproduza.

RECRIE.

sábado, 13 de setembro de 2008

"os abusos de poder que se armam ou se baseiam na razão"

"O racionalismo científico, o dos modelos matemáticos que inspiram a política do FMI ou do Banco Mundial, o das Law firms, grandes multinacionais jurídicas que impõem as tradições do direito americano ao planeta inteiro, o das teorias da ação racional etc., esse racionalismo é ao mesmo tempo a expressão e a caução de uma arrogância ocidental que leva a agir como se alguns homens tivessem o monopólio da razão e pudessem instituir-se, como se diz habitualmente, como polícia do mundo, isto é, detentores autoproclamaos do monopólio da violência legítima, capazes de pôr a força das armas a serviço da justiça universal."

P. Bourdieu - Contrafogos, p. 30

(era pra postar isso quinta, 11/09)

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Doo wacko!

Agora sim, depois de dois dias super necessários para colocar a vida um pouco no lugar (ok, ok, vou tocar no assunto). A Amanda fez um post maravilhoso explicando a sensação pós show do The Hives. Eu não posso deixar isso passar em branco. Há quase 48 horas atrás eu estava me dirigindo ao Bourbon ver aqueles suecos que me fariam ter a experiência mais afudê de um show.

De Hate To Say I Told You So até Tick Tick Boom foram uns 7 anos de The Hives e eu nem imaginava que um dia poderia ver eles e mais, que eles fariam um baita show pra ninguém colocar defeito. Queridos do início ao fim e atitude rock and roll, também. Longe de ter aquela postura blasé de seres superiores que estão no palco e platéia, por favor, não me toquem.

Só os vários indies no local que ficaram pelos cantos. Sim, não gosto de indies e algo está me irritando neles nos últimos dias porque não me parece que eles tiveram alguma identidade musical antes desse boom.

E The Hives não é indie rock, logo estou um tanto irritada com as tags que o LastFm está classificando certas bandas.

Sobre a sensação, acho que o i-Doser deveria pegar umas idéias neles pra que suas ‘doses’ realmente funcionassem.

Cara de idiota passando, mas com uma experiência inesquecível na cabeça. E obrigada aos amigos que não me deixaram desistir do show.



Eu estava lendo a entrevista deles no Move That Jukebox.

É interessante que muita banda internacional cita Sepultura como banda brasileira preferida ou conhecida. \m/



Very good, clica aqui e lê toda porque é tri boa e ahhh como eu queria ser pobre na Suécia.






sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Zygmunt Bauman, por favor, preciso de um tempo contigo

Mas bem mais tarde. Precisamos conversar sobre essa tal pós-modernidade. Tu bem sabes que não me desce aquela idéia dos franceses. Eles chutaram o balde e estragaram tudo. E agora me 'obrigam' a tentar responder sozinha tantas indagações. Tenho me perdido pelos labirintos do campo científico e isso não é nada bom.

*
Tenho pensado em como Lévi-Strauss é maravilhoso e foi injustiçado no ano de seu centenário porque, convenhamos 2008 só foi Maio de 68. Chega, né?

*
Pensando alto: Os chineses já foram embora? Não vi nenhum esse semestre na Famecos. Céus, não gosto de chineses. Na verdade eu não gosto da China. E se Giovanni Arrigui estiver certo, estamos perdidos. Marte precisa ser, de longe, a solução.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

pra que serve o teu conhecimento?

Eu falei que por motivos especiais daria uma pausa no meu recesso. Recebi um e-mail do professor Zander Navarro com uma tirinha muito interessante sobre a situação das universidades brasileiras.



domingo, 17 de agosto de 2008

Recesso

Por motivos acadêmicos, este blog suspenderá suas atividades por um tempo (salvo situações muito pertinentes hehe).

culpem Bourdieu, Alfred Schütz, Maquiavel e os três porquinhos.
E a culpa não é (juro) da minha indisciplina para com atividades que exigem organização. Oi, deixei tudo pra última hora, já volto.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Um dia de muitas emoções

Momento blog = diário virtual (blé): que dia! Sim, porque não é qualquer segunda-feira (pós aquele fatídico domingo sem nenhum super aberto) que te enche de novidades: 1) The Hives confirmado em POA, no Bourbon Country (estranho, não), mas ta aqui, viu.
2) Não confirmado, mas entra na soma: The Hives + Kaiser Chiefs + R.E.M = vou falir. Melhor semestre impossível.

*
Hoje, pela manhã, o senhor Políbio Braga foi o convidado da cadeira de Jornalismo Especializado, da Famecos, pra conversar com os alunos, falar da vida dele e blábláblá. Pior é que fiquei sabendo, algumas horas antes, quando abri o Nova Corja enquanto esperava a aula começar. Uau!

O post bombou hahaha mas não to afim fazer um comentário jornalisticamente falando. Fato é que não falarei muito porque Políbio Braga pode me proce$$ar por qualquer coisa que ele achar que ofenda a sua pessoa.

Diz que tem um site sobre Economia e Política. Meia hora depois diz que tem um blog. Até me faz lembrar isso. Ainda não sabe o que é um blog?
Mas olha que interessante: Seu Políbio tem um baita ego. Faz um jornalismo, acredita ele, de boa qualidade. Claro.
Recebe patrocínio do governo. Governo esse falido que busca apoio no BIRD porque não tem dinheiro. Mas para patrocinar o blog de um só jornalista tem.
Mas isso não influencia o jornalismo dele, sabe. Ele nos contou. E disse, mais: quem ousar falar na cara dele que ele é corrupto vai apanhar. Viu? Ou será processado. Melhor método, jornalista-adEvogado.

Sozinho, ele lê os 400 e-mails que recebe por dia e edita uma newsletter para 170 mil assinantes em TODO o mundo. Mas como tem gente que gosta, heim.
Enfim, passou duas horas fazendo o que mais gosta: ficar polemizando à toa.
Chega, já passou a diversão. Não tem mais graça.

domingo, 10 de agosto de 2008

fim de semana (em pedaços)

não despedaçado.

*
Falta de inspiração é uma coisa terrível. Mas que diabos é isso? É minha cabeça não querendo juntar idéias. Pausa forçada, também. Invento isso pra não me culpar pela falta do tal lado criativo. Também, quem é que em sua sã consciência acha que ausências num domingo à tarde, depois de um dia dedicado inteiramente a Maquiavel e a pretensão de pensar como cientista político, podem ser resolvidas com o tal Brique da Redenção. Todas as criaturas de Porto Alegre se concentram naquela rua. E o meu dinheiro desaparece. Fato. Por isso, Bruno, que eu concordo contigo que o domingo é ruim. E, além do mais, o Zaffari estava fechado. Esqueci. Meu primeiro Dia dos Pais longe do meu. Maldito aumento de passagens intermunicipais.
Eu sempre perco pro Domingo.

*
Melhor experiência possível. Cabaré Valentin. Consumo exagerado de arte. Teatro bar espetáculo. Lembrei do nada, por aqui, de uma das melhores sextas-feiras à noite. Um brinde às pessoas maravilhosas que me apresentaram isso. Claro, amigos são para essas coisas. Aparecem quando todos foram embora para te tirar do sufoco, pra te fazer rir e pra te apresentar uma fórmula esquisita, dentro de um frasco, onde tu reconheces muito distante o doce sabor da liberdade e acorda no dia seguinte. Acorda feliz porque a vida vale a pena pelos amigos que tu tens. Como é mesmo? "...And tonight we can truly say together we're invincible".

*
Sabe quando tu te apaixona por uma banda que era tri desconhecida (pra ti) até ontem, às 22h, aí tu descobre que essa banda tocou onde tu mora (Porto Alegre) há menos de um ano? Pois é. Fazer o quê.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

"Amo aquilo que nos torna mais do que somos"

Durante a vida, a gente pode encontrar vários sábios.
Fato é que o melhor sábio é aquele que passa por ti na rua, num dia qualquer, com a pele enrugada, vida sofrida ( e, ainda, com muita esperança no mundo) e te diz:

"Todo mundo reclama da falta de DINHEIRO, mas nunca vi ninguém falar ou reclamar da falta de CONHECIMENTO".

quinta-feira, 24 de julho de 2008

I could be dreaming

"... e me confundo inteiro e fico enrolado correndo de uma estrela cadente para outra até desistir. Assim é a noite, e é isso o que ela faz com você, e eu não tinha nada a oferecer a ninguém, a não ser minha própria confusão".

"...Algo, alguém, algum espírito nos perseguia, a todos nós, através do deserto da vida, e estava determinado a nos apanhar antes que alcançássemos o paraíso. Naturalmente, agora que reflito sobre isso, trata-se apenas da morte: a morte vai nos surpreender antes do paraíso. A única coisa pela qual ansiamos em nossos dias de vida, e que nos faz gemer e suspirar e nos submetermos a todos os tipos de náuseas singelas, é a lembrança de uma alegria perdida que provavelmente foi experimentada no útero e que somente poderá ser reproduzida (apesar de odiarmos admitir isso)na morte".

Kerouac. Novamente.


update:
não tem nada a ver , mas esse post do Garotas que Dizem Ni tá fofo.
(defina fofo, Eliane?)

go ahead

Só sei que essa revolução social pela música tá me deixadno bem feliz. Sério, a rádio do last.fm toca as melhores músicas que eu poderia querer ouvir. De uma seleção de artistas parecidos com Belle and Sebastian, passei a manhã ouvindo as melhores músicas. Alguém já ouviu Ingrid Michaelson? música linda com letra bacana.
E falando em vocal feminino, nada se compara ao vocal do Rilo Kiley. Voz linda, música mais linda ainda.

(O blogger não tá funcionando direito. O Google resolver vistoriar isso aqui também? então, sem links pra nada.)

segunda-feira, 21 de julho de 2008

O Analfabeto Político

Em época de campanha política para prefeitos e vereadores, nada mais correto que citar Bertolt Brecht.
sim, porque o pior analfabeto é o analfabeto político.

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

E digo mais. Agora, sobressaem-se aqueles analfabetos políticos que usam a campanha em prol de um benefício particular. E eu aqui sozinha acreditando que a democracia só pode ser formada pelos interesses coletivos.
E são esses que se agarram no bolso de um candidato que, quando ele se (re)eleger, reclamarão do preço do ônibus, do lixo na esquina e blábláblá
(pena que serão eles e todos nós juntos pagando pelos mesmos erros).

Oi, muito prazer. Me chamo Eliane e não tenho vergonha de dizer que sou utópica.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

the dark side of the moon

Quero dizer que eu não li o blog do Ricardo antes de postar aqui (até porque eu tava com essa idéia bem antes hehe e não to com o pé na estrada; estou apenas em Porto Alegre). Darei um jeito no final desse post.

Jack Kerouac. On the Road. pág 25.

"...e eu me arrastava na mesma direção como tenho feito por toda a minha vida, sempre rastejando atrás de pessoas que me interessam, porque, para mim, pessoas mesmo são os loucos, os que estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo agora, aqueles que nunca bocejam e jamais falam chavões, mas queimam, queimam, queimam como fabulosos fogos de artifício explodindo como constelações em cujo centro fervilhante - pop! - pode-se ver um brilho azul e intenso até que todos aaaaaaah!..."

era tudo que eu precisa. Kerouac 'fazendo' meu post de hoje.

Mas voltando pra casa, com a lua perfeita que tá no céu (sério, eu devo estar com algum problema - ou falta de um - porque já falei isso milhares de vezes), deu uma vontade enorme de ficar ouvindo todo o disco Dark Side of the Moon repetindo várias e várias vezes. Foi o que fiz - e o que voltarei a fazer. Não é uma noite pra ficar fazendo alguma coisa. Me interessa mais ficar rolando pelo chão da sala pensando. E deixar esse pensamento voar por aí.

Vontade absurda de gritar por aí 'and if your head explodes with dark forebodings too I'll see you on the dark side of the moon'. Alguém???

"I've been mad for fucking years, absolutely years, been
over the edge for yonks, been working me buns off for bands..."

"I've always been mad, I know I've been mad, like the
most of us...very hard to explain why you're mad, even
if you're not mad..."

Sério, preciso dizer que Pink Floyd é a minha banda preferida. Descobri isso hoje.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Coisas de Twitter

Eu tava com uma saudades enormes de Blind Melon. Descobri porque liguei a Olive do Pequena Miss Sunshine com a menina no clip No Rain. To vendo zilhões de vezes.
Também verei o filme novamente.

Tive quatro dias de férias no interior e creio que vida pacata não combina mais comigo. Acho que preciso de um médico pois voltei hiperativa (?). Alguém entende dessas coisas??
Devo estar tomando algo inconscientemente.

Aviso urgente: alguém aí pode já me ajudar a providenciar um emprego de férias? Férias para o verão, claro. Essas, assim como o semestre, já estão bem. Tentarei como graçonete no Bambus. By the way que porra é essa, Eliane, de ficar pensando em coisas para daqui 5 meses?
Blur será minha trilha sonora para os próximos dias. Tudo começou com um "vamos lembrar Ávalon (insignificante para quem não morava em Bento, Caxias, Veranópolis ou região) com Song 2"? Daí pula um The best of Blur na minha frente e tu solta tudo (eu, no caso).

Fiquei tão feliz ontem porque conversei com um amigo que hoje mora na Rússia e estuda física nuclear. Ele é um gênio que ainda vai ser reconhecido pelo mundo. Aguardem.

A Amanda me fez voltar ao Twitter e, assim como ela, estou viciada.
Tenho as minhas leituras de férias me esperando, mas estou aqui, quase o dia todo praticando cybervadiagem. A culpada, eu juro, é a GVT.


Perplexidades


Não sei vocês, mas eu to achando isso aqui uma selva. Enfim, perplexidades.
As pessoas que trabalham para cuidar da segurança da sociedade estão matando inocentes. Pessoas que não tem nada a ver com o crime, com o caos, com a parcela podre. Eu já perdi a conta de quantas foram mortas “por engano” pela polícia. Comecei a me inquietar com isso. Primeiro foi o menino João Roberto, de 3 anos. Depois dele, teve um jovem de 18 anos, uma empresária e ontem vi outra garota de 22 anos. Já perdi as contas, mas são vários casos, não só esses.
O que está acontecendo com as pessoas que deveriam nos dar segurança? A PM não deveria nos proteger de bandidos? Mas, vejam só que é com eles que ela está nos confundindo.
Eles são mal treinados? São.
Justifica sair atirando que nem louco? Não.
E não adianta dizer que eles ganham pouco porque se isso fosse sinônimo de maus comportamentos a sociedade estaria bem pior do já está.

Meu pai, ontem à noite, contando a história de um conhecido: o carro dele foi perseguido por policiais, ele tava andando bem devagar. Mandaram encostar. Ele não encostou. Viu que aceleraram atrás dele e saiu correndo. Tu sabes que se ele parasse poderia ter acontecido como esses aí (se referindo aos casos que estávamos vendo na TV).
Meu pai tem razão. E era só o que me faltava. Ter medo de quem deveria nos privar desse medo.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Sobre censura e política

A eleição para a prefeitura de Porto Alegre desse ano será a melhor dos últimos tempos. Não pela ‘qualidade’ dos candidatos, mas pelos debates que virão. Perdi, perdemos (???) o debate de ontem porque fomos debater com Guinness, Pilsen e Norteña.
As repercussões do dia seguinte foram mais interessantes, ou seja, aaacho que não perdemos nada, minha gente. Conversa aqui outra lá e os pontos mais engraçado (ou relevantes) sempre são conversa de bar/elevador/ônibus e msn/Gtalk do dia seguinte.

Gosto de política, mas postar aqui sobre política não me atrai mais. Então, confere aqui que é beeem melhor.

Ah! 2.431 - Eliane Fronza - Porto Alegre - RS

esse é o número da minha assinatura na petição online organizada por Sergio Amadeu, André Lemos, João Carlos Caribé e Henrique Antoun (entre outros). Em menos de duas horas, 300 pessoas a mais assinaram, elevando para 2.717 (número que cresce cada vez mais). O motivo: Pelo veto ao projeto de cibercrimes - Em defesa da liberdade e do progresso do conhecimento na Internet Brasileira

Para saber mais: aqui, aqui, aqui e aqui.

Um trecho, especialmente para pessoas como Amanda e eu (e outras do grupo de amigos):

Se uma gravadora, por exemplo, rastreia que um usuário ligado ao Speedy em São Paulo ou ao Vírtua em Maceió está usando a rede Bit Torrent, de troca de arquivos, ela pode ir à Justiça pedir a identidade do sujeito. Telefónica (do Speedy) ou Net (do Vírtua) são obrigados a dizer quem foi. Não importa que, muitas vezes, os arquivos trocados sejam legais. O fato é que todo provedor de acesso se verá obrigado a manter por três anos uma listagem de quem fez o quê e que lugares visitou na web. É como se os Correios mantivessem uma lista de todos os usuários de seu serviço e que indicasse com quem cada um se correspondeu neste período de anos. É coisa de Estado policial e uma franca violação da liberdade.

É sério.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Hora de trocar os pincéis

A vida não é um ensaio. Pelo que sabemos, você só tem uma chance e deve fazer suas escolhas baseado em qualquer posição moral, filosófica ou política que vier a adotar...Você faz escolhas durante sua vida, e elas são influenciadas por considerações políticas, por dinheiro e pelo lado obscuro de nossas essências. Você tem, de certa forma, a chance, por menor que seja, de tornar o mundo um lugar mais alegre ou mais sombrio. Todos temos a oportunidade de transcender as tendências a seros complicados, cruéis e gananciosos. Todos fazemos uma pequena marca na pintura da vida.
*
The Dark Side of the Moon sempre surge para me mostrar como a vida pode ser uma pintura impressionista. Como uma página pode ser virada e, do outro lado, surgir um La Seine à Asnières.
Pink Floyd tem algo de mágico. Música tem alguma magia presente nela. Parece que toda existência humana é uma desculpa para ter uma trilha sonora.
É só seguir a verdadeira sinfonia que a estrada encolhe, o caminho fica mais agradável e o sol brilha. Parece besteira, mas não é. É redescoberta de sentimentos. É felicidade desesperada para se libertar. By the way, LIBERDADE. É disso que o mundo precisa. Se libertar de conceitos caretas, de falsos ideais e de objetivos fúteis. Num primeiro momento, pode parecer doloroso. Afinal, é mais fácil receber tudo pronto. Mas não há nada mais magnífico do que ser free as a bird.
Por isso, retomei a minha trilha sonora original. E não há mais agradável que (re)começar num último dia de junho, sol, lar doce lar e Pink Floyd Live at Pompeii.
É disso que o mundo precisa. Levar a sério a frase do Roger Waters lá em cima e ser mais experimental, mais 'progressivo'.
P.S: E, num encontro oportuno com Fernando Pessoa, "é sempre melhor o impreciso que embala do que o certo que basta".