segunda-feira, 4 de maio de 2009

Novo blog

Na verdade, é este velho blog, mas no maseobvio.wordpress.com ;)

domingo, 5 de abril de 2009

Oh well, whatever, nevermind

Kurt Cobain morreu há 15 anos. Em 1994, eu tinha 7 anos e iria demorar um pouco ainda para eu descobrir o Nirvana e o grunge. Embora a canção mais remota que tenha marcado a minha vida seja Stairway to heaven (todos os clássicos vem antes na minha memória musical) aquela música que caracterizaria a geração do meu irmão mais velho me pegou de assalto também. Quando eu ouvi Smells Like Teen Spirit parecia que um mundo novo tinha surgido, junto com as músicas do Nevermind. Mesmo que Pearl Jam seja a banda grunge que mais se deu bem, todas as glórias do som que caracterizaria os anos 90 ficam com Nirvana, encerrando aquela influência anos 80 que, até então, era mantida pelo Guns.
Nirvana mudou a visão da música, do rock e da vida não só minha, mas de todos os meus amigos na época da minha adolescência. Embora possa parecer nostálgico numa época bem mais feliz, em que todas as músicas do universo estão disponíveis pela rede, passar uma tarde em uma loja de discos ouvindo CDs (sem poder levar para casa muitos deles) era maravilhoso.


I'm worse at what I do best
And for this gift I feel blessed
Our little group has always been
And always will until the end


p.s: para Gisele e Cristiane que sabem do que estou falando e que sempre farão parte disso.

domingo, 8 de março de 2009

Religião se discute, sim!

Quer saber? religião se discute, sim! ainda mais quando atitudes tão conservadores tomam conta do debate público. Por acaso ia ser a Igreja a dar apoio à menina e à criança? Um filho da mãe estupra uma menina de 9 anos e é ela que tem que pagar pelo resto da vida por causa disso? Óbvio que não. E esses nojentos ainda condenam o aborto. Sou super favorável ao aborto. Fui batizada pelo catolicismo e pode vir me excomungar pela minha opinião. O corpo é meu e com ele eu faço o que quero, caramba.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

O centro de Porto Alegre não mudou

O centro de Porto Alegre continua igual. Mesmo que o comércio popular esteja concentrado no Camelódromo e não mais na Praça XIV.
Continua igual. Sem as barraquinhas amarelas é possível ver um bando de gente caminhando apressadas durante o dia. Como sempre foi. Cada um com seus motivos. Um atrasado para o trabalho, o outro querendo pegar o ônibus ali parado no terminal Parobé e eu querendo chegar na imobiliária antes da próxima chuvarada. Continua igual porque mesmo que lugar de ambulante seja no CPC, sempre tem alguém gritando pra ti: CD, DVD, CD DVD. E é sempre bom encontrar o cara que vende guarda-chuvas em dias como hoje. Mais caro, mas te ajuda pelo menos a chegar em casa. O centro de Porto Alegre continua sujo, ainda tem gente pedindo escolas, morando embaixo de marquises, os taxistas continuam sendo os piores condutores por causa da sua já conhecida e apreciada polidez característica. As pessoas ainda não sabem o que são as listras brancas nas ruas ou a diferença de uma mão vermelha e de um homenzinho verde. Assim como as pombas do Paço Municipal continuam por lá, o centro de Porto Alegre também não mudou.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

aos amigos

“(...) Nunca teve uma súbita necessidade de simpatia, de auxílio, de amizade? Sim, com certeza. No meu caso, aprendi a contentar-me com a simpatia. Encontra-se mais facilmente e, depois, não exige nenhum compromisso. ‘Creia na minha simpatia’, no discurso anterior, precede imediatamente ‘e agora, ocupemo-nos de outra coisa’. É um sentimento de presidente de Conselho: obtém-se a bom preço, depois das catástrofes. A amizade é menos simples. A sua aquisição é longa e difícil, mas, quando se obtém, já não há meios de nos livrarmos dela, temos de enfrentá-la. Sobretudo, não acredite que os amigos lhe telefonarão todas as noites, como deveriam, para saber se não é precisamente essa a noite em que decidiu suicidar-se ou, mais simplesmente, se não tem necessidade de companhia, se não está com vontade de sair. Oh, não, se telefonarem, pode ficar certo, será na noite em que já não está tão só e em que a vida é bela. Quanto ao suicídio, de preferência eles o levariam a isso, em virtude do que deve a si próprio, segundo eles. Que Deus nos livre, caro senhor, de sermos colocados muito alto por nossos amigos! Quanto àqueles cuja função é amar-nos, quero dizer, a família e os parentes afins (que expressão esta!), isso é outra história. Têm a palavra necessária, sim, é verdade que a têm, mas é mais a palavra-bala;telefonam como quem dispara uma carabina.”

A Queda - Camus, A. p. 27

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Desgovernadora Yoda

Meu amgio Thales pode assitir e gravar certas coisas de camarote como, por exemplo, a capacidade de um ser que saiu à noite para praticar um belo ato político. Vou te contar, heim. E eu roubando expressões da Nova Corja.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Lindo!

Heavy hung the canopy of blue
Shade my eyes and I can see you
White is the light that shines through the dress that you wore
She lay in the shadow of the wave
Hazy were the visions of her playing
Sunlight on her eyes but moonshine beat her blind everytime
Green is the colour of her kind
Quickness of the eye deceives the mind
Many is the bond between the hopefull and the damned.


Ainda a maioria?

"É certo que a democracia é a melhor alternativa que temos para se viver em sociedade, mas é certo também que não é a ideal. O simples fato de termos que depender da maioria para decidir tudo na nossa vida, mostra a incapacidade que temos, como indivíduos, de dirigir o nosso próprio destino. (...) O que a maioria tem é a força, a intimidação e não nescessariamente a sabedoria e direção".

Grande Andreas Kisser. Aqui.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

supergrass

A novela Phelps continua. Quanta falta do que fazer e do que falar. Hoje, lá está ele de novo no Jornal Nacional e na capa de vários sites. Primeiro, não estou fazendo nenhuma apologia, mas por favor, que lance mais ridículo, tudo para salvar a boa imagem do esporte. Vida saudável não combina com maconha. No Jornal Nacional , a matéria dizia: isso – e mostrava Phelps e a foto polêmia - não comina com isso – e uma foto do atleta ostentando medalhas.

Ah qual é. Mas pior do que isso é o próprio vir a público e pedir desculpas por ter feito isso! Desculpas, oras, talvez pra não ficar sem o patrocínio que perdeu hoje.

Mas, o que Michael Phelps devia ter dito está aqui, “roubado” do don’t touch my moleskine. Traduz completamente a intenção do post.

p.s: se ele realmente tivesse dito isso, eu começaria a gostar mais de esportes. :P

Dear America,

I take it back. I don’t apologize

Because you know what? It’s none of your goddamned business. I work my ass off 10 months a year. It’s that hard work that gave you all those gooey feelings of patriotism last summer. If during my brief window of down time I want to relax, enjoy myself, and partake of a substance that’s a hell of a lot less bad for me than alcohol, tobacco, or, frankly, most of the prescription drugs most of you are taking, well, you can spare me the lecture.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

O TRI não é tão tri assim

É triste ver as coisas acontecendo na tua frente, reclamar pelo msn e não fazer nada. Na verdade, não é triste, é atitude de gente covarde.
Minha posição política é muito complexa. Não vejo mais solução na estrutura partidária e sou adepta da teoria de mantenha o Estado e as grandes empresas longe das nossas vidas. Mas passando por censores anarquistas, é uma realidade alternativa tão difícil de se colocar em prática e que funcione num planeta com sei lá quantos bilhões de indivíduos. É algo que não vai acontecer, não que eu esteja viva pra ver.
Ao mesmo tempo que um pequeno grupo resiste ao autoritarismo, um outro segue firme e forte impondo o modo como as pessoas devem viver. Mas aquele pequeno grupo agitador também tem a necessidade extremamente forte de dizer às pessoas como elas devem viver, o que devem comer (nunca entre num McDonald's, por exemplo). Por isso que não apóio partidos políticos. Não acredito mais na ideologia ( ela morreu e ninguém me falou) de partidos muito menos na lógica da democracia (se é que tem lógica) do século XXI. Mas as idéias de liberdade só fazem sentido nos livros que eu leio e então vem o sentimento de covardia diante do mundo.
>>
Semana passada uns amigos me convidaram pra participar de manifestações contra o aumento das passagens de ônibus em Porto Alegre. Não fui. Covarde, mais uma vez. E isso que eu pego ônibus, sou estudante e o dinheiro gasto com isso é um absurdo. Além do mais, estudante que trabalha com bolsa de pesquisa não tem direito de renovar o cartão do TRI nas férias e precisa pagar a tarifa integral para pegar um ônibus.
Hoje teve mais uma manifestação. Vi nas fotos que um amigo meu estava no chão, sendo imobilizado por policiais. Polícia, pfff, essa merece mais um post da minha indignação, mas focando no caso de hoje, percebe-se quem não há nenhum preparo para tratar os manifestantes, como bem comentou o Thales. E, diga-se de passagem, estavam lá para exprimir sua liberdade de expressão e, como disse uma manifestante, eles chegaram batendo. Eles ainda tem medo dos estudantes? Não, já está mais do que confirmado de que lado está a superioridade e a força utilizada supera qualquer ato produzido com o intuito de conscientização social.
>>
Pois é, Fogaça, se não bastasse aumentarem a passagem todos os anos, nas férias, tu faz essa logo após ter sido reeleito?
E ainda nos mandam votar, fazem campanha contra o voto nulo e depois, quando se vai cobrar, acontece isso? Não somos cidadãos nesse momento?

Não. Mas são eles que decidem a minha vida. E decidem que meu final de semana terá cervejas a menos por causa de uma passagem mais cara.

Mas aí penso que ao menos estamos conscientes disso (primeiro passo). E o resto?

Desanimo e volto para o quarto de paredes utópicas.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Pedaços de novo ano

Comecei o ano mais míope e com menos dinheiro. Nada mal. Bom, com lentes 'maiores' não perco mais o ônibus.

E comecei o ano ouvindo mais blues que ultimamente. So good ;)

Enquanto eu me derretia ouvindo No Surprises em Dezembro quase num surto doido, comecei janeiro estourando blues e rock and roll nas minhas caixinhas de som. Little Richard, campeão, rock and roll babe all night long.

(Acho que não agüento mais essa coisa indie, hype so cool . Motivos pelos quais a Independência não fará mais parte do meu roteiro para 2009.)

>>

Saudades de respirar Casa de Cultua Mario Quintana. Mal voltei pra Porto Alegre e passei toda semana lá. Café + cinema = perfeito roteiro.

Tem uns filmes que já saíram de cartaz dos grandes cinemas de Porto Alegre, mas que estão por lá, como o Desejo e Reparação – com uma das histórias mais tristes que já vi. Detalhe para o fato de eu ter chorado até chegar em casa.

E que bom que a Madonna já foi embora, que acabou essa febre. Sim, admito com todos as letras que Madonna nunca esteve e nunca estará numa playlist minha (escolhida em sã consciência, claro).

>>

Como disse uma pessoa do meu Twitter: “Holocausto palestino é aceitável”.

Gente, entra ano e sai ano é sempre a mesma coisa. Sabe, e isso não é uma guerra ideológica/religiosa. Questões geográficas mais importantes para os poíticos que sabem que o território da Palestina é muito valioso para não ficar nas mãos de Israel e dos judeus. Porque para eles Deus disse a Abraão...blá, conversa. Não quero citar Beatles e Lennon, but...

Os judeus usam Hitler para se defender e dizer que merecem a terra prometida. Faz-me rir! Parece que a antropologia não está mais com toda razão ao afirmar que o ser humano é perfectível. Desse jeito, ele continuará a repetir os mesmo erros históricos transformando a História em algo para o futuro e não passado. Lamentável ver que agora eles querem fazer um holocausto palestino. E pior de tudo é ver quem faz guerra com pedras e outros com metralhadoras alemãs.

E a ONU? Obama?

Obama eu realmente darei um desconto porque 20 de janeiro ainda não chegou. Mas não fique em silêncio por muito tempo. Se bem que a mudança que ele tanto glorificou era para americanos (norte-amerianos) e não para o mundo. E eu aqui perdendo meu tempo acreditando...

E enquanto estamos pagando pra esperar o mundo ainda faz guerras em nome de Deus/Alá e o raio que o parta.

>>

P.S: meu primeiro texto pós reforma ortográfica (hihi) não estou nos conformes eu sei, eu tenho IDEIA disso. heheheh

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Como perder horas de trabalho - parte I

Muito bem, segunda-feira. Primeiro dia de férias de faculdade e um dia de trabalho integral de pesquisa.
9 horas da manhã. Checar emails (Gmail e Yahoo). Responder os mais interessantes. Verificar scraps no Orkut. Adicionar novo amigo no Facebook. (Dois Cds sendo baixados nesse instante).
Entrar no MySpace. Novas músicas da Pública. Mensagem nova no Last.fm. Bobagens de amigos. Deletar.
O jornal não veio hoje. Uma passada em sites de notícias - Folha, G1, etc, etc.
Tentar ao máximo não entrar no messenger. Gtalk piscando. Ok. Só 10 minutos de conversas virtuais matinais.
Abrir o TDUD?, Kibeloco, GordoNerd, Bobagento e outros do gênero. Cyanide Happiness, meu Deus, tempo que não via.
Voltar ao Gordo Nerd. Viajando nos links. Parar nesse.
Ler todos os blogs possíveis. Percebi que não faço mais comentários. Comento. Um.
Alguns vídeos no Youtube.
Trabalho. Alguns minutos.

Hora do almoço. Minha tarde foi produtiva.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Bolo de idéias

Depois de 49 dias sem um post, do clássico stress de final de semestre, das noites mal dormidas e dos trabalhos entregues pela metade por motivos insólitos, cá estou, quase gritando féeerias pela janela, feliz da vida mesmo com um ano mais velha acrescido nos últimos dias.
Não que envelhecer seja algo que não me agrade (meu Deus, que papo é esse?) mas tenho experiências de pessoas que ao avançarem a casa dos 20 chegaram aos 30 com um pensamento conservador e burocrata. Aí está a questão:o avanço dos anos me faz ter pavor de um dia ter que deparar que me transformei em alguém assim. E o pior, tem gente que se reconhece. Enfim, ficarei desse lado pra abraçar os malditos no inferno. Entre eles, o Thompson que não me permite sucesso e a vaga garantida do Wolfe (fase) New Journalism. Esse último, caramba, fechou com chave de ouro meu semestre. É tão lindo o deslumbre, por mais que seja anti-acadêmico/científico, como certamente afirmaria um professor meu, mas por que não se deslumbrar? Com o belo e o maldito, com toda forma (re)inventada, (re) criada, com tudo que seja imprevisível e que dê um tapa na cara (ou um chute na bunda) no velho conservadorismo acadêmico e nos que que adoram uma forma fechada (não, não é uma exaltação pós-moderna, muito pelo contrário). O toque niilista é só a cereja maldita do bolo.
Deve ter um nome, mas não me vem nada em mente agora além de experimentação. Experimentar a vida, em todos os sentidos para que os resquícios sejam encontrados em todas as manifestações do eu.
Descobrir (a fundo) o novo jornalismo:


"Que se dane... Que reine o caos ... aumentem a música, mais vinho... Que se danem as posições... O degrau de cima é de quem pegar primeiro. Todas as velhas tradições estão exauridas, e nenhuma nova foi estabelecida. As apostas estão suspensas! as vantagens canceladas! o jogo não é de ninguém!... os cavalos estão todos dopados!... a pista é de vidro!... e de um caos assim glorioso poderá surgir, da mais inesperada fonte, da mais inesperada forma, alguma bela, nova e gorda Explosão de Estrelas de Fogos de Artifício que incendiará o céu".

(Wolfe)

Tão perfeito e demais quanto:

Eu vos digo: é preciso ter ainda caos dentro de si, para poder dar à luz uma estrela dançarina. Eu vos digo: ainda há caos dentro de vós.

(do bigodudo Nietzsche)

>>

O que seria do mundo se todos sofressem da tal doença da seriedade? Um brinde. E, parafraseando Nietzsche numa carta a Wagner: "...desta vez, no entanto, eu venho como o vitorioso Dionísio, que transformará o mundo numa festa...não que eu tenha muito tempo...




Nota: ao lado do meu prédio tem uma casa de dois andares muito antiga. Eu moro no segundo andar e meu apartamento fica nos fundos. Da minha sala, dou de cara com os fundos da casa e com uma despedida de solteiro de um dos moradores. Bom, tem zilhões de moradores de todas as faixas etárias, mas para a minha surpresa, o que é óbvio também, tem um bando de homem esperando um bolo enorme chegar com uma loira peituda dentro. Como o calor está insuportável e minha janela precisa ficar aberta, estou brincando de conversas furtadas. Seriam muitos comentários para um dia só. Fica aqui porque vou sair de casa antes que o bolo chegue.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Fale alguma coisa, Adam Smith

O capitalismo se rendeu ao estado e sua lógica essencial foi quebrada. O “mais mercado, menos estado”, deixado de lado recentemente pela crise da economia norte-america (e junto, levando a economia mundial), parece mostrar que o tão poderoso lado neo-liberal da vida está ruindo. Há quem afirme que o capitalismo se tornou um sistema tão forte que vai sair dessa, assim como em 1929 os EUA se reergueram. Será?
O pacote de 700 bilhões de dólares represanta o quê, na verdade?*

1) permite eliminar a dívida externa de 49 países mais pobres (375 bilhões) e ainda sobraria outro tanto;
(2) representa quase seis vezes o total de ajuda externa para se atingir todas (sim, todas) as chamadas "Metas do milênio" em pobreza, educação e saúde (gasto estimado em 150 bilhões);
(3) representa oito vezes o total da ajuda externa atualmente oferecida (que é de 104 bilhões anuais);
(4) é suficiente para erradicar toda a pobreza do mundo em dois anos (o PNUD calcula em 300 bilhões de dólares o necessário para tirar da pobreza toda a população mais pobre que sobrevive com até um dólar por dia);

* observações feitas pelo professor e sociólogo Zander Navarro

Talvez seja esse o momento do surgimento de uma nova ordem. E isso não é filosofia utópica.

“Se todos tivermos direito a uma vida digna, quem se preocupará em acumular dinheiro?"

Fomos obrigados a acreditar que essa lógica é natural. Fomos obrigados a aceitarmos o fato de diariamente sermos lapidados para nos tornarmos peças do mercado de trabalho. Mercadorias. Parece natural que tenhamos que ser alienados em relação à vida que temos. É o momento para pensarmos a vida (material) que temos. E querem nos tirar essa oportunidade de nós mesmos construirmos, com o direito que realmente temos no mundo.

Leitura imprescindível


Thanks, Anna, pelo link!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Declaração utópico-pirata sem apêndices

O twitter vai matar meu blog. E tenho dito.

Essa era de micro-blogging te faz postar pequenos comentários ao longo do dia, somando sei lá quantos updates em uma hora, deixando de lado o maior espaço do blog. Os 140 caracteres me vencem.

Óbvio que isso só pode ser constatado empiricamente comigo.


>>


Há duas coisas que me irritam, no momento*, em Porto Alegre. O trânsito (entenda-se linha D43 da Carris, melhor empresa do mondo) e as eleições. Maldito último dia em que não fui atendida para a transferência do meu título de eleitor. Quem mandou ser brasileira e deixar para a última hora, ser a última da fila e não ser atendida? Pois é. Não poderei dar meu troco.


1) Gostaria que, em algum dia, o secretário de Gestão da prefeitura de Porto Alegre fizesse um tour entre Mercado Público e Campus do Vale utilizando como meio de transporte aqueles que ele afirma rodarem com apenas 30 por cento da capacidade. Pegar um D43 entre 07:30 e 08:30 da manhã, ser feliz se o motorista não falar "mais um passinho para fechar a porta" e ter 'boa viagem'. Não sei se isso o ajudaria a mudar de idéia em relação ao programa Portais da Cidade. Programa por sinal que não beneficiaria a quem deveria: quem utiliza o transporte coletivo. Eu só espero, um dia, poder me mandar daqui porque se agora o trânsito já está caótico e se pegar ônibus é viver uma experiência diária de enlatados com um Tri na mão, pela lógica do sistema, as coisas tendem a piorar. E daqui uns meses, quando a passagem aumentar, já que Fogaça será reeleito, creio que o bolso de quem é estudante também vai piorar. E isso me dá muita raiva nesse exato momento. Não que Manuela, Maria, Luciana ou Vera (tô feminista, não citarei os candidatOs) fossem resolver algo. Mas...


2) O que os marketeiros políticos fizeram demais com a Manuela, essa gente fez menos com a Maria do Rosário. Aquele carro de som com um “chega de José, agora é Maria” é de uma inteligência absurda.

E a Juliana Brizola pretende ser vereadora com um slogan: “Vote na neta de Brizola”.

Continuo olhando e não entendendo. Na verdade, não digerindo.


* Beco, revista do Beco, Carol Teixeira filósofa e pessoas com lenço palestino também me irritam, no momento.


>>


Mais do que nunca, nesses momentos da vida entre eleições, Wall Street e Obama X McCain e uma observação básica nas conversas inúteis das pessoas que serão jornalistas em menos de dois anos no saguão da Famecos, a solução, mesmo que temporária, é desligar o computador, ler o T.A.Z em 90 minutos e dedicar os momentos seguintes para ver “O que fazer em caso de incêndio”. Opções mais agradáveis – e em mão. Não que a Zona Autônoma possa surgir, mas fico feliz em saber que eu posso escolher as pessoas para estarem dentro da minha T.A.Z.


>>


“Eu vos digo: é preciso ter caos ainda dentro de si, para poder dar à luz uma estrela dançarina. Eu vos digo: ainda há caos dentro de vós.”


Não foi dessa vez que meu blog morreu.


domingo, 14 de setembro de 2008

extraordinário desafio

NÃO reproduza.

RECRIE.

sábado, 13 de setembro de 2008

"os abusos de poder que se armam ou se baseiam na razão"

"O racionalismo científico, o dos modelos matemáticos que inspiram a política do FMI ou do Banco Mundial, o das Law firms, grandes multinacionais jurídicas que impõem as tradições do direito americano ao planeta inteiro, o das teorias da ação racional etc., esse racionalismo é ao mesmo tempo a expressão e a caução de uma arrogância ocidental que leva a agir como se alguns homens tivessem o monopólio da razão e pudessem instituir-se, como se diz habitualmente, como polícia do mundo, isto é, detentores autoproclamaos do monopólio da violência legítima, capazes de pôr a força das armas a serviço da justiça universal."

P. Bourdieu - Contrafogos, p. 30

(era pra postar isso quinta, 11/09)

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Doo wacko!

Agora sim, depois de dois dias super necessários para colocar a vida um pouco no lugar (ok, ok, vou tocar no assunto). A Amanda fez um post maravilhoso explicando a sensação pós show do The Hives. Eu não posso deixar isso passar em branco. Há quase 48 horas atrás eu estava me dirigindo ao Bourbon ver aqueles suecos que me fariam ter a experiência mais afudê de um show.

De Hate To Say I Told You So até Tick Tick Boom foram uns 7 anos de The Hives e eu nem imaginava que um dia poderia ver eles e mais, que eles fariam um baita show pra ninguém colocar defeito. Queridos do início ao fim e atitude rock and roll, também. Longe de ter aquela postura blasé de seres superiores que estão no palco e platéia, por favor, não me toquem.

Só os vários indies no local que ficaram pelos cantos. Sim, não gosto de indies e algo está me irritando neles nos últimos dias porque não me parece que eles tiveram alguma identidade musical antes desse boom.

E The Hives não é indie rock, logo estou um tanto irritada com as tags que o LastFm está classificando certas bandas.

Sobre a sensação, acho que o i-Doser deveria pegar umas idéias neles pra que suas ‘doses’ realmente funcionassem.

Cara de idiota passando, mas com uma experiência inesquecível na cabeça. E obrigada aos amigos que não me deixaram desistir do show.



Eu estava lendo a entrevista deles no Move That Jukebox.

É interessante que muita banda internacional cita Sepultura como banda brasileira preferida ou conhecida. \m/



Very good, clica aqui e lê toda porque é tri boa e ahhh como eu queria ser pobre na Suécia.






sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Zygmunt Bauman, por favor, preciso de um tempo contigo

Mas bem mais tarde. Precisamos conversar sobre essa tal pós-modernidade. Tu bem sabes que não me desce aquela idéia dos franceses. Eles chutaram o balde e estragaram tudo. E agora me 'obrigam' a tentar responder sozinha tantas indagações. Tenho me perdido pelos labirintos do campo científico e isso não é nada bom.

*
Tenho pensado em como Lévi-Strauss é maravilhoso e foi injustiçado no ano de seu centenário porque, convenhamos 2008 só foi Maio de 68. Chega, né?

*
Pensando alto: Os chineses já foram embora? Não vi nenhum esse semestre na Famecos. Céus, não gosto de chineses. Na verdade eu não gosto da China. E se Giovanni Arrigui estiver certo, estamos perdidos. Marte precisa ser, de longe, a solução.