segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Como perder horas de trabalho - parte I

Muito bem, segunda-feira. Primeiro dia de férias de faculdade e um dia de trabalho integral de pesquisa.
9 horas da manhã. Checar emails (Gmail e Yahoo). Responder os mais interessantes. Verificar scraps no Orkut. Adicionar novo amigo no Facebook. (Dois Cds sendo baixados nesse instante).
Entrar no MySpace. Novas músicas da Pública. Mensagem nova no Last.fm. Bobagens de amigos. Deletar.
O jornal não veio hoje. Uma passada em sites de notícias - Folha, G1, etc, etc.
Tentar ao máximo não entrar no messenger. Gtalk piscando. Ok. Só 10 minutos de conversas virtuais matinais.
Abrir o TDUD?, Kibeloco, GordoNerd, Bobagento e outros do gênero. Cyanide Happiness, meu Deus, tempo que não via.
Voltar ao Gordo Nerd. Viajando nos links. Parar nesse.
Ler todos os blogs possíveis. Percebi que não faço mais comentários. Comento. Um.
Alguns vídeos no Youtube.
Trabalho. Alguns minutos.

Hora do almoço. Minha tarde foi produtiva.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Bolo de idéias

Depois de 49 dias sem um post, do clássico stress de final de semestre, das noites mal dormidas e dos trabalhos entregues pela metade por motivos insólitos, cá estou, quase gritando féeerias pela janela, feliz da vida mesmo com um ano mais velha acrescido nos últimos dias.
Não que envelhecer seja algo que não me agrade (meu Deus, que papo é esse?) mas tenho experiências de pessoas que ao avançarem a casa dos 20 chegaram aos 30 com um pensamento conservador e burocrata. Aí está a questão:o avanço dos anos me faz ter pavor de um dia ter que deparar que me transformei em alguém assim. E o pior, tem gente que se reconhece. Enfim, ficarei desse lado pra abraçar os malditos no inferno. Entre eles, o Thompson que não me permite sucesso e a vaga garantida do Wolfe (fase) New Journalism. Esse último, caramba, fechou com chave de ouro meu semestre. É tão lindo o deslumbre, por mais que seja anti-acadêmico/científico, como certamente afirmaria um professor meu, mas por que não se deslumbrar? Com o belo e o maldito, com toda forma (re)inventada, (re) criada, com tudo que seja imprevisível e que dê um tapa na cara (ou um chute na bunda) no velho conservadorismo acadêmico e nos que que adoram uma forma fechada (não, não é uma exaltação pós-moderna, muito pelo contrário). O toque niilista é só a cereja maldita do bolo.
Deve ter um nome, mas não me vem nada em mente agora além de experimentação. Experimentar a vida, em todos os sentidos para que os resquícios sejam encontrados em todas as manifestações do eu.
Descobrir (a fundo) o novo jornalismo:


"Que se dane... Que reine o caos ... aumentem a música, mais vinho... Que se danem as posições... O degrau de cima é de quem pegar primeiro. Todas as velhas tradições estão exauridas, e nenhuma nova foi estabelecida. As apostas estão suspensas! as vantagens canceladas! o jogo não é de ninguém!... os cavalos estão todos dopados!... a pista é de vidro!... e de um caos assim glorioso poderá surgir, da mais inesperada fonte, da mais inesperada forma, alguma bela, nova e gorda Explosão de Estrelas de Fogos de Artifício que incendiará o céu".

(Wolfe)

Tão perfeito e demais quanto:

Eu vos digo: é preciso ter ainda caos dentro de si, para poder dar à luz uma estrela dançarina. Eu vos digo: ainda há caos dentro de vós.

(do bigodudo Nietzsche)

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O que seria do mundo se todos sofressem da tal doença da seriedade? Um brinde. E, parafraseando Nietzsche numa carta a Wagner: "...desta vez, no entanto, eu venho como o vitorioso Dionísio, que transformará o mundo numa festa...não que eu tenha muito tempo...




Nota: ao lado do meu prédio tem uma casa de dois andares muito antiga. Eu moro no segundo andar e meu apartamento fica nos fundos. Da minha sala, dou de cara com os fundos da casa e com uma despedida de solteiro de um dos moradores. Bom, tem zilhões de moradores de todas as faixas etárias, mas para a minha surpresa, o que é óbvio também, tem um bando de homem esperando um bolo enorme chegar com uma loira peituda dentro. Como o calor está insuportável e minha janela precisa ficar aberta, estou brincando de conversas furtadas. Seriam muitos comentários para um dia só. Fica aqui porque vou sair de casa antes que o bolo chegue.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Fale alguma coisa, Adam Smith

O capitalismo se rendeu ao estado e sua lógica essencial foi quebrada. O “mais mercado, menos estado”, deixado de lado recentemente pela crise da economia norte-america (e junto, levando a economia mundial), parece mostrar que o tão poderoso lado neo-liberal da vida está ruindo. Há quem afirme que o capitalismo se tornou um sistema tão forte que vai sair dessa, assim como em 1929 os EUA se reergueram. Será?
O pacote de 700 bilhões de dólares represanta o quê, na verdade?*

1) permite eliminar a dívida externa de 49 países mais pobres (375 bilhões) e ainda sobraria outro tanto;
(2) representa quase seis vezes o total de ajuda externa para se atingir todas (sim, todas) as chamadas "Metas do milênio" em pobreza, educação e saúde (gasto estimado em 150 bilhões);
(3) representa oito vezes o total da ajuda externa atualmente oferecida (que é de 104 bilhões anuais);
(4) é suficiente para erradicar toda a pobreza do mundo em dois anos (o PNUD calcula em 300 bilhões de dólares o necessário para tirar da pobreza toda a população mais pobre que sobrevive com até um dólar por dia);

* observações feitas pelo professor e sociólogo Zander Navarro

Talvez seja esse o momento do surgimento de uma nova ordem. E isso não é filosofia utópica.

“Se todos tivermos direito a uma vida digna, quem se preocupará em acumular dinheiro?"

Fomos obrigados a acreditar que essa lógica é natural. Fomos obrigados a aceitarmos o fato de diariamente sermos lapidados para nos tornarmos peças do mercado de trabalho. Mercadorias. Parece natural que tenhamos que ser alienados em relação à vida que temos. É o momento para pensarmos a vida (material) que temos. E querem nos tirar essa oportunidade de nós mesmos construirmos, com o direito que realmente temos no mundo.

Leitura imprescindível


Thanks, Anna, pelo link!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Declaração utópico-pirata sem apêndices

O twitter vai matar meu blog. E tenho dito.

Essa era de micro-blogging te faz postar pequenos comentários ao longo do dia, somando sei lá quantos updates em uma hora, deixando de lado o maior espaço do blog. Os 140 caracteres me vencem.

Óbvio que isso só pode ser constatado empiricamente comigo.


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Há duas coisas que me irritam, no momento*, em Porto Alegre. O trânsito (entenda-se linha D43 da Carris, melhor empresa do mondo) e as eleições. Maldito último dia em que não fui atendida para a transferência do meu título de eleitor. Quem mandou ser brasileira e deixar para a última hora, ser a última da fila e não ser atendida? Pois é. Não poderei dar meu troco.


1) Gostaria que, em algum dia, o secretário de Gestão da prefeitura de Porto Alegre fizesse um tour entre Mercado Público e Campus do Vale utilizando como meio de transporte aqueles que ele afirma rodarem com apenas 30 por cento da capacidade. Pegar um D43 entre 07:30 e 08:30 da manhã, ser feliz se o motorista não falar "mais um passinho para fechar a porta" e ter 'boa viagem'. Não sei se isso o ajudaria a mudar de idéia em relação ao programa Portais da Cidade. Programa por sinal que não beneficiaria a quem deveria: quem utiliza o transporte coletivo. Eu só espero, um dia, poder me mandar daqui porque se agora o trânsito já está caótico e se pegar ônibus é viver uma experiência diária de enlatados com um Tri na mão, pela lógica do sistema, as coisas tendem a piorar. E daqui uns meses, quando a passagem aumentar, já que Fogaça será reeleito, creio que o bolso de quem é estudante também vai piorar. E isso me dá muita raiva nesse exato momento. Não que Manuela, Maria, Luciana ou Vera (tô feminista, não citarei os candidatOs) fossem resolver algo. Mas...


2) O que os marketeiros políticos fizeram demais com a Manuela, essa gente fez menos com a Maria do Rosário. Aquele carro de som com um “chega de José, agora é Maria” é de uma inteligência absurda.

E a Juliana Brizola pretende ser vereadora com um slogan: “Vote na neta de Brizola”.

Continuo olhando e não entendendo. Na verdade, não digerindo.


* Beco, revista do Beco, Carol Teixeira filósofa e pessoas com lenço palestino também me irritam, no momento.


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Mais do que nunca, nesses momentos da vida entre eleições, Wall Street e Obama X McCain e uma observação básica nas conversas inúteis das pessoas que serão jornalistas em menos de dois anos no saguão da Famecos, a solução, mesmo que temporária, é desligar o computador, ler o T.A.Z em 90 minutos e dedicar os momentos seguintes para ver “O que fazer em caso de incêndio”. Opções mais agradáveis – e em mão. Não que a Zona Autônoma possa surgir, mas fico feliz em saber que eu posso escolher as pessoas para estarem dentro da minha T.A.Z.


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“Eu vos digo: é preciso ter caos ainda dentro de si, para poder dar à luz uma estrela dançarina. Eu vos digo: ainda há caos dentro de vós.”


Não foi dessa vez que meu blog morreu.


domingo, 14 de setembro de 2008

sábado, 13 de setembro de 2008

"os abusos de poder que se armam ou se baseiam na razão"

"O racionalismo científico, o dos modelos matemáticos que inspiram a política do FMI ou do Banco Mundial, o das Law firms, grandes multinacionais jurídicas que impõem as tradições do direito americano ao planeta inteiro, o das teorias da ação racional etc., esse racionalismo é ao mesmo tempo a expressão e a caução de uma arrogância ocidental que leva a agir como se alguns homens tivessem o monopólio da razão e pudessem instituir-se, como se diz habitualmente, como polícia do mundo, isto é, detentores autoproclamaos do monopólio da violência legítima, capazes de pôr a força das armas a serviço da justiça universal."

P. Bourdieu - Contrafogos, p. 30

(era pra postar isso quinta, 11/09)

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Doo wacko!

Agora sim, depois de dois dias super necessários para colocar a vida um pouco no lugar (ok, ok, vou tocar no assunto). A Amanda fez um post maravilhoso explicando a sensação pós show do The Hives. Eu não posso deixar isso passar em branco. Há quase 48 horas atrás eu estava me dirigindo ao Bourbon ver aqueles suecos que me fariam ter a experiência mais afudê de um show.

De Hate To Say I Told You So até Tick Tick Boom foram uns 7 anos de The Hives e eu nem imaginava que um dia poderia ver eles e mais, que eles fariam um baita show pra ninguém colocar defeito. Queridos do início ao fim e atitude rock and roll, também. Longe de ter aquela postura blasé de seres superiores que estão no palco e platéia, por favor, não me toquem.

Só os vários indies no local que ficaram pelos cantos. Sim, não gosto de indies e algo está me irritando neles nos últimos dias porque não me parece que eles tiveram alguma identidade musical antes desse boom.

E The Hives não é indie rock, logo estou um tanto irritada com as tags que o LastFm está classificando certas bandas.

Sobre a sensação, acho que o i-Doser deveria pegar umas idéias neles pra que suas ‘doses’ realmente funcionassem.

Cara de idiota passando, mas com uma experiência inesquecível na cabeça. E obrigada aos amigos que não me deixaram desistir do show.



Eu estava lendo a entrevista deles no Move That Jukebox.

É interessante que muita banda internacional cita Sepultura como banda brasileira preferida ou conhecida. \m/



Very good, clica aqui e lê toda porque é tri boa e ahhh como eu queria ser pobre na Suécia.






sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Zygmunt Bauman, por favor, preciso de um tempo contigo

Mas bem mais tarde. Precisamos conversar sobre essa tal pós-modernidade. Tu bem sabes que não me desce aquela idéia dos franceses. Eles chutaram o balde e estragaram tudo. E agora me 'obrigam' a tentar responder sozinha tantas indagações. Tenho me perdido pelos labirintos do campo científico e isso não é nada bom.

*
Tenho pensado em como Lévi-Strauss é maravilhoso e foi injustiçado no ano de seu centenário porque, convenhamos 2008 só foi Maio de 68. Chega, né?

*
Pensando alto: Os chineses já foram embora? Não vi nenhum esse semestre na Famecos. Céus, não gosto de chineses. Na verdade eu não gosto da China. E se Giovanni Arrigui estiver certo, estamos perdidos. Marte precisa ser, de longe, a solução.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

pra que serve o teu conhecimento?

Eu falei que por motivos especiais daria uma pausa no meu recesso. Recebi um e-mail do professor Zander Navarro com uma tirinha muito interessante sobre a situação das universidades brasileiras.



domingo, 17 de agosto de 2008

Recesso

Por motivos acadêmicos, este blog suspenderá suas atividades por um tempo (salvo situações muito pertinentes hehe).

culpem Bourdieu, Alfred Schütz, Maquiavel e os três porquinhos.
E a culpa não é (juro) da minha indisciplina para com atividades que exigem organização. Oi, deixei tudo pra última hora, já volto.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Um dia de muitas emoções

Momento blog = diário virtual (blé): que dia! Sim, porque não é qualquer segunda-feira (pós aquele fatídico domingo sem nenhum super aberto) que te enche de novidades: 1) The Hives confirmado em POA, no Bourbon Country (estranho, não), mas ta aqui, viu.
2) Não confirmado, mas entra na soma: The Hives + Kaiser Chiefs + R.E.M = vou falir. Melhor semestre impossível.

*
Hoje, pela manhã, o senhor Políbio Braga foi o convidado da cadeira de Jornalismo Especializado, da Famecos, pra conversar com os alunos, falar da vida dele e blábláblá. Pior é que fiquei sabendo, algumas horas antes, quando abri o Nova Corja enquanto esperava a aula começar. Uau!

O post bombou hahaha mas não to afim fazer um comentário jornalisticamente falando. Fato é que não falarei muito porque Políbio Braga pode me proce$$ar por qualquer coisa que ele achar que ofenda a sua pessoa.

Diz que tem um site sobre Economia e Política. Meia hora depois diz que tem um blog. Até me faz lembrar isso. Ainda não sabe o que é um blog?
Mas olha que interessante: Seu Políbio tem um baita ego. Faz um jornalismo, acredita ele, de boa qualidade. Claro.
Recebe patrocínio do governo. Governo esse falido que busca apoio no BIRD porque não tem dinheiro. Mas para patrocinar o blog de um só jornalista tem.
Mas isso não influencia o jornalismo dele, sabe. Ele nos contou. E disse, mais: quem ousar falar na cara dele que ele é corrupto vai apanhar. Viu? Ou será processado. Melhor método, jornalista-adEvogado.

Sozinho, ele lê os 400 e-mails que recebe por dia e edita uma newsletter para 170 mil assinantes em TODO o mundo. Mas como tem gente que gosta, heim.
Enfim, passou duas horas fazendo o que mais gosta: ficar polemizando à toa.
Chega, já passou a diversão. Não tem mais graça.

domingo, 10 de agosto de 2008

fim de semana (em pedaços)

não despedaçado.

*
Falta de inspiração é uma coisa terrível. Mas que diabos é isso? É minha cabeça não querendo juntar idéias. Pausa forçada, também. Invento isso pra não me culpar pela falta do tal lado criativo. Também, quem é que em sua sã consciência acha que ausências num domingo à tarde, depois de um dia dedicado inteiramente a Maquiavel e a pretensão de pensar como cientista político, podem ser resolvidas com o tal Brique da Redenção. Todas as criaturas de Porto Alegre se concentram naquela rua. E o meu dinheiro desaparece. Fato. Por isso, Bruno, que eu concordo contigo que o domingo é ruim. E, além do mais, o Zaffari estava fechado. Esqueci. Meu primeiro Dia dos Pais longe do meu. Maldito aumento de passagens intermunicipais.
Eu sempre perco pro Domingo.

*
Melhor experiência possível. Cabaré Valentin. Consumo exagerado de arte. Teatro bar espetáculo. Lembrei do nada, por aqui, de uma das melhores sextas-feiras à noite. Um brinde às pessoas maravilhosas que me apresentaram isso. Claro, amigos são para essas coisas. Aparecem quando todos foram embora para te tirar do sufoco, pra te fazer rir e pra te apresentar uma fórmula esquisita, dentro de um frasco, onde tu reconheces muito distante o doce sabor da liberdade e acorda no dia seguinte. Acorda feliz porque a vida vale a pena pelos amigos que tu tens. Como é mesmo? "...And tonight we can truly say together we're invincible".

*
Sabe quando tu te apaixona por uma banda que era tri desconhecida (pra ti) até ontem, às 22h, aí tu descobre que essa banda tocou onde tu mora (Porto Alegre) há menos de um ano? Pois é. Fazer o quê.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

"Amo aquilo que nos torna mais do que somos"

Durante a vida, a gente pode encontrar vários sábios.
Fato é que o melhor sábio é aquele que passa por ti na rua, num dia qualquer, com a pele enrugada, vida sofrida ( e, ainda, com muita esperança no mundo) e te diz:

"Todo mundo reclama da falta de DINHEIRO, mas nunca vi ninguém falar ou reclamar da falta de CONHECIMENTO".

quinta-feira, 24 de julho de 2008

I could be dreaming

"... e me confundo inteiro e fico enrolado correndo de uma estrela cadente para outra até desistir. Assim é a noite, e é isso o que ela faz com você, e eu não tinha nada a oferecer a ninguém, a não ser minha própria confusão".

"...Algo, alguém, algum espírito nos perseguia, a todos nós, através do deserto da vida, e estava determinado a nos apanhar antes que alcançássemos o paraíso. Naturalmente, agora que reflito sobre isso, trata-se apenas da morte: a morte vai nos surpreender antes do paraíso. A única coisa pela qual ansiamos em nossos dias de vida, e que nos faz gemer e suspirar e nos submetermos a todos os tipos de náuseas singelas, é a lembrança de uma alegria perdida que provavelmente foi experimentada no útero e que somente poderá ser reproduzida (apesar de odiarmos admitir isso)na morte".

Kerouac. Novamente.


update:
não tem nada a ver , mas esse post do Garotas que Dizem Ni tá fofo.
(defina fofo, Eliane?)

go ahead

Só sei que essa revolução social pela música tá me deixadno bem feliz. Sério, a rádio do last.fm toca as melhores músicas que eu poderia querer ouvir. De uma seleção de artistas parecidos com Belle and Sebastian, passei a manhã ouvindo as melhores músicas. Alguém já ouviu Ingrid Michaelson? música linda com letra bacana.
E falando em vocal feminino, nada se compara ao vocal do Rilo Kiley. Voz linda, música mais linda ainda.

(O blogger não tá funcionando direito. O Google resolver vistoriar isso aqui também? então, sem links pra nada.)

segunda-feira, 21 de julho de 2008

O Analfabeto Político

Em época de campanha política para prefeitos e vereadores, nada mais correto que citar Bertolt Brecht.
sim, porque o pior analfabeto é o analfabeto político.

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

E digo mais. Agora, sobressaem-se aqueles analfabetos políticos que usam a campanha em prol de um benefício particular. E eu aqui sozinha acreditando que a democracia só pode ser formada pelos interesses coletivos.
E são esses que se agarram no bolso de um candidato que, quando ele se (re)eleger, reclamarão do preço do ônibus, do lixo na esquina e blábláblá
(pena que serão eles e todos nós juntos pagando pelos mesmos erros).

Oi, muito prazer. Me chamo Eliane e não tenho vergonha de dizer que sou utópica.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

the dark side of the moon

Quero dizer que eu não li o blog do Ricardo antes de postar aqui (até porque eu tava com essa idéia bem antes hehe e não to com o pé na estrada; estou apenas em Porto Alegre). Darei um jeito no final desse post.

Jack Kerouac. On the Road. pág 25.

"...e eu me arrastava na mesma direção como tenho feito por toda a minha vida, sempre rastejando atrás de pessoas que me interessam, porque, para mim, pessoas mesmo são os loucos, os que estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo agora, aqueles que nunca bocejam e jamais falam chavões, mas queimam, queimam, queimam como fabulosos fogos de artifício explodindo como constelações em cujo centro fervilhante - pop! - pode-se ver um brilho azul e intenso até que todos aaaaaaah!..."

era tudo que eu precisa. Kerouac 'fazendo' meu post de hoje.

Mas voltando pra casa, com a lua perfeita que tá no céu (sério, eu devo estar com algum problema - ou falta de um - porque já falei isso milhares de vezes), deu uma vontade enorme de ficar ouvindo todo o disco Dark Side of the Moon repetindo várias e várias vezes. Foi o que fiz - e o que voltarei a fazer. Não é uma noite pra ficar fazendo alguma coisa. Me interessa mais ficar rolando pelo chão da sala pensando. E deixar esse pensamento voar por aí.

Vontade absurda de gritar por aí 'and if your head explodes with dark forebodings too I'll see you on the dark side of the moon'. Alguém???

"I've been mad for fucking years, absolutely years, been
over the edge for yonks, been working me buns off for bands..."

"I've always been mad, I know I've been mad, like the
most of us...very hard to explain why you're mad, even
if you're not mad..."

Sério, preciso dizer que Pink Floyd é a minha banda preferida. Descobri isso hoje.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Coisas de Twitter

Eu tava com uma saudades enormes de Blind Melon. Descobri porque liguei a Olive do Pequena Miss Sunshine com a menina no clip No Rain. To vendo zilhões de vezes.
Também verei o filme novamente.

Tive quatro dias de férias no interior e creio que vida pacata não combina mais comigo. Acho que preciso de um médico pois voltei hiperativa (?). Alguém entende dessas coisas??
Devo estar tomando algo inconscientemente.

Aviso urgente: alguém aí pode já me ajudar a providenciar um emprego de férias? Férias para o verão, claro. Essas, assim como o semestre, já estão bem. Tentarei como graçonete no Bambus. By the way que porra é essa, Eliane, de ficar pensando em coisas para daqui 5 meses?
Blur será minha trilha sonora para os próximos dias. Tudo começou com um "vamos lembrar Ávalon (insignificante para quem não morava em Bento, Caxias, Veranópolis ou região) com Song 2"? Daí pula um The best of Blur na minha frente e tu solta tudo (eu, no caso).

Fiquei tão feliz ontem porque conversei com um amigo que hoje mora na Rússia e estuda física nuclear. Ele é um gênio que ainda vai ser reconhecido pelo mundo. Aguardem.

A Amanda me fez voltar ao Twitter e, assim como ela, estou viciada.
Tenho as minhas leituras de férias me esperando, mas estou aqui, quase o dia todo praticando cybervadiagem. A culpada, eu juro, é a GVT.


Perplexidades


Não sei vocês, mas eu to achando isso aqui uma selva. Enfim, perplexidades.
As pessoas que trabalham para cuidar da segurança da sociedade estão matando inocentes. Pessoas que não tem nada a ver com o crime, com o caos, com a parcela podre. Eu já perdi a conta de quantas foram mortas “por engano” pela polícia. Comecei a me inquietar com isso. Primeiro foi o menino João Roberto, de 3 anos. Depois dele, teve um jovem de 18 anos, uma empresária e ontem vi outra garota de 22 anos. Já perdi as contas, mas são vários casos, não só esses.
O que está acontecendo com as pessoas que deveriam nos dar segurança? A PM não deveria nos proteger de bandidos? Mas, vejam só que é com eles que ela está nos confundindo.
Eles são mal treinados? São.
Justifica sair atirando que nem louco? Não.
E não adianta dizer que eles ganham pouco porque se isso fosse sinônimo de maus comportamentos a sociedade estaria bem pior do já está.

Meu pai, ontem à noite, contando a história de um conhecido: o carro dele foi perseguido por policiais, ele tava andando bem devagar. Mandaram encostar. Ele não encostou. Viu que aceleraram atrás dele e saiu correndo. Tu sabes que se ele parasse poderia ter acontecido como esses aí (se referindo aos casos que estávamos vendo na TV).
Meu pai tem razão. E era só o que me faltava. Ter medo de quem deveria nos privar desse medo.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Sobre censura e política

A eleição para a prefeitura de Porto Alegre desse ano será a melhor dos últimos tempos. Não pela ‘qualidade’ dos candidatos, mas pelos debates que virão. Perdi, perdemos (???) o debate de ontem porque fomos debater com Guinness, Pilsen e Norteña.
As repercussões do dia seguinte foram mais interessantes, ou seja, aaacho que não perdemos nada, minha gente. Conversa aqui outra lá e os pontos mais engraçado (ou relevantes) sempre são conversa de bar/elevador/ônibus e msn/Gtalk do dia seguinte.

Gosto de política, mas postar aqui sobre política não me atrai mais. Então, confere aqui que é beeem melhor.

Ah! 2.431 - Eliane Fronza - Porto Alegre - RS

esse é o número da minha assinatura na petição online organizada por Sergio Amadeu, André Lemos, João Carlos Caribé e Henrique Antoun (entre outros). Em menos de duas horas, 300 pessoas a mais assinaram, elevando para 2.717 (número que cresce cada vez mais). O motivo: Pelo veto ao projeto de cibercrimes - Em defesa da liberdade e do progresso do conhecimento na Internet Brasileira

Para saber mais: aqui, aqui, aqui e aqui.

Um trecho, especialmente para pessoas como Amanda e eu (e outras do grupo de amigos):

Se uma gravadora, por exemplo, rastreia que um usuário ligado ao Speedy em São Paulo ou ao Vírtua em Maceió está usando a rede Bit Torrent, de troca de arquivos, ela pode ir à Justiça pedir a identidade do sujeito. Telefónica (do Speedy) ou Net (do Vírtua) são obrigados a dizer quem foi. Não importa que, muitas vezes, os arquivos trocados sejam legais. O fato é que todo provedor de acesso se verá obrigado a manter por três anos uma listagem de quem fez o quê e que lugares visitou na web. É como se os Correios mantivessem uma lista de todos os usuários de seu serviço e que indicasse com quem cada um se correspondeu neste período de anos. É coisa de Estado policial e uma franca violação da liberdade.

É sério.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Hora de trocar os pincéis

A vida não é um ensaio. Pelo que sabemos, você só tem uma chance e deve fazer suas escolhas baseado em qualquer posição moral, filosófica ou política que vier a adotar...Você faz escolhas durante sua vida, e elas são influenciadas por considerações políticas, por dinheiro e pelo lado obscuro de nossas essências. Você tem, de certa forma, a chance, por menor que seja, de tornar o mundo um lugar mais alegre ou mais sombrio. Todos temos a oportunidade de transcender as tendências a seros complicados, cruéis e gananciosos. Todos fazemos uma pequena marca na pintura da vida.
*
The Dark Side of the Moon sempre surge para me mostrar como a vida pode ser uma pintura impressionista. Como uma página pode ser virada e, do outro lado, surgir um La Seine à Asnières.
Pink Floyd tem algo de mágico. Música tem alguma magia presente nela. Parece que toda existência humana é uma desculpa para ter uma trilha sonora.
É só seguir a verdadeira sinfonia que a estrada encolhe, o caminho fica mais agradável e o sol brilha. Parece besteira, mas não é. É redescoberta de sentimentos. É felicidade desesperada para se libertar. By the way, LIBERDADE. É disso que o mundo precisa. Se libertar de conceitos caretas, de falsos ideais e de objetivos fúteis. Num primeiro momento, pode parecer doloroso. Afinal, é mais fácil receber tudo pronto. Mas não há nada mais magnífico do que ser free as a bird.
Por isso, retomei a minha trilha sonora original. E não há mais agradável que (re)começar num último dia de junho, sol, lar doce lar e Pink Floyd Live at Pompeii.
É disso que o mundo precisa. Levar a sério a frase do Roger Waters lá em cima e ser mais experimental, mais 'progressivo'.
P.S: E, num encontro oportuno com Fernando Pessoa, "é sempre melhor o impreciso que embala do que o certo que basta".

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Qual é o sinal da libertação? Não mais se envergonhar diante de si próprio.

Faz alguns dias que eu to vivendo no automático. Diria semanas, mas não quero me comprometer. Automático porque é acordar - faculdade - estágio - faculdade - dormir (tá algumas atividades nada estimulantes no decorrer do dia: comer em cinco minutos lanches da padaria barata e sem graça da esquina).
Definitivamente essa não sou eu. Definitivamente essa nunca foi a Eliane que eu achava que seria com 20 anos, 6 meses e 23 dias. Daí eu falei uma frase hoje de manhã para alguém, aquela máxima do Niezsche, "Torna-te quem tu és". Não quero descobrir que eu sou assim. Mas, na real, estou me transformando em quem eu não sou e não me tornado quem eu sou.

Automático porque tu acorda e pra tudo mundo tu olha e diz: "Oi, tudo bem?!". Não, mundo, não tá tudo bem. Quer me ouvir? Não, ninguém tem tempo. É verdade até porque eu não queria/não tenho tempo. Relógios! Pior invenção moderna.
Sim, porque se não existissem relógios eu não esperaria o dia seguinte para fazer/esperar fazer as coisas que aconteceram no mesmo horário do dia anterior. Eliane, oi, tempo não se repete. Só na invenção humana.

Humanos. Pessoas. Parei de tentar entendê-los porque é muita gente junta. É melhor tentar entender uma pessoa do que uma humanidade. Mas não vou fazer isso comigo mesma.

Automático porque somos criados/educados para agir dessa maneira. Não há espaço para pensar. Ao menos que alguém pague a conta do analista quando tu estiveres na pior.
Na pior em Paris e Londres é um livro bem bacana do Orwell, mas eu não estou nem em Paris nem em Londres. Estou numa provinciana Porto Alegre. É pior estar na pior aqui?

E quando uma parte de mim quer sair do automático, simplesmente todas as parte do meu 'eu' entram em colapso. Um turbilhão pior que o do nosso amigo Saint-Preux, na Paris de Rousseau.

Daí tu tem uma vontade enorme de dizer pro mundo parar. Sim, páre o mundo que eu também quero descer. Mas ninguém ouve. Tu espera que um ser celestial ou forças não racionais façam alguma coisa. Excesso de racioonlaidade, às vezes, é se tornar besta porque elas realmente existem (as forças) e elas estão brincando comigo. Rindo da minha desgraça (precisava justificar e tirar a culpa das minhas costas como para dizer que se o fracasso e a ignorância tivessem um articulador. Oras, Eliane, onde está teu apreço pela cientificidade?)

A Anna escreveu num post dela essa frase: Fernando Pessoa citaria, em uma das crises existenciais de Fausto, que 'Quem sente chora, mas quem pensa não'". E eu lembrei do diálogo que Irvin D. Yalom criou para Nietzsche com o Dr. Breuer em Quando Nietzsche Chorou:

"Aqueles que desejam a paz de espírito e a felicidade têm de acreditar e abraçar a fé, enquanto aqueles que desejam perseguir a verdade devem renunciar à paz de espírito e devotar sua vida à investigação".

Dizem que a gente só sabe quando fez a escolha certa lá no fim da vida, tipo o poema de Jorge Luiz Borges, Instantes, poema esse que já postei aqui no blog. Daí tu vê toda a tua vida e percebe se fez ou não a escolha certa. Mas tem que existir um jeito de saber, pelo menos uma parte, antes. É um peso muito grande para se carregar sozinho, ir levando, ir vivendo (ou ir existindo). Então, se eu viver até uns 80 anos, 50 ou 30, vou saber se ter escolhido o tormento foi melhor. Mas como? Só existe um caminho a ser vivido! Não existem outros caminhos e uma segunda opção para a história. Então, não é o caminho que influencia, é tudo o que tu fez pelo caminho que vai influenciar.

É hora de pegar uns desvios. Que desvios se essa estrada não tem desvios? Ir levando e se acostumando que tudo está so far way?

Diriam os mais sábios que estou dialogando com a esperança.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Post sem título adequado

Um tempo considerável passou desde sexta e eu ainda não me manifestei. Humm.
Muita gente não se manifestou, né?! Daí a gente diz que tem 'outras' coisas para se preocupar. Oi, fui irônica. Tem idéia do que é começar uma semana com I feel it all e terminar morrendo de vergonha de morar num estado como o RS? Sempre tem alguém pra tirar a emoção da vida. Ok. Então, vou lá porque a emoção voltou já que descobri ontem de manhã que Hunter Thompson salvou minha vida, minha dignidade acadêmica e meu futuro como jornalista. E é dele a frase para estampar essa vergonha.
"Em uma nação governada por suínos, todos os porcos sobem na vida - e o resto de nós está fodido até que possamos nos organizar ".

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Love

Vi isso no perfil do Orkut de uma amiga minha e achei maravilhoso. Tomei a liberdade de postar aqui (não sei onde ela encontrou).

O que é o amor na visão das crianças:

*Quando minha avó pegou artrite, ela não podia se debruçar para pintar as unhas dos dedos do pé. Meu avô desde então, pinta as unhas para ela, mesmo quando ele tem artrite - Rebecca, 8 anos

*Amor é quando uma menina coloca perfume e o menino coloca loção pós-barba, aí eles saem juntos e se cheiram - Karl, 5 anos

*Quando alguém te ama, a forma de falar seu nome é diferente - Billy, 4 anos

*Amor é quando você sai para comer e oferece suas batatinhas fritas, sem esperar que a outra pessoa te ofereça as batatinhas dela - Chrissy, 6 anos

*Amor é quando você fala para um garoto que linda camisa ele está vestindo e aí ele a veste todo dia - Noelle, 7 anos

*Amor é quando seu cachorro lambe sua cara, mesmo depois que você deixa ele sozinho o dia inteiro - Mary Ann, 4 anos

______________

Artrite, não posso ter artrite quando envelhecer.
Preciso de um cachorro.

***

ouça The Greatest, da Cat Power, com a chuva, o frio e toda a quarta-feira nublada.
ou baixe Anywhere I lay my head, da Scarlett Johansson, cantando Tom Waits com participação do Bowie.

sábado, 24 de maio de 2008

Por que o pequeno criador de sonhos reside em nossas mentes e se dá a todo esse trabalho para disfarçar a verdade?

Do alto do cogumelo, deixou o narguilé de lado e me perguntou:

- Preferes uma inteligência maluca ou uma loucura sábia?

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Embriaguem-se

"É preciso estar sempre embriagado. Aí está: eis a única questão. Para não sentirem o fardo horrível do Tempo que verga e inclina para a terra, é preciso que se embriaguem sem descanso. Com quê? Com vinho, poesia ou virtude, a escolher. Mas embriaguem-se. E se, porventura, nos degraus de um palácio, sobre a relva verde de um fosso, na solidão morna do quarto, a embriaguez diminuir ou desaparecer quando você acordar, pergunte ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que flui, a tudo que geme, a tudo que gira, a tudo que canta, a tudo que fala, pergunte que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio responderão: "É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso". Com vinho, poesia ou virtude, a escolher".

Charles Baudelaire

Ontem escolhi o vinho. Sabe, para não sentir o fardo da vida, do tempo e do trabalho. Para deixar de lado um professor chato, surdo e ...(como se chama quem fala muito baixo?) de Antropologia. Mesmo que meu vinho não era francês...era Dal Prá, 2 litros por 7 reais, companhias agradáveis e um bar que descobri já estar em Viamão. É, isso que dá um Campus Universitário na divisa com a cidade vizinha.

Tudo isso por quê? "Um homem que só bebe água tem um segredo a esconder de seus semelhantes”.

Amanhã voltarei sóbria.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Almoço Indigesto

Eu tenho um blog e nem blogo mais, pensei eu hoje pela manhã. Ah, dane-se, não vou ficar falando besteira visto que ultimamente minha mente não estava lá tão produtiva. Ok, ela não está produtiva por completo, mas preciso, realmente, comentar meu almoço. Na verdade, o Jornal do Almoço de hoje. Sabe aquela tática do Jornal Nacional e de outros noticiários em que as notícias mais pesadas aparecem antes para que o final fique com as descontraídas? Não assisto muito o Jornal do Almoço, mas hoje ele pareceu feito assim. A última (acho, nem lembro mais) reportagem foi com o Iotti, o Radicci e com os Homens de Perto. Foi feita no centrão de Porto Alegre. Atrair povo, leia-se. Mas a feliz idéia da produtora ou sei lá quem mandou eles perguntarem pro povão que estava na Esquina Demorcática para participar do espetáculo não me agradou. Sim, tem gente que não sabe o significado de algumas coisas. Conhece, mas com outras palavras. O fato: perguntaram para várias pessoas "O que o senhor(a) faria se seu filho dissesse que era heterossexual?" Nós sabemos a diferença entre heterossexual e homossexual, tem gente que não. Aqueles 'felizes' escolhidos não sabiam. A escolha foi certa. Eles pensaram: hetero e homo? tudoigual. "Eu aceitaria meu filho porque a gente tem que aceitar né, é filho, fazer o que, vou apoiar."

Enfim, parabéns, RBS TV, por rir às custas do povo. Foi de mau gosto, sério. Ou eu que estou séria demais ultimamente e ontem quase me convenceram de entrar no FNDC .

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Começar por onde? Por nós.

"Eu tenho quase a idade da mãe de vocês e estou com todo esse ânimo porque acredito que se pode ainda mudar o mundo. Agora, eu olho pra vocês, com essa cara e ..."

comentário da professora Ana Cláudia Nascimento na aula de Ética em Jornalismo, hoje pela manhã.

Ela tem razão. Não sei que assunto originou a frase acima ou se foi apenas de uma observação de: "okay, segundo dia depois do feriado uma turma inteira está sem vontade nem pra dizer 'presente'". Se foi, não foi só isso. Um mês de Isabella Nardoni na mídia, MST invadindo órgãos públicos (porque eles são realmente o único movimento unido e que tem força em TODOS os estados brasileiros?), 30 de abril é o prazo para definições partidárias e a imprensa não está comentando uma linha e etc estavam sendo discutidos. Eu estava morrendo de dor de cabeça, mas, confesso, não era apenas uma dor. Meus óculos não estão mais sendo suficientes e meu esgotamento mental não foi recuperado com o feriado. Posso afirmar com muita certeza que essa aula (uma das melhores do 4º semestre da Famecos) entra e sai com a mesma intensidade na cabeça de algumas pessoas. "Ética e Imprensa" do Eugênio Bucci está fazendo efeito quando ele me fez pensar sobre vestir a camisa da profissão e não da empresa. Diferente da prática, em que jornalistas concordam com a atuação da imprensa em certos casos (pense no caso Isabella) , os mesmos voltam para a redação e fazem o que seus editores mandam. Eu faria? Estou seriamente numa crise existencial e nem mais tenho resposta para simples questões da vida. Ok. Eu não faria. Eu perco meu emprego. Mas eu preciso comer, me vestir... e aí? Vamos encarar?
Uma das frases mais lindas do livro que diz que o jornalismo foi forjado pelo século das luzes como exercício da cidadania. Foi. E ainda é? Tem que ser. O jornalismo é responsável pelo debate público. E até quem jamais pensou em vestir a camisa da profissão mudaria de opinião ao conversar alguns minutos com o o professor Leonam (como bem lembrou a profª Ana).
Para voltar a minha indagação principal quando destaquei a frase da aula, penso que eu também faço parte do 'vocês' a quem ela se refere. Realmente, eu entrei na faculdade achando que eu podia mudar o mundo. Hoje penso que eu posso mudar o mundo de outras formas. Mas não perdi as esperanças. Tem gente que já entregou as armas há muito tempo. Conformismo. Talvez.
E quanto ao meu desafeto com o Pierre Bourdieu, nada a declarar. Preciso de um post só pra falar dele, do Adorno e disso que me 'incomoda'.
(tem muitas aspas nesse texto).
Acontece que se seria mesmo o conhecimento o bem mais importante e escasso atualmente (desafeto com o Bourdieu está aqui) isso não se aplica ao terceiro mundo. Tá, Brasil. Enfim, isso é um próximo post, também.

E, realmente, hoje foi um dia tão bom porque é maravilhoso descobrir pessoas inteligentes do teu lado, o mundo ainda tem chance, basta começar a fazer algo. Ontem eu resolvi deixar de dizer tudo bem pra todos e tudo e contribuir para a minha saúde física e mental. Resolvi colocar em prática a tática do foda-se e gastar 10 reais em besteiras no bar do Antônio (pra quem nem come direito...). Falei alto com o motorista do D43 que quase me prensou na porta porque não teve a paciência de me esperar e chamei a atenção de um cara que tacou o resto do seu cigarro em cima dos meus pés. Tinha lixeira do lado, pô!

Enfim, to no caminho.

Vou trabalhar que a vida não é só ficar aqui desabafando porque acho que só os bits me entendem. Marx adoraria saber que eu vou lá oferecer minha mão de obra e produzir (fui irônica, hehe).

sexta-feira, 18 de abril de 2008

outro mundo














É. Ninguém mandou ter ido ao FISL fazer fotos para o trabalho de Foto II. Devia ter aderido a onda "Free Hugs" + um Free Code eu ia me dar bem também. hahahah

tá, é só pra entrar no clima nerdão que domina a PUC.

mais, aqui.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Cerveja, Chuva e Poesia

Relato sincero daquilo que já estamos fazendo


para Almodóvar e seu filme Fale com Ela


Chore sempre que se emocionar. Enlouqueça sempre que for preciso. No escuro do cinema. Até nos filmes mudos. Saia de casa sem capa de chuva. Pegue uma gripe. Mas se cuide. Se apaixone e acredite. No amor mais impossível. Aquele que ressuscita do coma mais profundo. Viaje pelo mundo. Escreva poemas para sua amada. Faça de tudo para conquistá-la. Seja fiel. Companheiro. Atencioso e compreensivo. Lute para trazê-la de volta. Se um dia ela for embora. E achar que revê-la é preciso. Mande flores. Escreva cartas. Faça canções. Deixe sua pele arrepiar-se. O coração bater acelerado e apaixonado. Quando ouvir o Caetano se derramando numa canção espanhola. Cultive amizades. Acredite na vida. Persiga seus sonhos. E mesmo que lhe prendam. Não se arrependa. Só ao se mate, por favor! Pois nos filmes do Almodóvar. Queremos chorar de felicidade. Sair do cinema sorrindo. Afinal de contas. Nesta vida insana. Só fazem mesmo sentido. O amor e a loucura.

Rodolfo Muanis

* declamado sexta, no Bambus (ou quase lá), para quem estava por perto e ouviu.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

.

Realmente Jean-Paul Sartre estava certo. Estamos sozinhos nesse mundo cheio de perguntas a serem respondidas e muitas já apresentadas. Ficar colocando a desculpa nos outros é uma ótima saída para nossos problemas existenciais. É uma ótima saída para escondermos de nós mesmos que somos fracos e incapazes e que há muito mais pela frente do que nossa vã sabedoria e imaginação podem supor.
Sim, o filósofo francês tinha razão em afirmar que não existe essa transcendência e que quem a procura entra numa situação de absurdo. Não há razão de ser. Estamos aí e pronto.
Sartre coroou o sentimento ocidental da perda de sentidos. Não há nenhuma transcendência que suporte e dê sentido ao homem. Nós somos livres, soltos num planeta de macacos e sozinhos devemos buscar o sentido que tanto procuramos ao levantar os olhos pro céu. E liberdade é algo tão difícil de lidar. É como gritar para o mundo parar que tu queres descer. Ok. Agora é contigo.


Já avisou Nietzsche (o bigodudo alemão tão pessimista que desmistificou a sociedade apresentando-lhe sua miséria e total falta de valores).

O nada. O ser e o nada.

Pra uns isso não faz sentido até porque interrogações sobre a experiência da vida humana não fazem sentido. Acostumados a viver, não se dão conta que o viver de muitos se torna um sobreviver às margens do esquecimento. Viver se torna um sacrifício tão deprimente e cansativo. Quem não optar pela racionalidade vai se sair tão bem.
Porque as coisas nos são tiradas com a mesma velocidade que nos são dadas. E podemos encarar isso de duas formas.

Queria ter certeza que eu posso optar, nessa visa insana, pelo amor e pela loucura.

A ciência não permite e tu precisas ratificar essa posição todos os dias.


“Não, nossa ciência não é uma ilusão. Ilusão seria imaginar que aquilo que a ciência não nos pode dar, podemos conseguir em outro lugar.” Freud

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Expliquem isso.

No meu Orkut, em ‘música’, está lá a frase “Sem música a vida seria um erro”, do Nietzsche. Hoje isso faz um puta sentido pra mim. Não que nunca tivesse feito afinal, ela faz todas as minhas bandas preferidas ficarem ali, atrás da frase de um dos meus filósofos referidos.
Realmente, música é algo inexplicável do ponto de vista racional e claro que só um filósofo poderia falar isso.
Claro. Sempre, mas SEMPRE há tristes exceções.
A repórter de tecnologia da Zero Hora, Vanessa Nunes, diz não gostar de música. Não sei se eu gosto MUITO de música e não vivo sem, mas uma declaração dessas fez meus neurônios entrarem em choque. Explico: como alguém pode não gostar de música? Tu não tem uma trilha sonora na vida? Todos têm! Eu, por exemplo, fiquei duas semanas ouvindo uma única música (Sober, do Muse) por causa da Amanda (que foi quem começou isso aqui hoje hehe). Ta, não por causa dela, mas porque ela passou e disse ser tri boa. Como ela tem um baita gosto musical acreditei. E, deu no que deu. Ah viu, pessoas legais terão um bom gosto musical.
Vejamos o que mais. Por exemplo: Arctic Monkeys e Kasabian não te parecem uma solução para ouvir rock novo no século 21 sem optar por bandas emo?
E tem mais! Música sempre acompanha tua vida. Ela está ligada com transformações sociais e culturais. Olha a tropicália, a bossa nova!
El rock também. Tchê, o que foi o Woodstook se não a versão musical de uma geração pedindo paz e que quis quebrar com os conceitos e tradições ‘adultas’ norte-americanas.
E, pra acabar com isso, quando tu é criança e sai daquela coisa ‘polegares, polegares, onde estão’ (siiim, passei, passamos) e vai para uma adolescência e troca as Spice Girls pelo Axl com apenas 12 anos de idade e deixa teu pai espantado por que tu pode crescer e se relacionar com cabeludos, é preocupante. A música proporciona isso, essa coisa chamada pelos psicólogos de personalidade. Além de fatores econômicos e sociais, têm os fatores culturais que te determinam. Sério, ela não tem histórias. Ela não teve um amigo que foi ver o Pearl Jam e teve que ficar em casa porque morava ainda numa cidade interiorana e chorava com o telefone no ouvido quando ele te ligou no meio do show (só ouvi barulho, mas era o barulho do show do Pearl Jam). Fases vem e vão. E lá ficam uma musiquinhas pra fazer a trilha sonora. Cara, sério.

Tudoloucoaqui.

P.S: este post foi feito pra mim. Tá, é que eu não consegui digerir a questão. Sério, pra mim isso foi absurdo.

segunda-feira, 31 de março de 2008

TV digital

Primeiro foi a Band que colocou um 'alta definição' abaixo do seu Jornal da Band, quando as transmissões em TV Digital começaram para a região de São Paulo. Depois, a Rede TV com seu slogan 'a única TV brasileria 100 % digital'. Agora, o SBT está com o seu HD no canto, para mostrar aos seus telespectadores um "ei, a gente é digital".

Francamente! Assistir a mesma programação brasileira em TV digital é suicídio. Belas imagens estampado um conteúdo não tão belo assim. Exemplo? Depender da televisão para salvar o domingo é triste. O que leva uma emissora a pagar 200 mil reais por mês para uma modelo (ex?) para apresentar um programa tão batido? Daniela Cicareli foi contratada pela emissora para isso: ver, no fim do mês, sua conta bancária ser acrescida de 200 mil reais. O programa? Aquela mesma fórmula: homens x mulheres fazendo provas bestas pra ver quem é melhor. E o melhor, tudoédigital.

Não serei aquelas pessoas que correrão para as casas Bahia para comprar o set up box quando o sinal chegar aqui nos pampas. Chegar em casa e encontrar programas tipo BBB em alta resolução? prefiro poupar minhas despesas elétricas.

Sim, não tenho Net.

terça-feira, 25 de março de 2008

Uma fotografia faz falta

Se você tem uma digital, ande com ela quando você foi sair de casa. Eu não tinha nada que pudesse fotografar a cena ótima. Ótima não, triste se nao fosse cômica. Esperando o ônibus, na Osvaldo, para ir ao trabalho, vejo uma cena incomum. Não que não seja incomum ver ônibus caindo aos pedaços em Porto Alegre, já adiantando a assunto, mas hoje foi o cúmulo. Linha Petrópolis/Sesc (Amanda,tu não estavas nesse ônibus, estavas?). O ônibus era aqueles que mais antigo impossível. E pendia para o lado direito. Direito pra quem como eu estava olhando na direção oposta. Mas, enfim, achei que era ilusão ver aquilo, mas não. Ele parou na minha frente e constatei a barbaridade. Até achei que ele ia parar, chamar um reforço, estragou. Geente, ele estava pendendo para um lado. Viu como se tivesse uma foto aqui daria pra entender? Sério. Mas, utizando uma lógica, deduzimos que: o sol (forte para uma semana de falso outono) refletia muito forte na fanela. Pronto! todos os passageiros estavam sentados num mesmo lado fazendo com que o peso levantasse o outro lado do coletivo. É, agora sim se eu tivesse que ter pego aquela linha eu ia entrar sem problemas.

P.S: em frente ao Paço Municipal, exposição em comemoração aos 236 anos da nossa Capital.
Vi hoje e recomendo. Aqui sim, muitas fotografias!!

terça-feira, 18 de março de 2008

Tudo dentro de um ônibus...

Quando eu entro em um ônibus sem meus fones de ouvido, alheia ao resto das coisas (como todo mundo), tenho a oportunidade de conhecer pessoas como o Pietro e o Rian. Eu os conheci ontem, voltando do Vale. Passava das 22h e corri pra pegar o D43 que já estava saindo. E claro, eu não seria eu se não tive entrado no ônibus super desastrada e cheia de coisas. Apoiei minha bolsa pra guardar o maldito cartão do TRI e fiquei observando os livros que estavam na mão do cara sentado na minha frente. Um era sobre a chacina da Candelária e o outro era uma reunião de poesias do Drummond. E eu, como sou metida, fiquei lendo junto. O cara em questão era o Pietro, que se apresentou depois, juntamente com seu amigo, sentado ao seu lado, o Rian. Pessoas legais pedem pra segurar as tuas coisas. Não sei se eles seguraram pra mim por isso. Mas acredito que sim. A conversa entre nós começou depois que um deles leu A dança e a alma, do Drummond, e pediu se podia ler pra mim. Eu ia lá negar alguém declamando Drummond?! Daí até eu descer, na Osvaldo, ficamos conversando e discorrendo filosoficamente sobre a dança, sobre a alma, sobre dialética (aristotélica, heggeliana e do velho Marx), sobre Drummond e sobre a Fátima Bernardes. Uma coisa nada a ver com a outra, mas no contexto que aconteceu, foi divertido. Lição: em todo lugar você pode encontrar pessoas legais, basta estar disposto. Se eu estivesse com meus fones, a todo volume, provavelmente deixaria de conhecer essas duas pessoas tão legais e que são meus colegas de IFCH! Quando o ônibus parou na PUC, adicionamos outra pessoa ao nosso grupo! Essa eu não lembro o nome porque mais riu das nossas besteiras do que o resto.


Dança e a Alma

A dança?
Não é movimento,
súbito gesto musical
É concentração, num momento,da humana graça natural.
No solo não, no éter pairamos,nele amaríamos ficar.

A dança - não vento nos ramos:seiva, força, perene estar.
Um estar entre céu e chão,

novo domínio conquistado,
onde busque nossa paixãolibertar-se por todo lado...
Onde a alma possa descreversuas mais divinas parábolas

sem fugir a forma do ser,
por sobre o mistério das fábulas.


Ainda no D43, que coisa maravilhosa esse TRI, vocês não acham? Acho que os idosos, principlamente, também acham. Sabe por quê? Ontem, não voltando que esse texto não está em ordem cronológica, e sim, indo pro Vale, uma senhora estava cambaleando no corredor pra poder chegar até os acentos preferencais, aqueles vermelhinhos, lá no fundo do minhocão....
Só que eles estavam ocupados por pessoas que podiam ser jovens de espírito, mas não tinham mais de 60 anos. Pasmem, só depois que alguém chamou a atenção de quem estava nesses bancos, uma garota levantou e cedeu o lugar, se desculpando: "não vi a senhora aí...."

Aí eu penso que os milhões gastos com isso foram furada. Furanda porque os ônibus são um lixo, o trânsito é um caos e sinônimo de modernidade não é só isso.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Agora, no Sopa de Letras

Desde que eu vi o comentário do Träsel no blog dele, adorei a idéia do Sopa de Letras. Eu que sempre quis ter um coletivo de blogs e nunca tinha encontrado pessoas tão interessadas quanto eu, jamais imaginaria que seria um ingrediente da Sopa! Agradeço ao Thales pelo convite! Enfim, confere lá quem também faz parte dessa idéia genial.

terça-feira, 11 de março de 2008

Vontades...

Quando estava a caminho de casa, hoje ao meio-dia, fiquei pensando em como é verdade a expressão "a gente era feliz e não sabia", como os Titãs fizeram uma música maravilhosa que realmente deveria ser levada a sério e o poema que está aí, logo embaixo, do Jorge Luis Borges, é um dos meus preferidos. A música dos Titãs é a Epitáfio. Linda, linda. E descobri tanta coisa que eu deveria ter feito.
Hoje, uma tarde que eu gostaria de ter ficado em casa, dormindo até a hora da Sessão da Tarde, ver a chuva tocar o vidro da sala, ouvir Cat Power e escrever poemas nas últimas folhas do caderno. Queria ver The Wonders na Tv, comendo pipoca. Mas, essa vida capitalista faz a gente deixar de lado isso e ir lá, trabalhar, trabalhar, trabalhar...sem ver o sol se pôr (ou a chuva começar).


Instantes

Se eu pudesse viver novamente a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros. Não tentaria ser perfeito; relaxaria mais. Seria mais tolo do que tenho sido; na verdade, bem poucas coisas levaria a sério. Seria menos higiênico. Correria mais riscos, viajaria mais, contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas, nadaria mais rios. Iria a lugares onde nunca fui, tomaria mais sorvetes e menos lentilhas, teria mais problemas reais e menos problemas imaginários. Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e produtivamente cada minuto de sua vida; claro que tive momentos de alegria. Mas, se pudesse voltar a viver, trataria de ter somente bons momentos. Porque, se não sabes, disso é feita a vida, só de momentos, não percas o agora. Eu era um desses que nunca ia a parte alguma sem um termômetro, uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas; se eu voltasse a viver, viajaria mais leve. Se eu pudesse voltar a viver, começaria a andar descalço no começo da primavera, e continuaria assim até o fim do outono. Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças, se tivesse outra vida pela frente. Mas vejam, tenho 85 anos e sei que estou morrendo...

segunda-feira, 10 de março de 2008

Novos Pecados Capitais

Ouvi no Correspondente Ipiranga das 12:50 de hoje que o Vaticano divulgou uma nova lista de Pecados Capitais. Aí, peguei do site da BBCBrasil pra colar aqui:

1. Fazer modificação genética
2. Poluir o meio ambiente
3. Causar injustiça social
4. Causar pobreza
5. Tornar-se extremamente rico
6. Usar drogas

Eu, na minha condição de cidadã crítica de plantão, acrescentaria que se posicionar contra o uso da camisinha (ou de qualquer outro método contraceptivo) na luta contra a AIDS, também é um Pecado Capital.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Amores custam caro, meu bem

Ok. Vamos pensar juntos.
Eu amo Beatles. Adoro o Paul. Mas se é pra colocar todas as músicas dos Beatles na Web é para fazer um favor aos fãs de décadas. Assim, ficaria mais fácil adquirir aquele tal álbum já que a música está deixando de ser um prédio de 30 andares para voltar a ser o artista. Mas, se eu fosse uma ex-Beatle, deus meu, eu teria dinheiro pra me divorciar quantas vezes eu quisesse. Paul, Paul, Paul, o que aconteceu com o dinheiro conquistado pelo mais bem sucedido ex-beatle?
Aí, tu vai lendo mais a notícia e vê que a modelo que todo fã dele odeia (fã que é fã tá na comunidade da Linda) e descobre que ela pode ganhar até 40 milhões de libras (cerca de R$ 140 milhões). Guris que sempre quiseram ser um rock star, vivendo de sexo, drogas e rock and roll, percebam que ter todas as mulheres não é bem a melhor coisa do mundo. Cuidado com as grupies.
Juro que não foi esse o comentário mais inteligente que eu ia fazer. Mas, histórias assim são tão engraçadas, ainda mais quando se está solteria e a máxima faz sentido:"Antes só do que mal acompanhada".
heheheheheheh
sexta-feira, esperando o happy hour dá nisso, não?

Coisas novas e boas para fazer

Só hoje de manhã, quando acordei atrasada para ir à Famecos, é que precebi que o ano realmente começou. Durante as férias, aquela rotinha que criei em três meses de acordar onze da manhã-almoçar-estágio-caminhas na Redenção-sofá da minha casa tinham acabado. A Famecos voltou e outro desafio se coloca a minha frente: Ciências Sociais. Um curso que eu adoro, que sempre quis fazer junto com Jornalismo. Esse ano, enfim, me arrisquei. Espero que dê certo. Sei que não vou surtar com a pilha de livros que já está feita ao lado do meu computador. "Foi o que tu escolheu", consolo(?) de mãe, por telefone, há mais de 100 km de distância. Sim. É isso mesmo. E sei que só com esforço e determinação a gente consegue o que quer.
Isso me lembrou a declaração da Garota Verão que até rendeu um post engraçado no blog de uma miga minha: "PERSONALIDADE: Pelo exemplo de luta e perseverança, Adriane Galisteu". Copiado daqui.
Voltando à pilha de livros, me toquei agora, aqui no trabalho, que o livro que eu estou lendo não é para nenhuma cadeira (A História da Loucura, do Foucault). Isso foi um sinal. Ao trabalho!
Coisas para se fazer no final de semana: Tangos e Tragédias!
Desde que a temporada 2008 começou, eu vivia querendo ir no Teatro São Pedro. Dia para isso: sábado à noite, penúltimo dia, com o ingresso de 15 reais na mão (já que universitário quebrado não pode sentar nas poltronas de 50 reais.) Depois de tanto tempo, enfim verei Hique Gomes e Nico Nicolaiewisky, vulgo sbornianos.
P.S: juro que postarei mais. Preciso me dedicar mais ao blog assim como a minha saúde heheh
Comentários mais inteligentes em breve!

quarta-feira, 5 de março de 2008

O que a gente ouve...

Cada um que me aparece!
O mundo é recheado de pessoas que insitem em nos presentear com pérolas para a posteridade. E quer lugar mais propenso a isso do que a Famecos? Pois, em um semestre em que 80% das cadeiras são práticas, tem gente que se assusta com aquelas disciplinas em que "o pensar" é exigido.
Na Famecos, as disciplinas teóricas são empurradas para os primeiros semestres. Ou seja, como a grande maioria que entra no 1º semestre recém saiu do colégio e ainda não sabe o qeu quer da vida, tanto fez tanto faz ficar ouvindo um monte de coisa e pegar resumo da internet. Ou melhor, fazer resenha com a primeira e última página de um livro. Hiii, nesses quase 2 anos já vi e ouvi tanta coisa! Tem gente que passou sem nunca ter lido um livro. Ouvi isso ontem. ABSURDO.
Mas, esse enorme parênteses era pra ilustrar a pérola de hoje de manhã:
Aula de Sociologia da Comunicação. O professor (que pareceu ser um amor) perguntou esperando, é claro, um sim, se a turma queria que ele falasse o currículo dele. De extrema importância, ao meu ver, é tu saber quem é o cara que vai te passar um monte de informação e te fazer discutir em cima disso. Afinal, é pra saber se ele tem ou não capacidade, conteúdo, competência, méritos e blá, blá. blá. Isso, pra mim, e pra ti, talvez, mas não para a menina que estava ao meu lado que exclamou: "ah, não precisa, não vai fazer diferença mesmo..."
É, nada mais faz diferença. Não precisamos fazer a diferença. Vamos continuar assim, todomundosuperigual e escrevendo matérias copmo jornalistas semconceitonemconhecimento.
Isso me faz lembrar umas coisas tão engraçadas. Essas vou mandar pro Conversas Furtadas.
1) Aula com o Juremir Machado Da Silva:
- Um dia vocês até podem entrevistar o Gabriel García Márquez!
- Professor, quem é esse cara que tu tanto fala e a gente nunca ouviu falar?
- Ah, gente! a nossa colega não sabe quem é Gabriel Garcia Márquez. Vamos dizer o quê para ela?!

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2)Aula de Tecnologias Audiovisuais
- Falar de TV no Brasil, é falar de Chateaubriand...
- Esse é o que aparece na Caras?
- Caras?
- Sim, o Bruno Chateaubriand?
- Hã...

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3)
- Professora, quantas folhas eu devo deixar pra tua matéria?
(tinha que ser bixo)
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Para terminar: ontem, quando o ônibus parou na PUC:
- Alô, mãe? prepara 'umas pipoca' que tá indo uma galera da facul aí pra casa pra ver quem vai sair do Big Brother...

terça-feira, 4 de março de 2008

Dylan

Quando eu passei hoje pela Osvaldo, indo para o trabalho, vi um cataz de show falando sobre Bob Dylan em Porto Alegre. Pô, não sabem que eu tenho problemas de coração!
Demorou pra perceber a palavra cover.
Então, pra quem queria ver o show dele antes de morrer, acho que ele vai durar bem mais que 3 décadas pra eu poder ver uma nova turnê. Dinheiro, sabe. Eu não. Ou um dia eu vou pra NY!
Pois bem. Em São Paulo, ele pode tocar de graça.
Fogaaaaaaaaaça, oi!

Redescobrindo o Jornalismo

Por causa de Marques Leonam Borges da Cunha. Primeiro dia de aula com uma pessoa simplesmente fantástica. Sabe quando alguém te fala coisas que tu sabe que vai levar para o resto da tua vida? Pois são nesses momentos que a gente sabe que não está fazendo jornalismo em vão.
"O leitor do Post tem de pegar o jornal de manhã, olhar a primeira página e exclamar: puta merda!"
Ben Bradlee, ex-editor executivo do The Washington Post.

segunda-feira, 3 de março de 2008

De volta à rotina...

As aulas voltaram. Tudo voltou a ser como era antes do verão chato começar. Enfim, o ano está começando hoje.
Notas desse dia 03 de março:
- Ipiranga congestionada assim como as roletas dos ônibus com um bando de universitários tentando usar o TRI.
- Famecos mais cheia do que nunca. A cada semestre mais e mais a faculdade é invadida por adolescentes (emos) deslumbrados com o curso de Comunicação. É, mas isso é apenas o começo.

Enfim, Universitária lotada, TRI em ação e, cena pitoresca: Uma mulher entregou uma nota de 5 reais para o cobrador. Pensei: "se eu fosse ele pediria os 10 centavos pra facilitar o troco. Ok. Ele, obviamente, devolveu 90 centavos e 2 reais em moedas. "Ah, moedas?!?" exclamou a mulher pegando o troco. Em cinco segundos aquela aversão ao dinheiro em forma de metal não permitiu que eu não falasse um: "Se tu não quer, eu quero!" É, comecei o ano bem. Bem irônica. E isso é só o começo. Tô feliz por mim.
:)

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

...
Sinceramente, há mais pessoas burras no mundo do que inteligentes. Ok. Isso todo mundo sabe, mas quanto mais gente idiota eu vejo no mundo, mais desânimo dá. Poxa! não existe nenhum tipo de substância injetável, comestível, mastigável ou sei lá.
Bom, o sei lá existe e é a desculpa das pessoas para não colacar seus cérebros para funcionar.
Por isso, enquanto as coisas continuarem assim, continuarei também a ser intolerante, chata, parcial e transtornada.
Tchau.


...

P.S: Feist é a coisa mais maravilhosa do mundo para se ouvir enquanto se janta e/ou almoça.
Coisa de bom gosto, sabe.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

La Revolución

Depois que o ex-líder cubano Fidel Castro anunciou que deixaria o comando de Cuba, a imprensa se adiantou em publicar nos jornais extensas matérias e reportagens sobre o ainda mito vivo das revoluções do século XX. É nessas horas que a gente realmente vê a intenção e vocação política de cada um. Tanto aqui, abaixo da linha do Equador, quanto no norte, muitos rechearam de pérolas com frases de personalidades políticas sobre o fato histórico do dia 19 de fevereiro de 2008. Falem o que quiserem, mas o homem político Fidel Castro deve ser respeitado por tudo o que fez e por tudo que ainda fará, mesmo apenas nas ideologias que seus seguidores não deixarão morrer. Cuba pode não ser lá essas mil maravilhas, afinal, a economia está debilitada quanto outros pontos cruciais para uma vida digna. Mas, o que tanto incomoda nas pessoas que sempre adoraram meter o bedelho nos poucos países que não se curvaram ao regime disseminado pelos EUA? Uma palavrinha diabólica de cinco letras que faz com que a grande maioria da população mundial beire à calamidade e a minoria, durma na “paz do senhor”: LUCRO (dicionário: tu acorda, levanta, vive e dorme pensando em se dar bem nas custas dos outros). Odeio essas ideologias capitalistas idiotas. Sim, defendo o socialismo e não tenho vergonha em admitir isso, embora a grande parte dos que defendam um regime mais igualitário ainda precisem se livrar de certos pontos totalitários predominante em seu meio.

Reconhecendo que o capitalismo promove o progresso e o caos ao mesmo tempo (Rüdiger, teu livro prestou para alguma coisa...) hoje, o progresso é vivenciado por quem? Pelos mesmos que promovem a barbárie. Como falar de inclusão digital e etc antes mesmo de falar em inclusão digital. Colocar o boi na frente da carroça, sabe? Eu sei disso. Mas, é Fidel em questão e esse tema de inclusão digital que me interessa muito, ficará para outro post.

Eu apoiava Barack Obama. Ta, simpatizava. Apoio é algo tão sem noção sabendo que eu nem voto lá. Mas, depois disso: “A saída de Fidel Castro é um primeiro passo essencial, embora tristemente insuficiente para devolver a liberdade a Cuba”.
Canalha. Que raios que o parta parece que o povo de lá é coitadinho! Coitadinhos somos nós que...enfim.
Interesses. Puro interesse. Eles querem uma Cuba livre (o livre dele é em relação ao comércio) pra quê? Pra pegar o PETRÓLEO! Sim, afinal, porque os EUA sempre ficaram com dor de cotovelo por causa da Cuba? Uma pequena ilha.....

“Não podemos fazer mais do que desejar que esse país siga pelo caminho da democracia”.
Jean-Pierre Jouyet, secretário de Estado francês para assuntos europeus.
Ok, Bush também deseja isso, mas com um olho no livre mercado.

Lula não nos decepcionou. Ainda bem, né Presidente!

E, quem diria Gordon Brown, gostei de ti heim: “...mas estes são assuntos que competem à população cubana”.
Fala isso pro Bush, ta?!